#073 – A PM bolsonarista

Desde as manifestações que pediam a saída da ex-presidente Dilma Rousseff, era clara a aproximação da Polícia Militar com os movimentos mais ligados a direita. Naquela época, o Bolsonarismo ainda dava os seus primeiros passos e se crescia paralelamente a essa direita dita democrática.

Bastava caminhar por esses protestos e ver a aproximação ideológica das pessoas com a PM. Vi centenas de pessoas tirando selfies com soldados, subindo em blindados, parabenizando os policiais, gritando o famoso “viva a PM” e por ai foi. Abaixo coloquei algumas fotografias que fiz durante 2015 e 2016 dos atos na Av. Paulista.

Uma das principais forças de sustentação do Bolsonarismo é a Polícia Militar. E é aí que está o braço armado da extrema-direita brasileira – não acredito que sejam as Forças Armadas. Como podemos ver recentemente, os três chefes das FA pediram para sair pois, ao que tudo indica, não aceitaram os tons autoritários do presidente.

Em 2022, por exemplo, caso o atual presidente não ganhe, uma tentativa de ruptura constitucional virá da força dos policiais militares – e não das Forças Armadas.

A revista Época dessa semana traz um levantamento feito junto com a Pesquisa Atlas sobre a avaliação da situação política e social dentro da classe policial. Os dados foram recolhidos entre 26 de março e 04 de abril deste ano. Do total de ouvidos, 75% eram policiais militares.

1. Vamos começar com os votos dos policiais nas eleições presidenciais de 2018
67% disse ter votado em Jair Bolsonaro (PSL).
27% votou em Fernando Haddad (PT).

Entre os policiais militares: Bolsonaro (71%) e Haddad (26%)
Entre os policiais civis: Bolsonaro (53%) e Haddad (28%)
Entre os federais/outros: Bolsonaro (26%) e Haddad (32%)

Os policiais civis foram os que mais foram branco/nulo: 16% – contra 7% dos federais/outros e apenas 1% dos militares.

Haddad (PT) só teve mais voto que Bolsonaro (PSL) entre os federais/outros. Este é um dado interessantíssimo. Na teoria, os federais são bem próximos e apoiadores da Lava Jato que foi colada ao Partido dos Trabalhadores (PT). Bolsonaro vinha com um discurso de combate à corrupção e, mesmo assim, Haddad teve mais voto que Bolsonaro nesta classe. Ponto para pensar.

2. Não há arrependimento no voto no presidente  – mas há quem pense diferente
71% disse que não se arrepende de ter votado, um número alto. Mas o que também chama a atenção são os 25% que se dizem arrependidos. O interessante é que o arrependimento muda conforme a classe – militares, civis ou federais/outros.

Entre os policiais militares, 81% não se arrependem – maior que a média geral.
Entre os civis, 61% se arrependem do voto – mais que o dobro que a média nacional.
Entre os federais/outros, 38% se arrependem. 

Ou seja: Bolsonaro mantém estável o seu apoio entre os militares, mas perdeu a sustentação dos civis e dos federais. Na Polícia Federal, possivelmente o presidente deve ter perdido o apoio por causa das tentativas de interferência, da politização do órgão, da questão salarial e do fim da Lava Jato.

3. Como está o apoio dos policiais ao presidente?
Este é um tema de extrema importância e importante para analisarmos o futuro do governo do atual presidente e até o futuro do Bolsonarismo.

No geral, 40% acredita que o presidente tem hoje o mesmo apoio que tinha em 2018 da classe policial. Mas 34% disse que ele tem menos apoio. E 24% acha que ele tem o mesmo nível. Ou seja: tudo está bem embolado.

46% dos militares acham que ele tem mais apoio.
54% dos civis creem que ele tem menos apoio.
38% dos federais/outros disseram que o presidente tem menos apoio.

Os civis são os mais céticos: 15% acham que ele tem mais apoio (menor índice) e eles têm o maior índice quando vemos a queda de apoio do presidente.

Um terço dos federais/outros disseram que Bolsonaro tem mais apoio e 20% acredita que ele mantém o mesmo nível. Dado interessante a ver contexto geral da classe sobre o governo.

4. Avaliação do governo Bolsonaro
44% avaliou como ótimo/bom – bem acima dos 27% do Brasil.
40% disse estar ruim/péssimo – abaixo dos 48% divulgados na última pesquisa
16% analisou como regular – menos que os 24% do levantamento nacional.

Ou seja: os policiais aprovam mais o governo Bolsonaro do que a média geral dos brasileiros, mas há mais agentes que acha que o governo está pior do que regular em relação ao Brasil como um todo – eles são mais críticos, talvez.

Novamente, os índices mudam conforme a classe que analisamos.
A grande aprovação vem dos militares: 50% apontaram como ótimo/bom.
A grande desaprovação vem dos civis: 62% disseram ser ruim/péssimo.
Quase metade dos federais/outros avaliaram o governo como ruim/péssimo.

5. Satisfação com a área de Segurança
O presidente Bolsonaro, sempre que pode, fala sobre Segurança Pública. O tema é de interessante do brasileiro em geral, atrai voto e faz parte da narrativa do Bolsonarismo.

Para a classe policial, 54% está satisfeita com as políticas do governo Bolsonaro para a área de segurança  mas 44% não está. 

Entre os policiais militares, 59% estão satisfeitos e 38% não estão.
Entre os civis, 30% estão satisfeitos e 68% não estão.
Entre os federais/outros, 50% estão satisfeitos e 49% não estão.

6. Intenção de voto para 2022
– 55% disse que pretende votar em Bolsonaro (sem partido).
– 19% apontou o ex-presidente Lula (PT) como seu candidato.
– Em 3º aparece o ex-ministro Sérgio Moro (sem partido) com 8%
– Ciro Gomes (PDT) vem depois com 5%, seguido de João Doria (PSDB) com 3% e Eduardo Leite (PSB) com 2%.

Bolsonaro é o grande favorito dos policiais militares: 61% pretendem votar nele.
Apenas 12% os militares disseram que querem votar no ex-presidente Lula.
E 7% apontaram o ex-ministro Sérgio Moro.

O grande candidato dos policiais civis é o petista Lula: 43% querem votar nele.
30% disseram que votarão em Bolsonaro.
12% apontaram o ex-ministro Sérgio Moro.

Entre os federais/outros, o principal candidato é Bolsonaro: 46%.
Depois aparece o ex-presidente Lula com 34%.
Eles estão mais polarizados entre o petista e o atual presidente.

João Doria (PSDB) teria apenas 1% dos votos dos militares, mas teria 8% dos civis e 6% dos federais/outros.

Ciro Gomes (PDT) teria apenas 3% dos votos dos civis, mas teria 6% dos militares e dos federais/outros.

Luciano Huck (sem partido) Marina Silva (Rede) não teriam voto de nenhuma classe.

Eduardo Leite (PSDB) Luiz Henrique Mandetta (DEM) só teriam votos dos militares.

João Amoedo (Novo) só teria voto dos policiais civis.

7. Temas políticos e sociais do Brasil

Impeachment de Bolsonaro
– 60% diz ser contrários e 36% favoráveis.
– 64% dos militares são contras – assim como metade dos federais/outros.
– 49% dos civis e dos federais/outros são a favor.

Prisão do ex-presidente Lula (PT)
– 66% é a favor – 31% é contra.
– os militares são quem mais defendem: 71%.
– os civis são os mais contrários: 41% – seguido bem de perto dos federais/outros (40%).
– 18% dos federais/outros disseram que não sabem – entre os militares, apenas 1%.

Instalação de uma ditadura militar no Brasil
– 73% se diz contrário – e 21% é favorável.
– 27% dos militares são a favor. Entre os federais/outros, são 6%. E entre os civis, 2%.
– 95% dos civis e 94% dos federais/outros são contrários.
– 7% dos militares não sabem. Índice cai para 3% entre os civis e zera entre os federais/outros.

A grande conclusão é que Bolsonaro perdeu força entre os agentes de segurança. Quando comparamos os votos de 2018 com a intenção de voto para 2022, o atual presidente perdeu votos em todas as classes policiais.

– A maior queda foi entre os policiais civis: de 49% em 2018 para 30% em 2022.
– Até mesmo em seu núcleo duro na PM, o atual presidente recuou 5%.

Não é coincidência alguma o uso da PM por parte do Bolsonarismo. Desde as eleições de 2018, os policiais militares, principalmente de baixa patente, fazem parte deste núcleo duro de apoio do presidente. Serão eles os responsáveis por alguma ação violenta e de ruptura.

Importante analisarmos o contexto e entender a força desse grupo para a perpetuação do poder bolsonarista.

O presidente perdeu uma grande parcela de apoiadores depois da saída do ex-ministro Sérgio Moro, do fim a Lava Jato e dos acordos com o Centrão. Quem estava com Bolsonaro por um suposto combate à corrupção, saiu fora.

O dito mercado já não está tão fechado assim com Jair – digo aqui de quem manda mesmo, não de empresários de segundo escalão. Paulo Guedes e sua turma de Chicago não conseguiu fazer absolutamente nada.

As Forças Armadas já deixaram claro que não vão entrar em qualquer ação que comprometa a democracia. Isso já foi falado em diversos momentos. Logo, os chefes militares não estão fechados com o presidente – e isso é óbvio para todo mundo. Dentro das FA, o Bolsonarismo tem força na bases dos quartéis e só. Quem manda mesmo não gosta muito do presidente desde a época que ele foi expulso do Exército.

Não vejo mais o agronegócio tão apaixonado assim pelo presidente. Há motivos, claro: a política externa é ideológica e ridícula e só atrapalhou o comércio exterior – citemos aqui os imbróglios diplomáticos com três grandes parceiros brasileiros: China, Argentina e Irã.

Sobram as igrejas evangélicas, os conspiracionistas ideológicos e a Polícia Militar.

Neste final de semana, aconteceram dois fatos que mostram bem essa politização da PM.

No aeroporto de Guarulhos (SP), um policial do Paraná foi preso depois de fazer de refém uma funcionária da Gol. Com uma faca, ele ameaçou a mulher e disse que tinha uma bomba na mochila – o que foi descartado. As informações são de que ele falava coisas desconexas sobre a corrupção, em referência a governos estaduais (pautas famosas entre os bolsonaristas). Veja aqui.

Também em São Paulo, mas na Avenida Paulista, a Marcha pela Família juntou algumas pessoas favoráveis ao presidente que criticavam o governador João Doria (PSDB), pediram o fim do lockdown (coisa que não há no estado), falaram de tratamento precoce, intervenção militar e mais… Lá pelas tantas, um ambulante criticou o presidente. Os policiais o abordaram, o chamaram de vagabundo e ameaçaram bater nele. O vídeo está no Twitter e foi divulgado pelo jornalista Samuel Pancher. Assista.

Doutor Jairinho, a política e a milícia no RJ

Um dos crimes mais tenebrosos e tristes dos últimos tempos aconteceu na semana passada: a morte do pequeno Henry, de 5 anos. Confesso que fiz questão de não ler nada muito profundo sobre o caso – mal sei como o garoto faleceu. Mas andei vendo algumas informações da ligação política do padrasto do garoto e, claro, temos ligação com milícia, pois estamos falando do Rio de Janeiro.

O vereador Jairo Souza Santos Júnior é médico de formação, mas nunca exerceu a profissão. Entrou na política para continuar o legado de seu pai, o Coronel Jairo. Policial militar e deputado estadual até 2018, o coronel é um dos políticos mais influentes do estado e, em 2008, foi um dos parlamentares investigados na CPI das milícias. No documento final das investigações, Coronel Jairo foi apontado como um dos líderes da maior milícia do Rio de Janeiro naquela época, a Liga da Justiça, conhecida hoje como Bonde do Ecko – o miliciano mais procurado do estado.

Em 2018, o Coronel foi um dos presos na operação Furna da Onça, investigação que revelou o esquema de propinas pagas pelo ex-governador Sérgio Cabral a deputados aliados. Jairo era muito próximo de Cabral e do ex-governador Luiz Fernando Pezão. Na época, o relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou uma movimentação atípica de aproximadamente R$ 10 milhões em contas de servidores do gabinete do coronel.

Nas eleições daquele ano, Coronel Jairo gravou uma mensagem de apoio com o então candidato ao Senado Flavio Bolsonaro (Republicanos-RJ). O coronel diz: “Este é o meu candidato a senador, Flávio Bolsonaro. Pessoal de Itaguai, vamos votar”. Itaguai é uma das regiões mais estratégicas para as milícias fluminenses e onde o Bonde do Ecko atua com força.

No Twitter, vi algumas informações que o Coronel teria sido coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro à Prefeitura do Rio de Janeiro em 2016. Não encontrei nenhuma confirmação disso.

Uma reportagem do jornal Extra de junho de 2008 repercutiu a tortura da equipe do jornal O Dia feita por milicianos na Favela do Batan. Segundo a matéria, a equipe teria sido abordada pouco antes do sequestro por um homem que se apresentou como assessor do deputado estadual Coronel Jairo (PSC). De acordo com a polícia, o suposto assessor de nome Betão teria participado da sessão de tortura.

Vamos para o filho, o Dr. Jairinho.
Ele está em seu 5º mandato como vereador. Começou em 2004, aos 27 anos, pelo PSC, numa típica carreira impulsionada  por seu pai. A revista Istoé lembra que ele é chamado de Moço, enquanto seu pai de o Velho. Seu grande reduto político é Bangu e o entorno.

Venceu ainda duas eleições, em 2008 e 2012, pelo mesmo PSC.
Depois, concorreu pelo MDB e entrou agora pelo Solidariedade com 16.061 votos, o 28º mais votado.
Jairinho foi líder dos governos de Eduardo Paes (DEM) e Marcelo Crivella (Republicanos). Foi ainda primeiro-secretário, presidiu a Comissão de Educação e a do Plano Diretor, foi vice da Comissão de Saúde.

De acordo com a Istoé: “Ainda era líder de Crivella na Câmara quando, no 2º turno da eleição do ano passado, participou de um evento de apoio a Paes no Ginásio Jairo Souza Santos, batizado com o nome do pai, onde pediu que votassem no atual prefeito. Àquela altura, a eleição para a prefeitura do Rio era, para os políticos mais experientes, “jogo jogado”. Pesquisas davam grande vantagem ao demista. O vereador rapidamente voltou ao velho aliado, que o aceitou sem restrições. Afinal, a proximidade do poder lhe garante a presença em inaugurações da prefeitura, que rendem votos”.

“Dr. Jairinho não é tido como um político afeito a confrontos. Contudo, assessores parlamentares que acompanham a rotina da Câmara indicam que ele tem o trabalho criticado por colegas por falta de aprofundamento em matérias importantes” diz uma reportagem da UOL.

De acordo com a Band, o suplente do vereador, Marcelo Diniz Anastácio, é presidente da Associação de Moradores da Muzema. Ele também é investigado por ligação com a milícia que atua na zona oeste do Rio. Vale lembrar que Muzema é a região onde atua o Escritório do Crime, ligado a Adriano da Nóbrega, muito amigo de Fabrício Queiroz. Lembram deles? Então…

Em uma live como o então prefeito Crivella, Dr. Jairinho mostrou sua simpatia pelo presidente Jair Bolsonaro. Ele disse: “que Deus abençoe nosso presidente, Jair Bolsonaro. Está do nosso lado, né? Costumo brincar com o senhor, né? A gente é aguerrido, torcendo para que o nosso presidente faça o melhor para o Brasil. Estamos do lado dele“.

#MandaDicas

A história recente do Brasil sob uma nova perspectiva, interpretada a partir da análise retórica do discurso político. É o que o escritor e professor de literatura da Universidade Tulane, em Nova Orleans (EUA), Idelber Avelar propõe em seus mais novo livro “Eles em nós”, lançado pela editora Record. No “Conversas com o Meio”, o professor deu uma palinha da obra, analisando o cenário de ascensão de Luiz Inácio Lula da Silva na vira do século, a implosão dos protestos de junho de 2013, o impeachment de Dilma Rousseff e a vitória extrema direita com Jair Bolsonaro. De Lula a Bolsonaro. Imperdível! Clique e veja!
O Homem do Castelo Alto, produção original da Amazon, se passa em um universo paralelo em que o Eixo ganha a 2ª Guerra Mundial e impõe uma ditadura fascista global. A Alemanha e o Japão dividem os EUA ao meio, exatamente como os aliados fizeram com a Alemanha em 1945. A costa oeste, agora território nipônico, fica sob vigilância do serviço secreto japonês, a Kenpeitai, sediada em São Francisco, enquanto que o lado leste fica com os nazistas, sediados em Nova York. Por trás de tudo, há a Resistência antifascista que usa de filmes para tentar derrubar os impérios. Importante dizer que a série é baseada no romance de mesmo nome de Philip K. Dick, um dos autores de ficção científica mais famosos do século 20. 
Entrevista bem interessante da pesquisadora Isabela Kalil para o podcast Lado B do Rio. Ela é especialista em extrema-direita e estuda esses grupos mesmo antes da existência do Bolsonarismo. O foco de sua pesquisa agora está em como o movimento extremista brasileiro está lidando com a Covid-19 e, claro, a vacinação. Isabela ainda comentou sobre a saída recente dos três chefes das Forças Armadas, as teorias da conspiração, o que ela espera sobre a punição aos envolvidos na morte de brasileiros na pandemia e muito mais.

Leituras complementares

Grande empresariado rejeita percepção de que Bolsonaro tem seu apoio. Os CEOs críticos ao bolsonarismo estão recolhidos em suas casas porque temem aquilo que o presidente despreza, a agressividade da Covid-19. (Valor)

Covid-19: Mortes superam nascimentos, e Sul tem queda inédita de população em março. (UOL)

Mortes por Covid-19 aumentam 872% entre jovens de 20 a 29 anos (Correio Braziliense)

As redes de esquerda odeiam a Tabata Amaral. Por quê? Reportagem investiga o que motiva os xingamentos, a desinformação e até ameaças contra a deputada do PDT. (Núcleo Jornalismo)

A mão invisível da milícia. Com a expansão desses grupos, confrontos policiais no Rio de Janeiro miram o tráfico e somam só 3% em áreas de milicianos (UOL)Escutas revelam o espólio milionário do miliciano Adriano da Nóbrega. Ex-caveira criou holding criminosa: investia em gado, cavalos de raça, construção civil, comércio e tinha bens até em Miami. Uma bolada agora em disputa. (The Intercept)
Araraquara e Bauru: dois retratos do Brasil com e sem lockdown (BBC Brasil)

Nova cepa da Covid-19 foi identificada em Belo Horizonte (MG). Segundo os pesquisadores, a nova cepa é potencialmente perigosa e reúne uma combinação de 18 mutações nunca identificadas no Sars-CoV-2. (Poder360)

Pastores acusam a Universal de quebrar seus sigilos bancários após investimentos em bitcoins. Religiosos afirmam que igreja de Edir Macedo fez uma devassa em suas vidas para controlar seus investimentos em criptomoedas. (The Intercept Brasil)

O crescimento da população norte-americana, em 2021, será o menor desde 1918, época da Gripe Espanhola, quando a população cresceu 0,1%. A perspectiva para este ano é um avanço de 0,2%, contra 0,4% em 2020. (Bloomberg)

Brasil deve cair para 13ª posição entre maiores economias do mundo este ano, aponta FMI. O país deve ser superado pela Austrália. (G1)

Nos Estados Unidos, a Geração Z adotou o mercado de ações para ganhar dinheiro a curto prazo. Essa galera aceita o risco e o fracasso sem problema algum – diferente de outras gerações. No TikTok, por exemplo, há várias contas de jovens que dizem ser acionistas da Netflix e Tesla dizendo que aumentaram seus lucros. Há também o fato de que as barreiras para se entrar no mercado de ações nunca foram tão baixas. (Axios)

Sim: tem gente vendendo cartões falsos de vacinação. Lá nos EUA, as autoridades estão pressionando as gigantes da tecnologia para serem mais atentas a este crime. O uso de suas plataformas para disseminar o marketing enganoso e as vendas de cartões de vacina falsos é uma ameaça para os residentes de nossos estados” diz uma carta enviada aos CEOs das companhias e que foi assinada por procuradores-gerais dos estados norte-americanos. (AARP)

Para combater violência do Estado, organizações instalam câmeras em territórios vulneráveis de São Paulo (Ponte Jornalismo)

Projeto Natick: Microsoft quer levar data centers para o fundo do mar. (Mundo + Tech)

China lança moeda digital e ameaça reinado do dólar no comércio internacional (Poder360)

Após catástrofe, macacos se tornam mais tolerantes com os outros, até com seus rivais. Furacão Maria arrasou uma ilha habitada por centenas deles, que reagiram à crise ampliando suas redes sociais e compartilhando com estranhos os seus escassos recursos. (El País)

#VídeoDaSemana

Google fez um vídeo simples, mas muito fofo e emocionante sobre o quanto a vacinação está perto (isso nos EUA né) e a volta das coisas que amamos. Singelo, com a cara do Google, e bem bonito! Assista aqui.

#ChargesDaSemana