#076 – Ayahuasca não é LSD

Internet querida, bom dia!
As coisas ainda estão complicadas em nosso país.
Mais de 400 mil mortos, centenas de pessoas pedindo intervenção militar e uma CPI que começa essa semana cheia de polêmica. Vai dar em pizza? Vai ter golpe? Não sei. A ver.

O mundo também não anda muito bem.
Protestos em vários países e a Índia afundada na Covid-19.
EUA vacinando muito, mas com cidades tendo estoques cheios pois as pessoas não querem se vacinar. O Trumpismo ainda ronda a América.

Queria divulgar para vocês, em primeira mão, mais uma entrevista do Margem Podcast.
Conversei com o ex-vereador e ex-candidato à Prefeitura de Mogi das Cruzes pelo Partido dos Trabalhadores (PT) Rodrigo Valverde.

Na campanha de 2020, estive em sua equipe de Comunicação e fui o responsável por definir a linha estratégica da campanha. Foi um baita desafio! Neste bate-papo, falamos dos resultados da eleição, do atual governo Caio Cunha, da atuação da Câmara dos Vereadores, do que ele espera para 2022 e para 2024. O papo tá bem bom! Ouça agora.

Quero falar também o Boletim do Martin, meu podcast de fotografia.
Estou entrevistando amigos e amigas e contando os bastidores das imagens que faço.
Tem muita gente incrível e com muitas histórias maravilhosas!
Acesse por aqui e ouça.

A Covid-19 em Mogi das Cruzes durante abril

Durante todo o mês, anotei, todos os dias, os dados que recebia do CONDEMAT (Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê) região que Mogi das Cruzes está inclusa. Queria ter uma noção de como a pandemia vem se desenvolvendo na cidade e quem eram as pessoas que faleciam por aqui.

Cobri bastante o cemitério mais popular da cidade e o centro da cidade e percebi que os enterros realmente deram uma reduzida e houve um aumento do número de pessoas fora de suas casas – principalmente no centro antigo e na periferia (onde a pandemia nunca existiu).

A Prefeitura tem feito campanha nos veículos de comunicação da cidade para alertar que a Covid-19 ainda mata e pedindo que as pessoas só saiam se for necessário. Ela também reforçou as fiscalizações (até com multa) e com agentes tercerizados pelas ruas, principalmente do centro. Houve também aumento do número de UTI e a criação de um auxílio-emergencial para as empresas e para as pessoas em vulnerabilidade social.

Você vai ver que os dados mostram uma queda de todos os dados na cidade.
O que ainda está instável são os leitos de UTI – merecem atenção
.

Podemos ver que o maior pico foi no começo do mês, no dia 5, e em uma segunda-feira – possivelmente por causa do final de semana. Depois, conseguimos ver que os picos foram diminuindo com o passar do mês, o que mostra uma redução das mortes na cidade.
O crescimento não foi tão vertiginoso. Ele avança um pouco mais rápido no começo do mês, mas depois cresce mais devagar. Foi em abril que a cidade bateu 1.000 mortos.
Ao todo, foram 83 homens durante todo o mês. Destaque para o dia 16, onde nenhum homem morreu. Há dois picos: no dia 5 onde morreram 21 pessoas e 10 homens e no dia 9 com 19 óbitos – 10 sendo de homens.
Foram 88 mulheres mortas em abril. Podemos ver os maiores índices em 05, 09, 19 e 28, mas caindo consideravelmente conforme o mês se caminhava para o fim – tendência essa que também podemos ver nos óbitos gerais.
61 anos foi a idade com o maior número de óbitos: foram 10 – seguido por 59 (oito pessoas) e 67 e 76 (sete pessoas em cada faixa etária). Destaque para uma pessoa com 16 anos e uma com 103. Em Mogi, morreram mais pessoas nas faixas etárias mais jovens do que os idosos.
Podemos ver a queda constante a partir do primeiro dia do mês.
Na UTI, também houve um recuo, mas não tem considerável quanto o da enfermaria. Podemos notar um crescimento do dia 16 para 19, de 22 para 23, de 26 para 27 e de 28 para 29. Ou seja: a situação na UTI ainda demanda atenção pois não há uma tendência segura de queda.

As drogas psicodélicas e a psiquiatria

Não é de hoje que se discute o uso de drogas psicodélicas para o auxílio no tratamento de distúrbios psiquiátricos. Mas, com o passar do tempo, o interesse por elas tem aumentado e alimentado a busca de componentes que tenham efeitos na psiquiatria.

Estudos recentes descobriram que o uso da psilocibina – um composto encontrado nos cogumelos psicodélicos – junto com a psicoterapia pode ajudar algumas pessoas com depressão e que são resistentes ao tratamento tradicional, ansiedade em torno de doenças com risco de vida, dependência e outros transtornos.

Para algumas pessoas com depressão e resistentes ao tratamento, o uso da psilocibina encontrada nos cogumelos psicodélicos pode reduzir os sintomas de depressão por até seis meses.

Os psicodélicos também parecem criar novas e duradouras conexões entre as células cerebrais – uma reconfiguração conhecida como neuroplasticidade, que alguns especialistas suspeitam ser a chave para os benefícios das drogas.

Leia mais nessa reportagem do Axios.

Para completar o assunto, quero deixar algumas dicas sobre o tema:
 – Boletim do Fim do Mundo – Drogas em 2020, com Luis Fernando Tófoli. Conversa com o psiquiatra Luis Fernanto Tófoli sobre o levantamento global de drogas. A pesquisa anual sobre os hábitos dos usuários de substâncias psicoativas em todo o mundo. Dessa vez tentando entender como a pandemia afetou o uso e abuso de drogas.

– História social do LSD no Brasil: Os primeiros usos medicinais e o começo da repressão. Livro de Julio Delmanto que conta a história do alucinógeno no país.
 – Cientistas brasileiros saem na frente em estudos sobre uso de drogas psicodélicas contra depressão. Reportagem da Hypeness sobre os estudos da UNIFESP.

Uma curiosidade que aconteceu na semana passada. Justin Zhu, CEO da Iterable, uma startup do Vale do Silício, foi demitido por ter tomado LSD antes de uma reunião em 2019. Segundo Zhu, ele usou a droga para ter mais foco. A Money Times contou.

#MandaDicas

Dois espiões da KGB fingem ser um casal americano convencional em Washington em plena Guerra Fria. Mesmo com um casamento de fachada, os dois espiões Elizabeth (Keri Russell, de Felicity) e Phillip (Matthew Rhys, de Brothers & Sisters) começam a se aproximar emocionalmente a cada dia que passa — mas os perigos da Guerra Fria e de toda a rede de espionagem da qual participam põem o relacionamento e comprometimento deles a teste a todo o momento. Para complicar ainda mais a situação, Phillip se sente cada vez mais afinado com os valores e modo de vida americanos, os quais deveria combater. E como se não fosse o bastante, um novo vizinho — um agente do FBI — se muda para a casa ao lado. Tá na Amazon Prime.
As jornalistas da Globo News Natuza Nery, Maria Julia Coutinho, Júlia Duailibi e Andréia Sadi (de licença maternidade) se juntam para falar da política nacional. Você pode assistir toda quinta-feira no canal pago às 23h30 ou via podcast. Elas são muito amigas – então, o papo é mais leve e chega a ser divertido.
Análise semanal do neurocientista Miguel Nicolelis da crise de Covid-19 no Brasil. “Com o recrudescimento da pandemia de covid-19 no início de 2021, eu senti que, ao invés de continuar apenas escrevendo uma coluna quinzenal para o EL PAÍS Brasil, eu deveria me valer de uma forma de comunicação muito mais ampla com aqueles que passaram a me acompanhar rotineiramente. Considerando que esta segunda onda da pandemia cristalizou a demonstração inequívoca de que nós brasileiros enfrentamos, neste momento, a maior tragédia humanitária de toda a nossa história, eu cheguei à conclusão de que, além dos eventos, dados, estimativas e predições, o que eu precisava deixar documentado para o registro histórico desta verdadeira tragédia brasileira era o amplo espectro de impressões, sentimentos e emoções que diariamente cruzam a minha mente, depois de 14 meses de confinamento na cidade que eu mais amo no mundo. E foi assim que, numa madrugada insone, bem no meio da minha sala de estar, surgiu a ideia de criar um diário, no formato de um podcast semanal” disse Nicolelis.
Dos Estados Unidos e Grã-Bretanha à Europa continental, Ásia e América do Sul, as democracias liberais estão em risco, enquanto o autoritarismo está em ascensão. Em O crepúsculo da democracia, Anne Applebaum, ganhadora do Prêmio Pulitzer e uma das primeiras jornalistas a soar o alarme das tendências antidemocráticas no Ocidente, expõe o magnetismo do nacionalismo e da autocracia. Ela afirma que sistemas políticos com crenças radicalmente simples são por natureza atraentes, sobretudo quando beneficiam os que são leais a eles e excluem todos os demais. Applebaum afirma que “Os autoritários precisam de pessoas para promover tumultos ou iniciar golpes. Mas também de pessoas que saibam usar uma sofisticada linguagem legal, capazes de afirmar que ir contra a Constituição ou distorcer as leis é a coisa certa a fazer. Eles precisam de pessoas que deem voz às queixas, manipulem os descontentamentos, canalizem a raiva e o medo e imaginem um futuro diferente”.

Leituras complementares

No auge da pandemia, Sudeste tem mais mortos do que nascimentos em abril, apontam dados dos cartórios (G1)

Políticos do centro têm muito a aprender com o ‘BBB’, diz doutor em ciência política (Blog do Octavio Guedes – G1)

Os filhos de porteiros que chegaram à universidade têm um orgulho que o ministro Paulo Guedes ignora (El País)

Governo Bolsonaro perdeu “alma e ideal”, diz ex-ministro Ernesto Araújo (Poder360)

Os estragos invisíveis da pandemia para as mães solo. No Brasil, quase 8,5 milhões de mulheres deixaram o mercado de trabalho desde a irrupção da covid-19. Para quem cria seus filhos sozinha, os retrocessos foram ainda mais profundos. (El País)

Desigualdade de gênero e raça: o perfil da pobreza na crise. Estudo do Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades da FEA-USP calcula os efeitos da pandemia sobre os diferentes recortes da população brasileira (Nexo)

Lição de desigualdade. Aluno que desiste das aulas por não ter celular, aluna que liga porque apanha em casa, pais  desempregados que ou pagam a internet ou o gás – histórias da sala de aula em tempos de pandemia. (revista piauí)

A preocupante expulsão de jornalistas estrangeiros da China: “País está se fechando” (BBC Brasil)

Jovens trans enfrentam preconceito no esporte e temem não poder competir (UOL)

O bilionário que deixou o Vale do Silício para viver em aldeia remota (BBC Brasil)

O polêmico experimento com células humanas cultivadas em embriões de macaco (BBC Brasil)

Sexualização no esporte: o uniforme que ginastas alemãs estão usando para lutar contra o problema (BBC Brasil)

Tendências de comportamento de mulheres: a busca por liberdade em seus corpos, carreiras e rotinas (Think With Google)

Árbitra do basquete que passou fome irá para as Olimpíadas de Tóquio representar o Brasil (Globoesporte)

Nasa conseguiu produzir oxigênio em Marte, preparando o terreno para missões tripuladas (Gizmodo)

Norte-americanos, de ambos os partidos, querem que a maconha seja legalizada. Por que o governo federal não concorda com isso? (FiveThirtyEight)
 Nos EUA, a vacinação está avançada e o verão está chegando. Com isso, os cidadãos estão se organizando para saírem, de vez, de suas casas e aproveitarem o novo momento – e isso pode trazer problema. Segundo pesquisas, 72% dos norte-americanos estão planejando viajar neste verão – contra 37% no ano passado. (Axios / US Travel)

#FotoDaSemana

Manifestações de 01 de maio de 2021.
Cruzamentos das Avenidas S2 e L2 com a Catedral ao fundo.
Brasília (DF)
Foto: Carlos Moura

#PPTdaSemana

Vi esse slide maravilhoso no Twitter da jornalista Anna Virginia Balloussier.