#077 – A carne mais barata é a carne negra

O massacre no Jacarezinho

Foto – Fabiano Rocha
Não tem muito o que falar a respeito do massacre acontecido na semana passada na comunidade do Jacarezinho. Ente os tantos absurdos que vivemos, este é um dos mais pesados e doloridos. Sobre o assunto, peguei uma sequência de reportagens que repercutiram mais sobre a maior matança da história do Rio de Janeiro.
Mourão sobre mortes em operação no Jacarezinho: “Tudo bandido” (Correio Braziliense)

Fachin cita possível ‘execução arbitrária’ em ofício à PGR (G1)

Juristas dizem que massacre no Jacarezinho justifica impeachment do governador Cláudio Castro (Brasil247)

“Um país em completo desgoverno”, afirma Dilma ao comentar Chacina do Jacarezinho (Revista Fórum)

Ativista carioca, Anderson França diz que Bolsonaro usa Chacina do Jacarezinho para afrontar STF (Revista Fórum)

28 mulheres condenadas a enterrar seus filhos em pleno Dia das Mães (El País)

“Eu preferia morrer a enterrar um filho”: O luto de 4 mães do Jacarezinho (El País)

Mortos na chacina do Jacarezinho sobem para 28. Ao menos 13 não eram investigados na operação (El País)

Polícia identifica 27 mortos após ação no Jacarezinho. Entre os mortos, há dois líderes do tráfico na região. (O Dia)

Jovens agredidos e presos por PMs em ato contra chacina do Jacarezinho são soltos (Ponte Jornalismo)

Operação no Jacarezinho: Defensora relata ‘cenas de crime desfeitas’ e ‘choque’ com morte em quarto de criança (BBC News)

Entenda por que chacinas como a do Jacarezinho não acabam com o tráfico de drogas (Alma Preta)

“Isso é rotina”, diz líder comunitário após operação no Jacarezinho (DW)

#MandaDicas

Foto – Reprodução/Camilo Delgado via Twitter

O Giro Latino, maior portal sobre América Latina que temos, explicou bem o que está acontecendo na Colômbia. O país está sendo sacudido há dias por causa de grandes protestos contra o governo do presidente Iván Duque e um projeto de reforma tributária. Eles falaram disso na newsletter enviada neste final de semana. Leia aqui.
O TikTok foi o aplicativo que mais cresceu durante a pandemia. Em um curto espaço de tempo, chegou a centenas de milhares de usuários. Para quem não está familiarizado, num primeiro momento, o que pode vir à cabeça ao pensar na rede social, são os adolescentes dançando, fazendo dublagens, desafios diversos e viralizando na internet. Mas acontece que o aplicativo do momento serve para muito mais que isso. Assim como o Instagram tem seus perfis literários, o TikTok tem o Booktok, que reúne influencers para falar sobre o mundo do livro. E lá fora, esse potencial já foi notado. Tanto que muitas editoras têm exemplos de livros que voltaram para a lista dos mais vendidos após serem mencionados por perfis voltados para o assunto. Mas e por aqui? Como as editoras podem tirar proveito do aplicativo do momento? O que falta para elas apostarem na plataforma e o que mais é preciso? Para falar sobre essas questões e ainda sobre como é ser um Booktoker, como funciona esse trabalho e sobre criação de conteúdo, o podcast do PublishNews conversou com Maju Alves e Giovana Bruno Lima, influenciadora digital booktoker.
Uma denúncia grave contra o fundador das Casas Bahia, Samuel Klein, veio à tona no meio de abril de 2021, em uma reportagem da Agência Pública: ela narra uma suposta rede de exploração sexual de crianças e adolescentes que seria mantida pelo empresário, morto em 2014. A família Klein nega as acusações. Apesar da gravidade, no entanto, a notícia não repercutiu na grande mídia. Neste episódio do Nós da Imprensa, conversamos com um dos autores da reportagem e diretor da Agência Pública, Thiago Domenici, sobre uma eventual interferência comercial na cobertura dos demais veículos.
O assunto principal do programa é a efervescente crise política na Somália, após a capital Mogadíscio ser ocupada por tropas militares. Para quem gosta de geopolítica e da história da África, vale demais conhecer e entender o que está acontecendo no Chifre da África.
Se existe uma crença que une a esquerda e a direita, psicólogos e filósofos, pensadores antigos e modernos, é a suposição de que os seres humanos são maus – e ponto final. É uma noção que pode ser vista diariamente nas manchetes dos jornais. De Maquiavel a Hobbes, de Freud a Pinker, essa crença moldou o pensamento ocidental. O ser humano é egoísta por natureza e age, na maioria das vezes, pensando no interesse próprio. Mas e se isso não for verdade? O best-seller internacional de Rutger Bregman oferece uma nova perspectiva sobre a história da humanidade com o objetivo de provar que estamos “programados” para a bondade, voltados para a cooperação em vez da competição e mais inclinados a confiar em vez de desconfiar uns dos outros. Na verdade, esse instinto tem uma base evolutiva que remonta ao início da história do Homo sapiens. A partir de inúmeras e importantes pesquisas, de uma argumentação revolucionária e convincente e exemplos reais, Bregman nos mostra que acreditar na humanidade, na generosidade e na colaboração entre as pessoas não é uma atitude otimista – é uma postura realista! E tal comportamento tem enormes implicações para a sociedade. Quando pensamos no pior das pessoas, isso traz à tona o que há de pior na política e na economia. Mas, se acreditarmos na bondade e no altruísmo da humanidade, isso formará a base para alcançarmos uma verdadeira mudança na sociedade.
A obra e a vida de Carolina Maria de Jesus (1914-1977) foram o ponto de partida do processo de formação pela Flup – Festa Literária das Periferias – das 180 mulheres que escrevem neste livro. Inspiradas na autora de Quarto de despejo, a primeira mulher negra brasileira a fazer sucesso internacional no meio literário, trilharam os caminhos do conto, da crônica, do diário e do relato autobiográfico em busca de suas próprias vozes como escritoras. O resultado é um conjunto de textos que surpreende pela diversidade e riqueza de temas, vocabulários, estilos e, sobretudo, pela força da escrita dessas mulheres – catadoras, professoras, estudantes, advogadas, produtoras, mães e, agora também, escritoras negras de uma nova geração que deixará a sua marca na literatura brasileira. Orientadoras e orientadores da formação: Ana Paula Lisboa, Cristiane Costa, Eduardo Coelho, Alexandre Faria, Eliana Alves Cruz, Fred Coelho, Itamar Vieira Junior e Milena Britto.
Qual será o candidato do centro na eleição de 2022? Uma aliança será firmada? Afinal, nomes não faltam para a vaga. Ciro Gome, João Doria, Luciano Huck, Tasso Jereissati são apenas alguns deles. No “Conversas com o Meio” desta semana, o cientista político da Universidade de Harvard, Hussein Kalout, comenta os pontos fortes, os fracos e as chances de vitória de cada candidato aspirante ao centro na disputa contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente Jair Bolsonaro. Para Kalout, uma coisa é centra. Seja Huck, Doria ou Jereissati, o centro terá um desfio grande nas mãos. Conquistar o apoio de três grupos importantes de eleitores: as mulheres, os evangélicos e brasileiros do nordeste. Assista!

Leituras complementares

Orçamento secreto bilionário de Bolsonaro banca trator superfaturado em troca de apoio do Congresso. Esquema do governo destina R$ 3 bilhões em emendas para auxiliar base no Congresso. (Metrópoles)

De miss a peça-chave da rachadinha: a vida da 2ª mulher de Bolsonaro (UOL)

Rio de Janeiro teve ao menos 944 mortos em ações policiais desde que STF restringiu operações em favelas (G1)Movimento Negro fecha Paulista e protesta contra chacina no Jacarezinho (Ponte Jornalismo)

Impulsionamento de posts: a maior despesa de Carlos Bolsonaro nas eleições (UOL)

A CPI machista da Covid-19 com 18 senadores e nem uma única mulher. (El País)

Alexandre Garcia, Leda Nagle e Queiroga apagaram provas de suas mentiras e do negacionismo. (The Intercept)

Fungo raro e agressivo ‘mutila’ pacientes de Covid-19 na Índia (BBC Brasil)

Ritual religioso contra a Covid-19 teve reza, criança amarrada e 9 indiciados (UOL)

Os liberais norte-americanos que ainda não conseguem sair do lockdown. Há uma clara divisão política entre democratas e republicanos que acreditam mais ou menos na vacinação. (The Atlantic)Prevalência de transtornos mentais é alta, mas não teve aumento importante na pandemia. Níveis de sintomas psiquiátricos, como ansiedade e depressão, apesar de se manterem estáveis, continuam em patamares altos (Jornal da USP)

Por que o marxismo precisa ser feminista. Em sua coluna de estreia no Blog da Boitempo, Bruna Della Torre trava um diálogo de fôlego com o livro novo de Silvia Federici “O patriarcado do salário”. (Blog da Boitempo)

A dura batalha pela sucessão no trono zulu. Morte do rei e da rainha regente em um intervalo de apenas um mês e meio abre uma disputa entre os sucessores do grupo étnico mais importante da África do Sul. (El País)

Tudo no sigilo. Pra pegar mulher gorda, só se for escondido. Texto da minha amiga Agnes Arruda (AzMina)

Profissionais do sexo: “Abuso não é autorizado porque homem está pagando” (UOL)

Mulheres cansadas da minimização dos riscos de trombose e embolia com a pílula anticoncepcional. Após relatos associados à aplicação da vacina da AstraZeneca, ressurge o debate sobre a chance de formação de trombos devido ao uso de contraceptivos. (El Pais)

Violência contra mulheres: como a Suécia enfrenta onda de assassinatos. (BBC Brasil)

Lava-se tudo: sangue, pó e propina. Empresa de cobrança virou lavanderia de dinheiro para contrabandistas e PCC; esquema movimentou pelo menos 700 milhões de reais em quatro anos. (revista piauí)

De quem são aquelas ligações que desligam na nossa cara? (UOL)
 Lixo espacial: mapa identifica 200 ‘bombas-relógio’ na órbita da Terra (BBC Brasil)

A chinesa albina abandonada bebê que se tornou modelo da Vogue (BBC Brasil)

O que os cactos de Juliette ensinam aos candidatos a presidente (Veja)

#ChargesDaSemana