#056 – Bolsonaro ainda seria o vencedor em 2022

A pesquisa realizada pela Paraná Pesquisas entre 28 de novembro e 1º de dezembro ouviu 2.036 eleitores nos 26 estados + Distrito Federal em 192 cidades.

Os números são claros: o atual presidente Jair Bolsonaro venceria todo os candidatos que foram apresentados. 

Cenário 1: sem o ex-presidente Lula e com Luciano Huck
– Aqui, Bolsonaro teria 33,3% dos votos .
– Em 2º aparece o ex-ministro Sérgio Moro com 11,8%.
– O candidato mais a esquerda com melhor posicionamento é o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) em 3º e com 10%.
– O petista Fernando Haddad vem na sequência com 8,8%.
– O apresentador Luciano Huck teria 7,8% dos votos e demonstra força quanto mais velho é o eleitor, quanto menor a escolaridade e no Norte + Centro-Oeste.
– Destaque para a maior votação de Guilherme Boulos (PSOL) em relação ao governador João Doria (PSDB): 5,7% contra 3,7%, respectivamente.
– O eleitor de Bolsonaro é homem, de 25 a 69 anos, com Ensino Médio e morador do Norte + Centro Oeste.
– Ciro Gomes tem mais força entre os jovens de 16 a 24 anos e com 60 anos ou mais. Também é forte nos dois extremos de educação: fundamental e superior. O Nordeste continua sendo seu reduto.
– O Haddad tem preferência das mulheres, dos jovens entre 16 e 24 anos, das pessoas com ensino Fundamental e também dos nordestinos.
– Guilherme Boulos também tem a força dos mais jovens, é muito forte entre quem tem o Ensino Superior e a sua maior força está no Sudeste. 

Cenário 2: com o ex-presidente Lula e Marina Silva, mas sem Luciano Huck
– Novamente, o atual presidente seria o 1º colocado e com pouca variação do cenário anterior. Agora ele aparece com 32,9%.
– Em 2º está o ex-presidente Lula com 17,8%.
– Aparecem depois o ex-ministro Sérgio Moro (11,9%) e Ciro Gome (7,7%).
– O eleitor do presidente luta, quando vemos a idade, está espalhado, mas a maior parte tem entre 45 e 59 anos – possivelmente são as pessoas que, no governo Lulista, estavam começando a desenvolver suas vidas ou tiveram filhos/netos que se beneficiaram de algo. O ex-presidente ainda mantém sua força nas pessoas de baixa escolaridade e moradores do Nordeste.
– Neste cenário, Ciro Gomes e Guilherme Boulos perdem voto. João Doria e Sérgio Moro praticamente se mantém na mesma. Ou seja: os votos da tal centro-direita e dos lavajatistas são vão se mexer com a presença de Lula.

Cenário 3: Sem Sergio Moro e sem Lula e com Luiz Henrique Mandetta e Flávio Dino
– Mais uma vez, Bolsonaro lidera e, dessa vez, com mais votos do que os cenários anteriores: 35,8%. O que isso quer dizer: uma fatia dos votos de Moro podem ir para o atual presidente – seria natural que isso acontecesse, mesmo com todos os embates entre os bolsonaristas e os lavajatistas.
– Neste cenário, temos a maior votação de Ciro Gomes: 12,1%. O que isso pode significar que uma fatia dos lavajatistas não aceitam o bolsonarismo e veem no Ciro uma centro-esquerda capaz de vencer. 
– Depois aparece o ex-prefeito Fernando Haddad (11,5%), também com a sua maior votação nos cenários apresentados. Por quê? Será que uma fatia dos moristas veem no Haddad um cara mais descolado do PT e relembram de seu bom governo na cidade de São Paulo? Talvez.
– Outro que vai super bem neste cenário é o apresentador Luciano Huck, com 9,5% – o óbvio em receber os votos do ex-ministro Sérgio Moro.
– O que continua patético é a votação do governador João Doria (PSDB): 4,8%.
– Mandetta (2,7%) e Flávio Dino (1,2%) nada mexem no cenário.

2º turno: como seria?
– O presidente Bolsonaro ganharia de todo mundo.
– Quem chegaria mais perto seria o ex-ministro Sérgio Moro.
– Entre possíveis candidatos da esquerda, o ex-presidente Lula teria a menor distância entre ele e Bolsonaro – cerca de 14%.
– Bolsonaro ganharia de lavada de João Doria e Luciano Huck.

A pesquisa ainda analisou como as pessoas avaliam a administração do presidente Bolsonaro.

– No geral, 50,2% aprova, 45,3% desaprova e 4,5% não sabe/não opinou.
– 27,9% avaliou como péssima.
– 24,4% como regular.
– 21,8% como boa.
– 15,4% como ótima.
– 9,4% como ruim.
– Ainda tivemos 1,2% que não sabe/não opinou.

– Os homens aprovam mais do que as mulheres: 57,9% contra 43,3%, respectivamente.
– A maior desaprovação está nos brasileiros entre 16 e 24 anos.
– A fatia maior de aprovação na idade do cidadão médio, de 25 a 59 anos (mas a maior aprovação fica entre 25 e 34 anos).
– Quanto maior a escolaridade, maior a desaprovação.
– Dentre as regiões, a maior aprovação está no Sul (55,9%) e a menor no Nordeste (42,6%).

Considerações

Bolsonaro ainda tem força. Mesmo com todo o caos do seu governo e os diversos problemas com a pandemia, o presidente ainda chega com força para 2022. Ao que tudo indica, pelo menos até agora, nenhum nome está claro e forte para derrubar o capitão. Ao meu ver, isso se deve a algumas coisas: o presidente fechou a boca e parou de falar tanta besteira; ele jogou de canto a sua milícia mais radical e golpista; aliou-se ao Centrão; parou de reclamar do Supremo e dos ministros. O tal “Bolsonaro paz e amor” está mirando, claro, as próximas eleições.

A esquerda está fraca, desunida e sem nenhum nome tem força. Ciro Gomes, Flávio Dino e Guilherme Boulos não se apresentam com números expressivos para concorrer, de fato, contra o Bolsonaro. Ciro e Boulos são as duas fichas mais prováveis da esquerda – primeiro por seu histórico e o segundo por sua campanha histórica em São Paulo. Porém, ainda não há consenso de quem seja O nome para concorrer e, claro, não há união para que isso aconteça. As eleições municipais deveriam servir para a esquerda perceber o quanto forte ela é quando se junta – quase derrubou o PSDB em São Paulo, quase levou em Porto Alegre com a Manuela D’Ávila, no Recife com Marília Arraes e conseguiu vencer em Belém com o PSOL. A tal Frente Ampla de Esquerda é a chance de ganhar do presidente Bolsonaro. 

O Centrão não é tão forte para o Executivo. Os grandes vencedores das eleições municipais foram os partidos de centro – DEM, PP, PSD, MDB, entre outros. Eles saíram fortalecidos. Porém, quando pegamos o cenário nacional em disputa, esses partidos ainda não são protagonistas. Eles ainda figuram nos bastidores e sem força política para comandar o Planalto. Por quê? Eis a questão.

Luiz Inácio Lula da Silva. É impressionante a força política que o ex-presidente ainda tem, mesmo com todos os escândalos em seu nome e a grande força em tirá-lo do jogo. Não vamos fazer nenhum juízo de valor sobre a sua prisão ou não e nem sobre a maneira da imprensa falar de seu governo e da sua pessoa. Mas toda essa construção em torno do seu nome ainda o coloca como a maior força da esquerda no país e aquele que mais se aproxima de tirar o Bolsonaro do poder.

Sobre as eleições municipais e as próximas de 2022, alguns políticos deram entrevistas muito interessantes nos veículos de imprensa neste final de semana.  Compartilho alguns trechos importantes para pensarmos.

João Santana, ex-marqueteiro do PT no Valor Econômico (04/12/2020)
– Santana tem uma convicção em relação à eleição de 2022, embora demonstre preocupação em alguns momentos: o presidente [Bolsonaro] fracassará na tentativa de se reeleger e isso se dará porque “o ser eleitoral Bolsonaro” da próxima disputa será completamente diferente do que se viu em 2018, assim como o ambiente.

– Em sua visão, o presidente não conseguirá imitar Lula, que teve a capacidade de deixar de ser um “heróis moral para assumir o papel de herói social”.

– Segundo ele, Ciro Gomes (PDT) seria o melhor candidato e seria o melhor presidente eleito em 2022, pois tem facilidade para compor com a esquerda e a direita. “Mas não está enxergando algumas coisas. Não está enxergando o eleitor. Está fazendo a melhor pré-campanha ou campanha que já fez até agora, mas, ao mesmo tempo, está começando a entra em equívocos de postura. Está repetindo.

– Para o ex-marqueteiro, o eleitor quer o melhor candidato, mas não o primeiro da classe. “O Ciro quer ser o primeiro da classe. Ele tem o melhor discurso, a melhor proposta e a melhor crítica, mas está começando a ficar ‘over'”. 

– “É no mínimo apressado dizer que o resultado das eleições municipais mostra que o Brasil da polarização. Isso é besteira. Eleição municipal é solipsista, conversa com si e sempre foi assim. Tem um diálogo íntimo, profundo e exclusivo consigo. Não serve de medida para fora dela. Não pensem os que estão gratificados pela tragédia aparente de Bolsonaro que resolveu o problema. Não resolve. Ela não presta como régua para nada, porque pode permitir qualquer análise”.

– O Centrão “pode dizer que fez centenas de prefeituras, o pessoal do DEM, mas isso não significa nada. Na hora que a eleição presidencial de 22 acontecer, não vai ser isso que vai determinar.

Fernando Haddad (PT) na Folha de S.Paulo (06/12/2020)
Folha – A avaliação entre políticos é de que, na eleição de 2020, o bolsonarismo e o petismo perderam, enquanto o centro cresceu. Concorda?
A minha avaliação é outra. Bolsonaro administrou mal seu próprio cacife político, e isso passa a impressão de que ele foi o grande derrotado. Mas, se considerarmos que o bolsonarismo é uma recidiva do período autoritário com requintes de obscurantismo, vamos verificar que os partidos que, de alguma forma, descendem da matriz autoritária foram os que mais crescerm. O PT ficou no tamanho de 2016, com uma leve vantagem. PSDB, MDB e PSB foram os partidos que mais perderam espaço. Houve um deslocamento do eleitorado para a direita e para a extrema-direita, mas menor do que eu esperava. O que coincide com um período em que o bolsonarismo não está tão mal avaliado, com aprovação na casa de um terço. E obviamente isso tem muito a ver com o regime fiscal do combate à pandemia, foi despejado muito dinheiro na economia – contrariando o próprio governo, que queria investir muito menos.

Folha – É prematuro dizer que o Bolsonaro pode não ser reeleito?
É prematuro. Os próximos dois anos estão envoltos em indeterminações, porque o ano de 2020 foi atípico. Foram investidos quase meio trilhão de reais para sustentar a economia numa situação dramática.

Por que Bolsonaro não emplacou quem ele indicou?
Há um aumento da rejeição a Bolsonaro, mas isso não contradiz o fato de que houve um deslocamento do centro para a direita, sobretudo do eleitorado de MDB, PSDB e PSB. Bolsonaro administra tudo muito mal. Inclusive o próprio prestígio de que ainda goza. Ter um terço de aprovação sem nenhuma entrega é considerável. Até por inexperiência, ele está ocupando a Presidência da República, não está exercendo o cargo.

Em 2022, o PT pode abrir mão de ser cabeça de chapa?
O PT nunca impôs nada, isso é fantasia. Ninguém pergunta ao PSDB se ele tem vocação hegemônica. Eles ficaram em que lugar em 2018? O PT e o PSDB estruturaram a política pós redemocratização. Eu acho impossível o PSDB não ter candidato à Presidência. O PT já abriu mão de vários estados em função de alianças nacionais. Acho muito difícil o PT e o PSDB não terem candidatos.

Paulo Hartung, ex-governador do Espírito Santo no Estadão (06/12/2020)
Estadão – Que mensagem as eleições municipais deste ano deram em relação ao atual contexto político nacional? É uma mensagem para 2022?
Da urna sempre saem recados. O que a gente precisa entender é a circunstância da eleição. Dentro de uma pandemia que não temos um ponto final e ocorreu com gestores municipais tendo papel no enfrentamento da Covid-19. Esses gestores foram turbinados com dinheiro. As prefeituras receberam um recurso vultuoso. E ainda teve o fundo de campanha, que fez a diferença. Debaixo de uma pandemia, tem bonança. A taxa de reeleição subiu. Não foi um momento de desconexão como a gente já viu várias vezes na política brasileira. Se vai ter impacto em 2022? Muito pequeno, de baixa relevância. E na eleição da Câmara? Vai. É da tradição brasileira. Esse arranjo local impacta na eleição seguinte de deputados e senadores. Agora, achar que o recado da urna é o que vai presidir o processo seguinte é um equívoco. O que vai influenciar 2022 é 2021. Como o país vai atravessar esse ano desafiador.

Luciano Huck é apontado como possível candidato em 2022. Conversar com Sérgio Moro e Flávio Dino, fortemente associados a polos divergentes da política nacional, não acabam deixando pouco claro para o eleitor sobre quem o apresentador quer ter ao seu lado num projeto eleitoral?
O Luciano, depois do pleito de 2018, decidiu ter uma participação ativa no debate nacional. Esse foi um deslocamento importante dele. Maior engajamento nos movimentos cívicos, como Agora! e RenovaBR, para formar novos quadros. É preciso ter gente qualificada no debate nacional. Huck participou de um sem-número de debates e avaliações. Conversar com Dino e Moro, ou Rodrigo Maia, Gilberto Kassab, é coisa natural. O país precisa disso. Interação não quer dizer que vai estar junto ali na frente, que vai ter candidato participando do mesmo movimento. Acho positivo ele ter entrado abertamente de peito aberto no debate. Mas política é conversa. Às vezes o que parece distante não é distante.

Edmilson Rodrigues (PSOL), eleito prefeito de Belém (PA) no Valor Econômico (04/12/2020)
Valor – Reeleição de Bolsonaro
Num segundo mandato de Bolsonaro nós não teremos mais povos indígenas. A dizimação de florestas, apesar de todas as denúncias, está ocorrendo com índices avassaladores. O sentimento que se tem é de impotência, porque é um governo que não respeita normas, desafia os órgãos fiscalizadores, incentiva a exploração de minério em terras indígenas, o desmatamento, o incêndio em florestas. E apesar de todas as denúncias da mídia, dos organismos internacionais, vem se processando aqui algo muito parecido com o que ocorreu com o primeiro-ministro eleito da Alemanha, um rapaz chamado Adolf Hitler. Ele foi levado pelo povo à posição de super ditador, em nome de uma raça pura, para a destruição da humanidade. Não se brinca com fascismo. Ele não tem responsabilidade nenhuma com a verdade.

Valor – Ação da esquerda para 2022
O Juliano Medeiros [presidente do PSOL] está representando o PSOL permanentemente, em reunião com os partidos de oposição no Congresso Nacional. Nem tudo é unidade, mas grande parte da unidade em várias decisões importantes no Congresso, e mesmo na luta nacional, é fruto desse diálogo permanente. Há um fórum de dirigentes partidários, os presidentes de partidos, como o Carlos Lupi (PDT), Carlos Siqueira (PSB), todos os principais dirigentes e parlamentares têm participado. Eu creio que essa experiência dentro do Congresso Nacional pode inspirar um debate mais amplo para as disputas que virão contra o fascismo em geral e o fascismo eleitoral daqui a dois anos. Temos que aprender com os erros.

Economia cresce 7,7% no 3º trimestre

Foi a maior alta desde o início da série histórica, iniciada em 1996, mas ainda é insuficiente para recuperar as perdas provocadas pela pandemia. Com o resultado, a economia do país se encontra no mesmo patamar de 2017, com perda acumulada de 5% de janeiro a setembro, em relação ao mesmo período de 2019.

“Crescemos sobre uma base muito baixa, quando estávamos no auge da pandemia, o 2º trimestre. Houve uma recuperação no 3º, contra o 2º trimestre, mas se olharmos a taxa interanual, a queda é de 3,9% e no acumulado do ano ainda estamos caindo, tanto a indústria quanto os serviços. A agropecuária é a única que está crescendo no ano, muito puxada pela soja, que é a nossa maior lavoura”, disse a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis.

Resultados de alguns setores:

  • agropecuária: -0,5%;
  • indústria: 14,8%;
  • indústria extrativa: 2,5%;
  • indústria de transformação: 23,7%;
  • construção civil: 5,6%;
  • serviços: 6,3%;
  • comércio: 15,9%;
  • consumo das famílias: 7,6%;
  • consumo do governo: 3,5%;
  • investimentos: 11%;
  • exportação: -2,1%;
  • importação:  -9,6%.

Leituras complementares

“O que mais você quer, filha, para calar a boca?”. Reportagem histórica do João Batista Jr. sobre os casos de assédio sexual do humorista Marcius Melhem. (revista piauí)

– O inquérito do STF (Supremo Tribunal Federal) que investiga a realização de manifestações com pautas antidemocráticas aponta que youtubers bolsonaristas lucraram até R$ 2 milhões com acesso privilegiado ao Palácio do Planalto. a Polícia Federal ainda investiga se assessores do governo federal vinculados ao chamado “gabinete do ódio”, como Coronel Cid e Tércio Arnaud Tomaz, recebem ordens do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), filho mais novo do presidente. (Poder360)

– Jair Renan Bolsonaro, o 04, foi responsável por articular uma reunião entre um patrocinador da sua empresa e o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho. Segundo a Veja, Renan articulou a reunião, que ocorreu no dia 13 de novembro, entre o ministro e um grupo de empresários da Gramazini Granitos e Mármores, empresa do Espírito Santo que patrocina a empresa Bolsonaro Jr Eventos e Mídia, que é gerida pelo jovem. (Veja)

– Primeira vereadora negra eleita em Curitiba sobre ameaça de more. (Diário do Centro do Mundo)

– As primas Emily, 4, e Rebeca, 7, brincavam na frente de casa. Um tiro de fuzil levou a vida das duas. Família afirma que PMs atiraram na direção das meninas em Duque de Caxias (RJ); “Não tem justiça que vá trazer de volta essas duas crianças”, lamenta coordenador da Iniciativa Direito À Memória e Justiça Racial. (Ponte Jornalismo)

– Eleições municipais provocaram cinco casos de violência política por dia em novembro. Foram contabilizados 150 episódios de agressão relacionados à eleição em novembro; candidatos foram alvo em 55% dos casos. (Agência Pública)

– Governo Bolsonaro vai revogar portarias e vai encerrar programas de Saúde Mental no SUS. (Guilherme Amado – revista Época)

– Morre Tabaré Vázquez, o primeiro presidente de esquerda da história do Uruguai. Ex-mandatário que chegou ao poder em 2005 com a Frente Ampla governou o país vizinho por dois mandatos. Ele lutava contra um câncer. (El País)

– Argentina converte em lei imposto extraordinário sobre grandes fortunas. O objetivo é financiar a luta contra a Covid-19 e aprovar subsídios à pobreza e créditos a pequenas e médias empresas, entre outras ajudas sociais urgentes. (G1)

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