#036 – Tá complicado estremecer o presidente

#colunistas

Nossos colunistas estão com textos incríveis essa semana.
Temos uma estreia: Bárbara Arranz e a coluna “Linha Canábica”, onde falaremos sobre o uso medicinal da maconhaSeu primeiro texto já é um clássico.

Deborah D’Almeida fala hoje sobre amor abusivo, um tema muito importante e que precisa ser mais discutido. Leia a coluna “Mente Humana”.

Ana Júlia Lacerda conta como está o convívio com seu filho Matheus durante a quarentena. “Mães, sobrevivam” é o texto da semana.

Pesquisa eleitoral mostra o cenário em Mogi das Cruzes

O jornal O Diário de Mogi (o principal jornal da cidade) trouxe em sua edição de domingo a primeira pesquisa sobre o cenário eleitoral deste ano.

A pesquisa foi feita entre os dias 06 e 07 de julho e ouviu 601 mogianos.
Para os amigos e amigas que não são mogianos, vai uma pequena explicação:
Hoje, o atual prefeito é o Marcus Melo (PSDB). Correm por fora três nomes: Felipe Lintz (PRTB), um jovem estudante de 24 anos conhecido como o “Bolsonaro mogiano”; Caio Cunha (Podemos), o vereador mais votado na cidade e muito forte entre os jovens e evangélicos mais hypados da cidade; Rodrigo Valverde (PT).

A cidade de Mogi das Cruzes, historicamente, sempre mantém um voto mais na centro-direita e isso também vale para às eleições de governador e presidente. Por aqui, o PT nunca teve nem chance, por exemplo. A base do partido na Câmara, por exemplo, se resume a 2 dos 23 vereadores. Por sua vez, a base do prefeito é mais forte na Câmara. Há ainda o vereador Caio Cunha, mais alinhado com o mundo da internet e com o discurso de uma cidade para os cidadãos.

Mais uma vez: Bolsonaro treme, mas ainda se mantém firme

O Instituto Vox Populi trouxe uma pesquisa sobre o governo Bolsonaro. Não temos grande mudanças em relação às outas pesquisas, mas vale olhar alguns dados como a divisão clara entre o impeachment e se o presidente está ou não ligado aos casos de corrupção de Queiroz e Flavio Bolsonaro.

Não deixe também de ver os índices de aprovação em suas variáveis. Dá para termos uma ideia do que está acontecendo nos quatro cantos do país.

a) Avaliação do desempenho de Bolsonaro
-44% avaliaram negativamente, 6% acima do levantamento feito em abril;

-31% avaliaram positivamente, 4% abaixo do valor da pesquisa anterior;

-Cresceu a avaliação negativa entre as mulheres: de 44% para 51%. Entre os homens subiu de 31% para 35%;

-Disparou a avaliação negativa entre as pessoas consideradas maduras: de 32% para 46%. Subiu também entre os jovens: de 44% para 53%.

-Queda de 10% na avaliação positiva entre os evangélicos: agora são 44%;

Regiões brasileiras:disparou a avaliação negativa no Sudeste: de 41% em abril para 51%;caiu a avaliação positiva no Centro Oeste/Norte: de 43% para 35%;recuou a avaliação positiva no Sul: de 45% para 41%.queda de regular no Nordeste: de 27% para 23%;despencou a avaliação positiva no Sudeste: de 34% para 24%.Escolaridade:crescimento na avaliação negativa entre quem tem Ensino Médio: de 40% para 46%;aumento na avaliação negativa quem os brasileiros com Ensino Fundamental: de 30% para 40%;queda na avaliação negativa entre quem tem Ensino Superior: de 55% para 51%.Renda:aumento de 10% na avaliação negativa entre quem tem renda média;queda de 34% para 26% na avaliação positiva entre quem tem renda baixa. 
b) Pandemia da Covid-19
-49% avaliaram como negativa a atuação do presidente, 7% a mais do que a pesquisa feita em abril;

-63% concordam totalmente que a situação da pandemia estaria melhor se Bolsonaro tivesse apoiado o isolamento social;

-quase 7 em cada 10 acham que a situação atual é mais grave do que imaginavam no começo;

-pouco mais da metade acreditam que o pior ainda está por vir e que a situação vai piorar;

-45% tem medo de se contaminar no transporte público;

c) Crise econômica
-quase 7 em cada 10 a crise da economia e do emprego é a pior que já viram;

-81% acham que vão se recuperar, mas que vai demorar muito tempo;

-para quase 40%, o governo federal tem a maior responsabilidade pela quebra de empregas e pelo desemprego. Outros 21% disseram que ele não tem nenhuma responsabilidade;

-58% acham que o governo brasileiro tem obrigação de socorrer as pequenas empresas, mas não quer/não tem interesse;

-Quase 60% acreditam que o auxílio emergencial de R$ 600 é muito importante. Sobre a redução do valor, 78% acha errado;

d) Situação política
-47% são contrários ao impeachment de Bolsonaro e 45% a favor;

-63% discordam da fala do presidente de que o Congresso, STF, oposição e a mídia perseguem, criticam e atrapalham o governo;

-63% concordam com a quebra de sigilo e a prisão de apoiadores do presidente que fizeram ameaças contra o Supremo;

-46% acham que o presidente não está envolvido no esquema de corrupção de Fabrício Queiroz. Mas 45% acreditam que ele está;

-32% confiam mais ou menos nos militares e 31% não confiam. 18% confiam muito e 17% confiam pouco. O jogo tá bem dividido;

-6 em cada 10 acham que o certo é que os militares não participem do governo e não se envolvam em política;

-82% não acharam uma boa ideia o presidente ter chamado o general Pazuello para o Ministério da Saúde;

-46% disseram que o governo Bolsonaro é pior que os governos do PT, enquanto que 28% falaram que é melhor;

Como Bolsonaro mudou no Twitter depois da prisão do Queiroz

Pedro Barciela (sempre ele) fez uma análise bem interessante sobre os tipos de publicação do presidente no Twitter antes e depois da prisão de Fabrício Queiroz. Os dados são incríveis e nos mostram como o “Bolsonaro paz e amor” entrou em cena. Por quê? Eis a grande questão.

#mandadicas

“Fauda” é uma série maravilhosa para quem gosta de geopolítica e, principalmente, dos conflitos históricos no Oriente Médio. A série do Netflix conta a história de um serviço secreto de contra-terrorismo do Exércio Israelense. As temporadas mostram como Israel faz para anular as atividades dos grupos palestinos em todos os cantos da região. É possível vermos como funcionam as táticas de ataque, as relações entre os vários grupos palestinos, as motivações de cada lado, o nascimento de mártir, entre outros. É muito boa!
A série que estou assistindo agora é “The 100”, uma maravilha para quem gosta de fim do mundo, sobrevivência da Humanidade e caos. Em determinado momento, a Terra fica inabitável por causa de explosões atômicas e a Humanidade passa a viver em gigantescas colônias especiais. Depois de décadas, 100 jovens são enviados para o planeta para reabitá-lo. Então, começa a reconstrução da sociedade com muita coisa envolvida e muitas surpresas. Estou acabando a 5ª temporada e vale demais!

Leituras complementares

1 – 85% dos brasileiros tomariam a vacina contra à Covid-19. Matéria do Poder360.

2 – Na terra dos sem SUS. Nos Estados Unidos, mães de jovens negros mortos pela polícia enfrentam a epidemia, o desemprego e o racismo. Reportagem da revista piauí.

3 – A treta no Facebook de dois grupos da Carolina do Norte estão cheias de xingamentos, teorias da conspiração e memes mórbidos. Leia na The Atlantic.

4 – A direita autoritária brasileira não foi levada a série. Essa conclusão são dos professores e pesquisadores do departamento de história da UFJF, Leandro Pereira Gonçalves e Odilon Caldeira Neto que lançam o livro “O fascismo em camisas verdes: do integralismo ao neointegralismo”. Matéria no Tribuna de Minas.

5 – Pesquisa mostra como o brasileiro usa o WhatsApp. Leia na Exame.

6 – Você daria o nome de Jair para seu filho? Pois há muita gente fazendo isso. O nome “Jair” teve alta de 36% e atingiu a maior popularidade desde 2006. Saiu na revista Época.