#081 – Fora comunista!

Indicadores mostram forte retomada da economia nos primeiros meses de 2021

Moedas, dinheiro, Real. Brasilia, 03-09-18. Foto: Sérgio Lima/Poder360

Segundo o IBGE, o PIB do Brasil cresceu 1,2% no 1º trimestre de 2021, na comparação com os 3 meses imediatamente anteriores. O resultado superou as expectativas do mercado e, na avaliação do ministro da Economia, Paulo Guedes, aponta para um “crescimento bastante forte” neste ano.

Os principais indicadores econômicos sugerem que a retomada do crescimento continua. A arrecadação federal, que é um proxy da atividade econômica, por exemplo, seguiu batendo recordes em abril. O governo arrecadou R$ 608 bilhões no 1º quadrimestre, sendo R$ 156,8 bilhões apenas em abril.

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Iván Duque: “Não vou aceitar que ninguém sangue a Colômbia até a morte”

Foto – Camilo Rozo

Desde o final de abril, a Colômbia passa por protestos violentos e que já geraram mortes e muitas críticas, tanto internas quanto externas. Tudo começou depois de uma proposta de reforma tributária que desagradou parte da população que, rapidamente, se mobilizou e foi para as ruas.

A Colômbia é um país um pouco diferente dos seus pares latino-americanos. Durante muitos anos, viveu assombrada pelos cartéis de droga e a figura de Pablo Escobar. Depois de sua morte, viu o surgimento de outras gangues e grupos de narcotraficantes.

Junto a isso, sempre houve a presença das FARC e de grupos paramilitares de direita que se enfrentavam na selva colombiana. Depois de um cessar-fogo entre o governo e as FARC, parte dos guerrilheiros entraram no sistema político tradicional, mas outra parte não aceitou e continua na guerrilha – gerando assim dezenas de outros grupos.

Há ainda problemas históricos na fronteira com a Venezuela – sempre com embates, crises e cutucadas de ambos os lados.

Em meio a tudo isso, há uma histórica aproximação dos governos colombianos com os EUA, muito por causa da famosa guerra às drogas.

O presidente Ivan Duque deu uma longa entrevista ao El País comentando sobre o atual momento da Colômbia, negou que o país está fora de controle, comentou sobre a violência policial, sua relação com seu mentor político Álvaro Uribe, ex-presidente colombiano, e muito mais.

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5 aprendizados do Congresso Nacional de Jornalistas Negras e Negros do Coletivo Lena Santos

As conclusões vieram do Gabriel Araújo na newsletter da Énois e recebi na newsletter do Farol Jornalismo

1) Não basta uma pessoa negra para diversificar a cobertura e os agendamentos de determinado veículo: iniciativas de resistência e avanço nas discussões só são bem-sucedidas quando o esforço é coletivo.

2) A produção e veiculação de pautas mais diversas colabora, mas não resolve o problema: é preciso capacitar profissionais para que as próprias abordagens da atividade jornalística sejam ancoradas em perspectivas plurais de compreensão de mundo.

3) Para além das reportagens da mídia de massa, existem experiências que têm dado certo: aos trancos e barrancos, portais de mídia negra brasileiros vêm contribuindo para evidenciar as especificidades desse país continental, reforçando olhares próximos para a cobertura do dia a dia.

4) Na mesma lógica, mudanças dessa ordem apenas serão efetivas quando cargos estratégicos de chefia e liderança forem ocupados por pessoas negras, mulheres, LGBT+ ou pertencentes a outros grupos marginalizados socialmente.

5) A luta antirracista deve ser protagonizada por pessoas negras. Mas isso não invalida a participação ativa de pessoas brancas.

🇵🇪 No Peru, as camadas mais pobres votaram em Pedro Castillo, segundo os dados da votação no 1º turno. Neste domingo, o país votou no 2º turno (CELAG)

🇳🇬 Nigéria suspende Twitter após plataforma remover post de presidente (Folha de S.Paulo)

🇧🇫 138 civis morreram em Burkina Faso depois de uma série de ataques no país. (UOL)

🇳🇮 Em uma semana, governo da Nicarágua prende segundo candidato da oposição à presidência do país. (La Prensa)

🇮🇱 Quem é Naftali Bennett, o nacionalista religioso que está perto governar Israel (G1)

🇨🇳 Após queda de natalidade, China permite que casais tenham até 3 filhos (CNN Brasil)

🇮🇷 Candidatos à presidência do Irã participam de debate na televisão. O pleito é dia 18 de junho (The Guardian)

🇩🇪 Conservadores freiam ultradireita em eleição regional na Alemanha (DW)

🇧🇪 O virologista belga que está na mira de um atirador de extrema-direita (BBC)

#MandaDicas

Na virada do milênio, a América Latina parecia ter chegado a uma certa estabilidade democrática após séculos de sangue, suor e lágrimas. Contudo, a crise de legitimidade política e a corrupção do Estado na maioria do continente abriram caminho para a fragmentação das democracias liberais. O como e o porquê de tais processos, e as transformações que eles orquestraram na vida das pessoas, são analisados magistralmente no livro de Calderón e Castells. Neste retrato envolto em luz e sombras, os autores apontam que, apesar de uma melhora dos indicadores básicos de desenvolvimento humano, a região permanece a mais desigual do mundo ― marcada pela urbanização descontrolada, o avanço da violência e do medo, a penetração do Estado pelo narcotráfico e a destruição do meio ambiente. No entanto, há caminhos de esperança: em meio às mudanças experimentadas, surgem novos movimentos ― liderados sobretudo por jovens, mulheres, povos indígenas e afrodescendentes ― que marcam as possibilidades de uma história centrada na ética da dignidade, da identidade, da ecologia, do antirracismo e do feminismo.
Está mais do que na hora de pessoas bem-sucedidas falarem abertamente sobre o uso recreativo de drogas – é o que defende o neurocientista Carl Hart neste livro corajoso e polêmico. Sem esconder sua condição de usuário, em total equilíbrio com uma vida plena e produtiva, ele ilustra os inúmeros benefícios do uso responsável por adultos e argumenta que o maior dano das drogas decorre de sua ilegalidade. Sua demonização e criminalização em países como os Estados Unidos e o Brasil têm sido um flagelo imenso, contribuindo para a discriminação racial, marginalização e mortes. Essa, contudo, nem sempre foi sua visão. Por anos, Hart buscou provar que o uso de drogas é perigoso, até que os resultados de seus estudos não sustentaram mais tal hipótese. Em Drogas para adultos, ele descreve sua luta para convencer outros pesquisadores da área de que atuam sob o véu do preconceito, impedindo a adoção de novos tratamentos e políticas humanas mais saudáveis; e narra sem hipocrisia por que decidiu não mais se calar diante da ideologia moralista e punitiva que cerca o tema
Em muitas cidades do país, o último sábado, 29 de maio, raiou com uma cena que há tempos não víamos: ruas tomadas por uma jornada nacional de protestos. Mesmo em uma pandemia, movimentos, organizações e parte da população se reuniram para os atos do “Fora Bolsonaro –  Pela vida, por vacina, pelo auxílio digno e contra os cortes da educação”. As manifestações aconteceram em centenas de cidades do Brasil e do mundo e foram marcadas pelo uso de máscaras, pelo caráter abertamente antigoverno e também por cenas inesperadas de repressão. Esse não foi o primeiro grupo a ir às ruas na pandemia – mas foi o primeiro a ter a crise do coronavírus no centro de seu debate. O que significa um povo arriscar a própria vida para ir às ruas? Como é possível defender medidas científicas e isolamento social na aglomeração de manifestações? E o que a mobilização significa para o tabuleiro político? Especialistas no assunto, Pablo Ortellado e Thomas Traumann participaram e ajudaram a montar as novas peças desse jogo de xadrez. E direto das ruas, Felipe Betim (do El País Brasil), e Jeniffer Mendonça (da Ponte Jornalismo), contam um pouco dessa experiência de jornadas pelo país

Leituras complementares

Bolsonaro é o maior influenciador de cloroquina no mundo. O presidente gerou até agora 11 milhões de interações e 1,7 milhão de compartilhamentos sobre o tema no Facebook (Metropoles)
“Nasci ligada à igreja e descobri que fé e feminismo podem caminhar juntos”. Depoimento de Rachel Daniel, cineasta paulistana e evangélica. (UOL Universa)
 Na contramão da notícia. Como as primeiras páginas de jornais tradicionais ignoraram as imagens das manifestações contra Bolsonaro. (revista piauí)

Vídeos mostram “ministério paralelo” orientando Bolsonaro contra vacinas. Imagens trazem o virologista Paolo Zanoto, a imunologista Nise Yamaguchi e o deputado federal Osmar Terra em reunião com o presidente. (Metrópoles)

Bolsonaro participou de pelo menos 84 aglomerações desde o início da pandemia. Presidente manteve contato com apoiadores no mínimo em 70 viagens realizadas no período, segundo levantamento baseado nos álbuns de fotografia oficiais do Palácio do Planalto; ele usava máscara em apenas três ocasiões. (O Globo)

Bolsonaro atacou veículos e jornalistas em 17 das suas 21 lives em 2021 (Agência Lupa)

Milícia fatura R$ 4 milhões por prédios na região de Rio das Pedras (Yahoo Brasil)

3 em cada 4 famílias do campo comem mal ou passam fome no Brasil. (UOL)

No atual ritmo, igualdade na diplomacia brasileira só em 2075. Diplomacia brasileira ainda é dominada pelos homens que são em maior número e ocupam os principais cargos da carreira. (Veja)

Países do G7 chegam a acordo histórico sobre taxação de multinacionais. Grupo dos Sete (G7) apoiou plano do governo de Joe Biden de imposto mínimo de 15% sobre as 100 maiores e mais lucrativas empresas do mundo (CNN Brasil)

Internet via rádio, wi-fi na lanchonete: como comunidades rurais se conectam na pandemia. Com dificuldade, provedores locais levam internet para pequenos povoados não atendidos por grandes empresas de internet. (Agência Publica)
Funcionária da CBF apresenta denúncia de assédio sexual e moral contra Rogério Caboclo. Documento protocolado na entidade detalha comportamentos abusivos. Segundo texto, Caboclo tentou forçar funcionária a comer um biscoito de cachorro, chamando-a de “cadela”. (Globoesporte)

Silêncio, cautela e descrédito: como reagiram as federações às denúncias contra Rogério Caboclo. “Um estudante de direito derruba isso em meia hora”, diz Evandro Carvalho, presidente da Federação Pernambucana. Maioria dos dirigentes aguarda apuração do caso antes de posição. (Globoesporte)

Uma das maiores tenistas do mundo, Naomi Osaka desistiu de Roland Garros depois de se recusar a dar entrevistas coletivas e ser multada por isso. A pressão sobre as atletas de alto nível e a saúde mental delas voltou ao debate – muito porque Osaka diz sofrer de depressão. (The New York Times / Globoesporte / Folha de S.Paulo)

A vida após o cancelamento. Assim ressurgiram (ou não) os artistas a quem o público deu as costas. Kevin Spacey retorna ao cinema na Europa pelas mãos do italiano Franco Nero. Seu caso é o mais recente exemplo de como figuras banidas de suas indústrias sobrevivem em sua profissão ou buscam territórios novos e esquecidos. (El País)

Covid-19 mata um jornalista por dia no Brasil (Comunique-se)

Pela primeira vez na história, USP tem mais de 50% de alunos ingressantes vindos de escolas públicas​. (USP)

#FraseDaSemana

Eu trabalho com o cenário mais provável de ter o PT no 2º turno. A disputa vai ser na construção de um centro à direita. Esse foi um papel que, em tese, o PSDB representou lá atrás. Mas foi em tese só, porque muitas vezes as políticas deles foram próximas ao PT, com uma linha mais socialista. Bolsonaro apareceu com essa opção, mas não era. Ele era um populista sem projeto para o Brasil. Em 2022, vamos construir um polo mais liberal. vamos ter um polo mais de contra direita para fazer frente ao Lula.

João Amôedo, pré candidato do Novo à presidência da República em entrevista ao Estadão

#MemeDaSemana

#CapasDaSemana

Capas do jornal peruano La Razon de quarta/quinta/sexta/sábado criticando Pedro Castillo, candidato da esquerda peruana para a presidência do país.

#ArteDaSemana

Arte – Aroeira

#ChargeDaSemana