#074 – Lula será reeleito em 2022?

Essa é a pergunta que o mundo político mais tem feito.
Se Lula será eleito eu não sei, mas acredito muito que Bolsonaro não será reeleito.

Claro que ainda tem muita coisa até as próximas eleições e muita coisa pode acontecer num país tão complexo e surpreendente como o Brasil (basta lembrar a facada). Mas arrisco a dizer que o presidente não consegue vencer a próxima eleição.

Em 2018, tivemos um cenário bem diferente das disputas presidenciais até então. Nos pleitos anteriores, sempre havia um antagonismo entre o PT e o PSDB. Naquele ano, tivemos a disputa entre o Lulismo e o “partido da Lava Jato”, segundo os autores Maurício Moura e Juliano Corbelini no livro A eleição disruptiva: por que Bolsonaro venceu. E eu concordo com eles. Dentro deste “partido da Lava Jato”, estava o anti-petismo, o “contra tudo que está aí”, os preconceitos, a indignação, a raiva contra o sistema político, entre outros. No livro, os autores dizem que “plataformas não foram importantes, promessas não foram decisivas. Votou-se ‘contra’ alguma coisa. Houve uma batalha de rejeições. E se escolheu um candidato que era o ponto de encontro desse mosaico de antissentimento”.

Agora, na minha opinião, teremos um novo cenário: o anti-bolsonarismo contra o anti-petismo. Bolsonaro e sua turma vão tentar não falar tanto do ex-presidente Lula porque eles sabem da força do opositor. A estratégia deve ser bater no PT – o petismo é mais fraco que o Lulismo e a sigla PT gera mais medo do que Lula (quando as pessoas ouvem o nome do ex-presidente, elas lembram de seus governos e, naturalmente, vão lembrar de uma fase melhor). O PT ficou marcado, em uma grande parcela da população, como o símbolo do mal e o sinônimo de corrupção. Para vencer, Bolsonaro vai ir na veia do medo: a volta do PT.

Mas aí entra a estratégia anti-bolsonarista. O PT pode falar sim da volta do partido e comparar os seus governos lulistas com o governo do presidente Bolsonaro (acredito que o PT vá deixar a Dilma meio de lado – no máximo, vai falar da saída da ex-presidente). Quando a população comparar, ela vai votar em Lula ou em Bolsonaro? Outro fator é a questão da pandemia, crucial no debate – e, ao meu ver, a grande responsável pela derrota do atual presidente.

O cidadão comum, brasileiro que não tem uma pegada político, e aquele que vive sua vida normalmente, não quer saber se o presidente é fascista, se o filho fez rachadinha, se Bolsonaro ameaça o Supremo ou qualquer outra coisa nessa linha – isso é papo para as bolhas ideológicas de todos os lados. O brasileiro mesmo perdeu um parente porque não tinha leito no hospital de sua cidade. Ele não foi vacinado e viu seu filho ficar doente e esperar por um tubo de oxigênio. Este cidadão perdeu o emprego porque o governo não criou medidas para ajudar os pequenos comerciantes. Ou sua mãe adoeceu porque as vacinas não chegaram. Tudo isso cai na conta do presidente – e é exatamente por isso que Bolsonaro tenta, a todo custo, jogar a responsabilidade para governadores e prefeitos, além do Supremo, claro.

Mas uma terceira via já começa a surgir entre quem não quer Lula nem Bolsonaro – e ela se cristaliza no que vem sendo chamado de direita democrática. Estão ali nomes como Ciro Gomes (PDT), os governadores João Doria (PSDB) e Eduardo Leite (PSDB), o apresentador Luciano Huck (sem partido), o ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM), o ex-ministro Mandetta (DEM), o prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes (DEM). O interessante dessa turma é o sentimento anti-bolsonarista. Ao meu ver, eles acreditam que conseguem derrotar Bolsonaro num primeiro turno e, num segundo turno, vencerem o Partido dos Trabalhadores com o discurso de volta do PT.

No último sábado, vários desses nomes participaram do debate Brazil Conference at Harvard & MIT. Havia um intruso entre eles: o ex-ministro Fernando Haddad (PT). No Estadão, a matéria diz que “presidenciáveis se unem em ataques a Bolsonaro e falam em convergência”; a Folha disse que “presidenciáveis atacam Bolsoarno e apontam retrocesso”. Todos falaram da necessidade de se curar as feridas provocadas pela polarização política, segundo o Estadão.

– Doria disse que “nós faremos uma corrente democrática para vencê-lo no voto” e falou que o presidente “tem propensão absoluta para ser ditador“.

– Leite afirmou que presidente tem arroubos autoritários: “Mentiras, fake news, desestabilização da relação com a polícia militar são formas de tentar subtrair poderes dos governadores e outras instituições”.

– Huck falou que “vamos ter que fazer concessões, iluminar o que nos conecta e não o que nos afasta. Vamos ter que deixar de lado nossas vaidades e exercitar nossas humildades”.

Mesmo com todo este movimento da tal direita democrático, a última pesquisa PoderData mostra que a eleição de 2022 ficará entre Lula e Bolsonaro.

O petista manteve os 34% e Bolsonaro (sem partido) subiu 1% e agora tem 31%.
Ciro Gomes (PDT) aparece com 6% e Luciano Huck (sem partido) com os mesmos 6%.

A grande novidade desta pesquisa é que a intenção de voto em Lula (PT) no 2º turno subiu muito, enquanto Bolsonaro recuou.

Em 15-17 de março, Lula (PT) tinha 41% – agora tem 52%
Naquele época, Bolsonaro (sem partido) tinha 18%. Agora aparece com 34%.

Neste 2º turno, conseguimos ver o perfil de eleitor de cada um:
– Lula (PT) – mulheres / 16 a 24 anos e acima dos 60 / Nordeste / sem renda fixa ou até dois salários mínimos;
– Bolsonaro (sem partido) – homens / entre 25 e 59 anos / Sul e Sudeste / Fundamental / renda acima de 10 salários mínimos.

Outro dado bastante interessante é que se antes Bolsonaro venceria, com folga, todos os outros possíveis candidatos no 2º turno, agora o cenário é bem diferente.

– Huck vence Bolsonaro: 48% x 35% – em dezembro, Bolsonaro estava 6% na frente
– Bolsonaro vence João Doria por 1% – o presidente já liderou com 15% de vantagem em dezembro/2020
– Bolsonaro vence Sergio Moro por 1% – diferença já esteve em 25% para o presidente em dezembro/2020
– Bolsonaro e Ciro Gomes empatados com 38% – Bolsonaro já teve 15% a mais em setembro/2020

Coincidência que tudo virou depois de alguns meses de pandemia, do aumento considerável das mortes e do atraso na compra de vacinas?

Poder na América Latina se movimenta

Foto que fiz durante minhas caminhadas por Havana, em abril de 2017.

Cuba

Na sexta-feira, o 8º Congresso do Partido Comunista de Cuba se reuniu com 180 delegados representando diferentes setores como operários, trabalhadores da produção e dos serviços, cientistas, militares, professores, entre outros. O Congresso deve terminar em nesta segunda-feira, comemorando os 60 anos da invasão na Baía dos Porcos, chamada pelo governo cubano de “invasão mercenária”.

O Congresso vai centrar suas análises em três comissões:

– a primeira, presidida por Manuel Marreno Cruz, vai abordar os resultados socioeconômicos alcançados desde o Congresso anterior e as projeções para o país continuar avançando e se desenvolvendo; a implementação das Diretrizes do Partido e da Revolução e uma possível atualização; e a conceituação do modelo e do cumprimento da estratégia de desenvolvimento e enfrentamento da crise.

– a segunda, presidida por José Ramón Machado Ventura, vai avaliar o cumprimento da resolução aprovada pelo Congresso anterior sobre os objetivos de trabalho do funcionamento do Partido, a atividade ideológica e o trabalho com as massas e a melhoria do trabalho do Partido Comunista Cubano.

– a terceira será dirigida por Miguel Díaz-Canel vai valorizar a política dos quadros do partido, a União da Juventude Comunista (UJC), o Estado e o Governo, assim como o papel do partido para alcançar resultados maiores.

Foto: Juvenal Balán / Granma

O Primeiro-Secretário do Partido, Raul Castro, discursou sobre vários temas.

Um dos pontos altos de sua fala foi quando ele falou sobre o futuro do Partido e o seu próprio. Segundo ele, sua tarefa em frente ao PCC tinha sido concluída “com a satisfação de haver comprido a confiança com a Pátria, com a profunda convicção de não aceitar a proposta de permanecer nos cargos superiores da organização partidária, em cujas fileiras continuarei a servir como mais um combatente revolucionário, pronto a dar minha modesta contribuição até o fim de minha vida”.

Disse ainda que “nada o obriga a tomar essa decisão, mas creio fortemente na força e no valor do exemplo e da compreensão de meus compatriotas. Enquanto estiver vivo, estarei pronto para defender o socialismo” falou o general do Exército e Primeiro-Secretário.

Depois de mais de 60 anos a frente do Partido, os irmãos Castro saíram de cena. Agora, o PCC está nas mãos de Miguel Díaz-Canel. Além de Raul, grandes nomes da geração histórica, aquela que fez a revolução de 1959, devem se aposentar, entre eles o número dois do Partido, José Ramón Machado Ventura, de 90 anos, e o comandante Ramiro Valdés, de 88.

Foto: Juvenal Balán / Granma

Castro ratificou que o desenvolvimento da economia e a batalha ideológica são os principais objetivos e expressou que, mesmo com o bloqueio que a ilha sofre, a economia demonstrou resistência nos últimos cincos anos.

Castro reconheceu os efeitos negativos do excesso de burocracia e o deficiente controle dos recursos, o que causa corrupção. Ele pediu maior dinamismo no processo de implantação das diretrizes, autonomia e descentralização das instâncias intermediárias e de bases do sistema empresarial.

Lembrou ainda do aumento dos trabalhos privados. “O exercício privado de algumas profissões tem sido exigido, enquanto outras não são permitidas. Parece que o desejo de egoísmo dá início ao processo de desmantelamento do socialismo, dessa forma os sistemas de saúde e educação, gratuitos e de acesso universal, seriam destruídos” disse Castro. E acrescentou que outros exigem importação comercial privada para estabelecer um sistema de comércio não estatal. “São essas questões que não podem gerar confusão. Há limites que não podemos ultrapassar porque isso levaria à destruição do socialismo”.

Segundo ele, as decisões econômicas não pode afetar os ideais de justiça e igualdade e muito menos de equidade. Castro disse sobre a unidade do povo com seu partido e que este sempre defenderá que em Cuba jamais seja aplicado terapias de choque nas camadas mais humildes da população e que ninguém será desamparado.

Castro lembrou que Cuba se mantém na batalha contra todos os tipos de descriminação. Ele citou que permanece o apoio do Partido à Federação das Mulheres Cubanas na defesa dos direitos das mulheres e contra a violência e disse que serão promovidas ações contra a discriminação com base na orientação sexual e identidade de gênero.

Foto: Juvenal Balán / Granma

Sobe os Estados Unidos, Castro lembrou dos problemas do bloqueio e de relacionamento com o ex-presidente Donald Trump, mas ratificou o seu desejo de desenvolver um diálogo respeitoso e um novo tipo de relação com os norte-americanos “sem que, para isso, tenhamos que renunciar ao socialismo, desde a defesa dos nossos ideais e de exercícios de política externa comprometidos com as causas justas”.

Sobre política externa, Castro reforçou o papel da Organização dos Estados Americanos (OEA) e a política norte-americana para sabotar a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e destruir a União de Nações Sul-Americanas (Unasul). Ele reiterou seu apoio ao presidente venezuelano Nicolás Maduro – a qual chamou de “único e legítimo presidente” – e a Nicarágua sandinista.

Saudou o presidente da Bolívia Luis Arce, apoiou a recuperação da soberania argentina sobre as Malvinas e prestou solidariedade ao ex-presidente brasileiro Lula. Defendeu ainda os direitos legítimos das nações caribenhas de terem uma recompensa pela escravidão. “O Caribe sempre vai poder contar com Cuba. Nos solidarizamos com o Haiti e apoiamos a independência de Porto Rico”.

Castro destacou que, nos últimos cinco anos, Cuba consolidou suas relações com partidos e governos da China, Vietnã, Laos e Coreia – “países socialistas asiáticos que somos unidos por uma amizade histórica”. Ele ainda lembrou do fortalecimento da amizade com os russos e da colaboração com os países africanos.

Miguel Díaz-Canel Bermúdez. (Foto: Ariel Ley Royero / ACN)

Equador

O ex-banqueiro Guillermo Lasso foi eleito o novo presidente do país. Membro de uma direita conservadora, Lasso conseguiu frear os candidatos mais a esquerda, principalmente o candidato Andres Arauz, herdeiro político do ex-presidente Rafael Correa (2007-2017). Lasso venceu com cerca de 52% pelo Movimento CREO e do Partido Social Cristão (PSC). “Devemos estar unidos e respeitar nossas diferenças para fazer o Equador avançar, este é um trabalho de todos, que começa hoje”, escreveu Lasso em seu perfil no Twitter. 

Importante lembrar que Lasso já havia sido derrotado anteriormente em uma eleição presidencial: para Correa, em 2017, e pelo presidente que deixa agora o posto, Lenín Moreno, em 2013. Mas agora conseguiu vencer o candidato do correismo.

No Equador, há um forte sentimento contrário à Revolução Cidadã encabeçada por Rafael Correa durante os seus anos de poder. O anti-correísmo é bem forte – nos moldes do anti-petismo brasileiro. Por lá, ainda há uma forte perseguição política e jurídica contra o ex-presidente Correa, fazendo-o a se exilar na Bélgica há anos. Houve ainda uma forte desestruturação das organizações que sempre seguraram o correísmo, como movimentos sindicais, estudantis, trabalhistas, entre outros. Para fechar ainda mais os problemas para Arauz, não houve uma unidade entre os partidos e movimentos da cidade – o movimento indígena, por exemplo, rachou por disputas internas, e a decisão foi chamar um “voto nulo ideológico”

Por outro lado, Lasso contou com o apoio dos principais meios de comunicação e com uma estratégia certeira de campanha.

Guillermo Lassa durante campanha eleitoral. (Foto: RODRIGO BUENDIA / AFP)

Peru

“A partir de 28 de julho, o Peru terá um presidente populista e conservador, independentemente de quem ganhe” diz a repórter Jacqueline Fowks do El País. Quem estará na disputa será o professor Pedro Castillo e Keiko Fujimori, filha de Alberto Fujimori, ex-presidente do país e que está preso por violações dos direitos humanos (há acusações de que cerca de 270 mil peruanas foram submetidas a cirurgias de laqueaduras forçadas durante o mandato de Fujimori).
 Professor sindicalista dito como radical, Pedro Castillo Terrones tem 51 anos e nasceu em Cajamarca, uma região andina das mais pobres do país, e começou a lecionar por lá em uma escola de ensino primário. Em 2017, liderou um enorme protesto de professores que exigiam aumentos salariais e conseguiu parar as ulas por 75 dias em quase todo o Peru.

De lá para cá, entrou de vez para a política. Castillo tem ideias que misturar a esquerda e a direita. Ele prometeu nacionalizar o gás da Camisea, o projeto energético mais importante do país. Disse que vai renegociar os contratos estatais porque não acha justo as empresas ficarem com 70% dos ganhos e o Estado com apenas 30%. Prometeu revogar a Constituição de 1993, promulgada durante o governo de Alberto Fujimori e ameaçou fechar o Congresso caso não permitam – disse que precisa ser arrumado o fato do “patrão ganhar 20 vezes mais do que o operário”. 

Por outro lado, Castillo disse ser contrário ao casamento homossexual, rejeita o aborto, a inclusão dos estudos de igualdade de gênero nas escolas e a eutanásia. Como disse Mario Vargas Llosa em seu texto que declarou apoio à candidata Keiko Fujimori, as ideias de Castillo são “bastante contraditórias” e são de “extrema esquerda no campo econômico e de extrema direita no social”.

O candidato presidencial do Peru Pedro Castillo monta a cavalo no fechamento de campanha, em 8 de abril. (Foto: Aldair Mejía/EFE)

Keiko Fujimori é o símbolo das camadas mais ricas peruanas e do conservadorismo. Importante lembrar que Lima, a capital, é onde está concentrada a elite do país, é o berço do poder e é de onde saíram os cinco últimos presidentes peruanos. 

Uma das armas que serão usadas por Fujimori é o medo do Sendero Luminoso, grupo guerrilheiro de esquerda de inspiração maoísta e que atuou no Peru entre os anos 80 e 2000. A simples lembrança causa pavor nos cidadãos – e a direita usa isso para ligar o grupo a Castillo. Fujimori também tenta ligar o professor ao Chavismo venezuelano – o que também tira o sono de grande parte do Peru.

Em uma entrevista divulgada neste domingo no jornal El Comercio, a candidata disse que “devemos evitar que se instale um modelo comunista e expropriador” no Peru. Para ela, Castillo representa o marxismo. “A luta de classes, de confronto e de ódio entre os peruanos é algo que não devemos aceitar” disse. Lei a entrevista completa aqui.

Keiko tenta pela terceira vez ser presidente. Ela também se opõe ao casamento homossexueal e se declara defensora da família, para explicar que não pretende promover nem reconhecer os direitos da população LGBTI nem o aborto em caso de estupro.

A candidata prometeu “pulso firme” contra a delinquência e disse que vai dar o indulto do seu pai, que cumpre pena de 25 anos de prisão por crimes de corrupção, roubo e homicídio cometidos durante seu Governo (1990-2000).

Um problema para Keiko foi o pedido de um promotor peruano para que ela cumprisse 30 anos de prisão, além da dissolução do seu partido. Isso aconteceu depois de uma investigação que começou em 2018 por lavagem de dinheiro e por supostamente receber doações milionárias da Odebrecht e de um grupo financeiro peruano para suas campanhas presidenciais de 2011 e 2016.

Foto: Hugo Pérez / El Comercio

Na noite deste domingo, o IPSOS Peru divulgou a primeira pesquisa eleitoral para o 2º turno: Castillo lidera com 42% contra 31% de Fujimori.

Castillo vence no interior (51%) e Fujimori leva em Lima (43%).
Na zona rural, Castillo tem três vezes mais votos do que sua opositora.
Quanto mais rico o eleitor, maior o voto em Fujimori: ela tem três vezes mais na classe A.

Classe média “encolhe” na pandemia e já tem mesmo “tamanho” da classe baixa

A

pandemia do coronavírus fez aumentar não só o número de brasileiros que vivem na extrema pobreza como diminuiu a classe média ao seu menor patamar em mais de 10 anos em relação ao total da população. Pesquisa do Instituto Locomotiva mostra que, com o aumento do desemprego e o tombo da renda, esse grupo social deixou de compreender a maioria dos brasileiros.

De acordo com o estudo divulgado pelo G1, o percentual da população brasileira pertencente à chamada classe média tradicional caiu de 51% em 2020 para 47% em 2021 – mesmo “tamanho” da classe baixa. A maior marca, segundo o Locomotiva, foi registrada em 2011, quando a classe média era 54% da população brasileira.

Leia a reportagem completa no G1.

#MandaDicas

Tive o prazer de participar do podcast Papo de Cozinha do meu amigo Felipe Martins, dono de um dos restaurantes mais tradicionais e conhecidos de Mogi das Cruzes, o Berro. Falamos de Comunicação, produção de conteúdo, BBB, funk, fotografia, física quântica e muito mais. O papo foi incrível!
Livro que estou terminando de ler. Alerta de gatilho de abuso sexual! 
Em 2017, uma investigação de rotina na televisão levou Ronan Farrow a uma história que corria silenciosamente pelos corredores de Hollywood: um dos produtores mais poderosos do cinema americano era um predador sexual, protegido pelo medo de suas vítimas, pelo dinheiro e por uma conspiração de silêncio. Tanto um thriller de espionagem quanto um meticuloso trabalho de jornalismo investigativo, Operação Abafa traz novas e devastadoras revelações sobre uma das mais importantes reportagens da década.
Quando detalhes de uma conversa telefônica grampeada entre Lula e Dilma vieram a público em março de 2016, a frase de despedida de Lula não só virou meme como trouxe um vaticínio: “Tchau, querida”. Semanas depois, em 17 de abril ela iria se tornar realidade e marcar a história política brasileira. Nessa data, 367 deputados votaram a favor da abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff. Festa para a maior parte da população, que se mobilizara aos milhões nas ruas pela saída da então presidente. No centro da votação, um nome teve papel decisivo: o do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, que conhece como poucos as engrenagens da casa, seu regimento e interpreta muito bem os movimentos da política. Nesta obra, ele relata os bastidores dessa história, as pressões e os interesses para se abrir ou não o processo de afastamento de Dilma, e o cabo de guerra envolvendo duas outras figuras emblemáticas do cenário político: Lula e Michel Temer, um querendo manter o PT no poder, o outro querendo seu lugar. 
Esse eu aceito de presente! Amazon, manda mimo. #publi
A comentarista política Gabriela Prioli lançou, neste sábado, um novo quadro em seu canal do Youtube. O GPS vai receber convidados para debater conceitos de ideologia presentes na política brasileira. Para estrear, Prioli conversou com Guilherme Boulos (PSOL). 

Leituras complementares

A pressão política e corporativa é a razão apontada por pesquisadores da USP e UFRJ para acusar a “preocupante” demora na vacinação de idosos no Brasil três meses após seu início no país. (UOL)

Pelo menos 203 congressistas já foram infectados por Covid-19 e 4 morreram (Poder360)

Saúde mental piorou para 53% dos brasileiros sob pandemia (BBC)
 Christian Dunker: “Cada época tem uma visão do que é o sofrimento”. O psicanalista reflete sobre como o significado de depressão foi se transformando ao longo da história e com o advento dos antidepressivos. (Gama Revista)

Covid mata mais PMs em março do que confrontos em 10 meses somados em SP (Agora São Paulo)

Real é a 7ª moeda que mais se desvalorizou em 2021 (Poder360)

PIB da China cresce 18,3% no 1º trimestre e bate recorde para o período (CNN)

Brasil é o 3º pior em ranking de comportamento digital. (Época)

“Mulher bomba”. “Véu assusta”. Brasileiras muçulmanas relatam preconceito (Universa)

Detentos burlam a lei e vendem conteúdo erótico em plataforma digital. (Extra)

“A América perdeu”. Enquanto EUA anunciam saída de tropas, Taleban canta vitória no Afeganistão (BBC)

Quem são os hikikomori, os jovens japoneses que vivem sem sair de seus quartos (BBC)

Da sala de aula para casa: como a pandemia mudou a vida de crianças autistas. (UOL Viva Bem)

Animais de Mariana morrem com alimentação fornecida por fundação ligada à Vale, dizem atingidos (Ponte Jornalismo)

SpaceX fecha contrato de US$ 2,9 bi com Nasa para levar astronautas à Lua (Poder360)

Alerta de gatilho sobre abusos sexual! As acusações não reveladas de crimes sexuais de Samuel Klein, fundador da Casas Bahia. (Agência Pública)