#082 – Motos acima de tudo. Eleição acima de todos

A campanha para presidência em 2022 está com toda força

Tá na rua o bloco para ocupar o Planalto em 2023. 
Ao que tudo indica, o embate vai ficar entre o atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ex-presidente Lula (PT).

Lula está andando pelo país e se encontrando com um monte de gente. Neste final de semana, se reuniu em várias reuniões no Rio de Janeiro com várias partes da sociedade civil. Dentre elas, com forças do PSOL no Estado e com o deputado federal Marcelo Freixo (PSB) – sim, ex-PSOL.

O petista conseguiu levar Freixo para o PSB e o colocar como candidato ao governo do Rio de Janeiro. Os boatos são que o ex-presidente também articular a ida de Manuela D’Ávila e Flavio Dino, ambos do PCdoB, para o PSB. Lula quer puxar o PSB para a centro-esquerda para que o partido seja um apoio do PT em âmbito nacional e regional. Se esse acordo levar o Rio Grande do Sul/Maranhão/Rio de Janeiro e São Paulo com o PSOL (isso sem contar outros estados já mais cristalizados), Lula acredita que possa ter uma frente forte contra o Bolsonarismo.

Por outro lado, Bolsonaro está tentando unir a sua base mais ferrenha e forte. É com ela que ele vai agarrado até 2022 – e, acredito, que essa turma não chegue a 20%. Mas, com esse montante, mais uns 10% perdidos por ai, ele chega num 2º turno. Soma-se a isso: os suspiros de melhora econômica com as projeções mais positivas para a economia e com o aumento do preço das commodities; a vacinação aumentando, o que deixará o ano de 2022 em um contexto melhor do que agora; uma possível volta dos auxílios para os mais pobres. Há ambiente para Bolsonaro crescer um pouco.

Vejamos o que fala a pesquisa XP Investimentos

– Metade da população avalia o governo como ruim/péssimo. É o maior valor desde maio de 2020 e vem uma crescente exponencial desde outubro de 2020. Quando o governo Bolsonaro começou, ele tinha 40% de ótimo/bom (hoje são 26%).

– 60% desaprova a maneira do presidente administrar o país. Até dezembro de 2020, a aprovação era maior do que a reprovação, mas ao que tudo indica, a demora com a vacinação e o fim do auxílio emergencial começaram a irritar os brasileiros.

– 47% esperam que o restante do mandato seja ruim/péssimo e 29% que seja bom/ótimo. No começo do governo, a expectativa para um futuro bom/ótimo era de 63%.

Respiro na economia e mais confiança?Um dado que chama a atenção é a percepção do brasileiro para os próximos seis meses na manutenção do emprego, do caminho da economia nacional e das suas dívidas. 

Esses índices mostravam que o brasileiro estava muito desacreditado: acha que as dívidas iam aumentar, que a economia estava indo para o caminho errado e que a chance era pequena de se manter no emprego. Ele ainda acha tudo isso – mas houve uma queda neste sentimento negativo.

Em dezembro/2020, 50% achavam que a economia estava no caminho errado. Chegou em 65% em março desse ano e agora caiu duas vezes seguida: para 63% (maio) e 60% (junho).

Em fevereiro/2021, 60% disseram que a chance de manter o emprego nos próximos seis meses era muito grande/grande – despencou para 47% em março e agora subiu de novo para 52% (junho).

Em março/2021, 37% afirmaram que as dívidas iriam aumentar/aumentar muito nos próximos seis meses – o maior valor desde maio de 2020. Mas, a partir de então, veio caindo pesquisa após pesquisa e já são 32% – há mais gente achando que vai ficar como está.

O medo da Covid-19
As pessoas estão perdendo o medo. Em março/2021, 55% dissera que estão com muito medo – agora em junho são 45%.

Por outro lado, subiu que diz estar com um pouco de medo e já são 33%. E, claro, aumentou o número de pessoas que não está com medo: 21%.

A vacinação
Apenas 5% disseram que com certeza não vão vacinar – 2% a mais do valor analisado em maio deste ano. Perigoso…

Se em março, 7% já tinham se vacinado, agora são 28%.

E 60% disse que com certeza vai se vacinar – menos que os 80% de março (mas essa queda se deve ao aumento de pessoas que já se vacinaram, não  pela mudança de mentalidade das pessoas).

A CPI da Covid
76% soube da Comissão do Senado – 6% a mais da pesquisa de maio.

62% aprovam – 5% a menos do levantamento de maio. 25% desaprova, acima dos 17% da pesquisa anterior.

57% acreditam que a CPI não vai atingir seu principal objetivo – 12% a mais ante maio.

Para 46%, o principal objetivo é apurar as ações e falhas do governo federal no enfrentamento a pandemia. Para 28%, a CPI tem que investigar irregularidades, fraudes em licitações e eventuais desvios públicos pelos estados e municípios. Eis o discurso bolsonarista.

Confiança nas instituições
As Forças Armadas continuam sendo a mais confiante: 58% – e 36% não confiam. Mas essa confiança vem despencando – já foi de 70% em dezembro de 2020. Vale a reflexão sobre se é porque a população está colando as ações do Bolsonarismo nas Forças Armadas.

A ONU e a Igreja Católica tem 55% de confiança, cada. 

40% confiam nos bancos e 39% nos empresários.

37% nas igrejas evangélicas e na imprensa.

Eleições 2022

Na pesquisa estimulada do 1º turno, o ex-presidente Lula (PT) aparece em primeiro com 32%, seguindo de Jair Bolsonaro (sem partido) com 28%.

Depois aparecem Sérgio Moro (sem partido) com 7%, Ciro Gomes (PDT) com 6% e Luciano Huck (sem partido) com 4%.

Há dois pontos aqui que precisamos refletir:


– ao que tudo indica, o embate será travado entre Lula e Bolsonaro. De maio de 2020 até março deste ano, as linhas de crescimento de ambos crescia proporcionalmente: quando um subia, outro também subia. Mas, a partir de então, as coisas mudaram. Lula disparou e Bolsonaro caiu. Pode ser pelo atraso das vacinas, os resultados preliminares da CPI e as andanças do petista pelo país.

– a terceira via tem tudo pra naufragar. Nenhum nome decolou ou mostra força. Se essas forças quiserem mesmo batalhar pelo Planalto, algo vai precisar ser feito (e rápido).

A XP também analisou cenários de 2º turno.

De março de 2020 até o mesmo mês deste ano, Bolsonaro e Lula mantiveram quase um empate: 40% para o capitão do Exército e 39% para o petista. Mas, a partir de então, o cenário mudou: Lula subiu para 42% (final de março e maio) e 45% (junho). Por outro lado, Bolsonaro caiu para 38% (começo de março), 40% (final de março) e recuou para 36% (junho).

Contra Ciro Gomes (PDT), Bolsonaro levava até maio deste ano: 39% contra 38% para o presidente. Mas agora em Junho, Ciro passou e tem 41%, enquanto Bolsonaro aparece cm 37%.

Contra Sérgio Moro (sem partido), tanto o ex-ministro quanto o atual presidente tem 32% cada. Aqui o destaque fica para os 35% que não sabem/nenhum/branco/nulo.

Bolsonaro venceria:
– João Doria (PSDB): 39% a 33%
– Luciano Huck (sem partido): 37% a 34%
– Guilherme Boulos (PSOL): 40% a 30%

O presidente Bolsonaro está em campanha. Ele tem andado por alguns lugares do país, gerando aglomeração e não usando máscara.

Neste sábado, o presidente esteve em São Paulo para uma motociata que percorreu várias ruas da capital. Segundo o governo de São Paulo, a operação policial para a segurança do evento custou R$ 1,2 milhão aos cofres públicos. A Secretaria de Segurança Pública do estado disse que o esquema contou com 1.433 policiais, além de cinco aeronaves, dez drones e aproximadamente 600 viaturas.

Ainda houve mais R$ 75 mil liberados pela Prefeitura de São Paulo.

O governo de São Paulo multou o presidente, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) por não usarem máscara em público. O trio apareceu sem o equipamento facial durante a motociata. O valor da autuação é de R$ 552,71.

Durante o evento, o presidente cobriu a placa (!!!!) de sua motocicleta. Adulterar placas é uma violação ao Código Penal, que no artigo 311 prevê pena de três a seis anos de reclusão, além de multa. 

Os pré-candidatos à prefeitura de Nova York

Arte – New York Magazine

Fernando Mateo (Partido Republicano)

Nascido no final dos anos 50 na República Dominicana, o candidato foi para Nova York com seus pais, onde ambos foram buscar uma nova vida. Filho de um taxista e uma dona de casa, ele estudou até os 15 anos, quando largou a escola. Três anos depois, fundou uma empresa de tapetes que, hoje, gera milhões de dólares. Mateo é muito próximo dos hispânicos e de nomes fortes do Partido Republicano – chegou a ser nomeado para a  Comissão de Bolsistas Presidenciais da Casa Branca durante o governo George W. Bush, atuou como diretor hispânico na campanha de reeleição à prefeitura de Michael Bloomberg e foi fundamental para a arrecadação de dinheiro dos hispânicos para o partido.

Curtis Sliwa (Partido Republicano)

Nasceu em 1954 em uma família católica de poloneses e italianos que viviam em Canarsie, no Brooklyn. Com 14 anos, abriu o primeiro centro de reciclagem do Brooklyn – ele coletava latas, garras, jornais e metais para reciclar. Nos anos 70, a cidade de Nova York era muito violenta e Curtis resolveu agir: criou o “Guardian Angels”, um grupo de voluntários que andam pelos metrôs da cidade para proteger os cidadãos que cumpriam a lei. Com o lema “Nos atrevemos a cuidar”, o símbolo do grupo era uma boina vermelha. Desde os anos 90, é apresentador de um talk show em uma rádio com o viés conservador e populista. Há uma divisão entre ele e Mateo: o Queens/Manhatan/Brox apoiam Mateo; Staten Island e Brooklyn estão com Curtis.

Paperboy Love Prince (Partido Democrata)

Paperboy Love Prince nasceu David Porter Jr em Washington D.C. no começo dos anos 90. Prince é rapper não-binário (e prefere usar os termos God/Goddess). Quando criança, foi entregador do The Washington Post – e depois estudou Jornalismo e Ciência da Computação enquanto criava arte e organizava eventos de entretenimento. Em 2020, ele perdeu uma disputa contra a deputada Nydia Velázquez pelo Sétimo Distrito Congressional de Nova York. Paper tem pontos de sua campanha: US$ 2 mil para todos, cancelar aluguel, abolir a polícia, legalizar psicodélicos e estabelecer “centros de amor” nos cinco distritos. A The New Yorker contou mais sobre ele.

Eric Adams (Partido Democrata)

Com o lema “O candidato do povo”, Eric nasceu em Brownsville e foi criado no sul da Jamaica por sua mãe solteira que limpava casas para sobreviver. Aos 15 anos, Eric foi espancado pela polícia no porão de uma delegacia – e, depois, ele passou mais de 20 anos trabalhando como policial chegando até o cargo de capitão. Chegou também ao Senado e foi o primeiro negro a presidir o Comitê de Segurança Interna da Casa. Eric fala em um governo com eficiência, eficácia e igualdade.

Ray McGuire (Partido Democrata)

Ray foi criado por sua mãe solteira, uma assistente social, e seus avós em Dayton, Ohio. Seu avô trabalhava em uma fábrica durante a semana, como zelador nos fins de semana e era ainda diácono chefe em sua igreja. Sua avó era a chefe do conselho missionário da igreja e ambos tentaram “salvar almas pela fé”, diz o site oficial do candidato. Ray sempre estudou em locais onde ele se sentia diferente, por causa da sua cor – um desses locais era Nova York. Nos últimos 13 anos, ele foi o chefe global corporativo e de investimentos do Citigroup. Ele acredita que uma cidade construída sobre a diversidade pode ser uma cidade que abre caminho para a inclusão, oportunidade e sucesso.

Scott Stringer (Partido Democrata)

Scott é da Controladoria da cidade e, segundo seu site oficial, ele supervisionou o crescimento dos fundos de pensão de US$240 bilhões da cidade, o quarto maior do país. Scott, ainda de acordo com seu release oficia, “enfrentou a indústria de prisões privadas e as maiores empresas de combustíveis fósseis do mundo, promovendo as causas da justiça climática e da descarceração”. Scott foi criado pela mãe e é formado em escolas públicas da cidade. Ele foi eleito para a Assembleia do Estado em 1992 e chegou a ser preso durante um protesto contra a morte de um policial. Foi também presidente do distrito de Manhattan e eleito Controlador em 2013. Contra ele, o The New York Times disse que há duas acusações de assédio sexual.

Aaron S. Foldenauer (Partido Democrata)

“Reformar nossas instituições para erradicar problemas sistêmicos. Revitalizar nossa economia. Reimaginar nosso governo municipal como um que realmente trabalha para o povo” – esse é o lema do candidato. Filho de professores de escolas públicas, Aaron é formado em Economia em Direito e é conhecido por promover a sustentabilidade e uma alimentação saudável. Já atuou em muitos casos contra o governo municipal e em casos de mulheres e minorias que foram vítimas de discriminação no emprego. Em seu site, ele diz que vai unir “sua experiência empresarial, política e jurídica, para um propósito ainda maior” e que vai concorrer “para trazer uma liderança honesta, apaixonada e eficaz e lutará incansavelmente pelo povo de Nova York”.

Andrew Yang (Partido Democrata)

Foto – JIM WATSON / AFP
Empresário de Nova York que chegou a disputar as primárias do partido para a presidência dos Estados Unidos. Ele tem uma veia ligado ao empreendedorismo. Foi CEO de uma empresa de educação em Koreatown, e a tornou uma das maiores do país. Fez parte também de uma organização sem fins lucrativos chamada Venture for America, que ajuda jovens a construir pequenos negócios em todo o país, especialmente em cidades em dificuldades. O presidente Obama o nomeou Campeão da Mudança e Embaixador do Empreendedorismo. “Quero servir minha comunidade neste momento de necessidade e trazer soluções ousadas e inovadoras para a mesa” diz seu site, dizendo que Nova York está “machucada no coração” e que precisar “renascer”. Um dos seus principais pilares é uma renda básica para todos os cidadãos.

Art Chang (Partido Democrata)

Foto – Mardok Studio
Como diz na home do seu site: “Sou filho de imigrantes coreanos, solucionador de problemas profissional, pai de 2 filhos do Brooklyn e um progressista pró-negócios. Não apenas tenho planos – tenho experiência para executá-los”. Nascido em Atlanta e criado em um distrito de brancos em Ohio, saiu de casa aos 14 anos. Depois se mudou para Nova York com US$ 400 no bolso, segundo o seu site oficial. Seu primeiro negócio fracassou e ele perdeu tudo. Já teve 12 pequenas empresas na cidade, trabalhou na construção de grandes empreendimentos, lançou a indústria de startups de tecnologia na cidade, entre outros.

Joycelyn Taylor (Partido Democrata)

Nascida e criada no Brooklyn – sua família foi uma das primeiras família afro-americanas da região. Sua mãe viveu na pobreza na Carolina do Sul e foi para Nova York na adolescência para buscar uma vida melhor. Depois sua mãe foi dona de casa e trabalhava meio período, enquanto seu pai era motorista de ônibus. Mestre em Administração de Empresas, trabalhou na AIG como Gerente de Operações em seu Departamento Jurídico Corporativo. Depois, decidiu abrir uma empresa de contratação chamada TaylorMade Contracting. Fundou também uma ONG chamada NYC MWBE Alliance para ajudar empresas de minorias e das mulheres.

Dianne Morales (Partido Democrata)

Nascida em em Bed-Stuy, no Brooklyn, é filha de dois pais da classe trabalhadora porto-riquenha: uma secretária do sindicato dos trabalhadores do couro e um gerente de construção à beira-mar. Dianne começou a sua carreira como educadora, lecionando para a 4ª série da mesma escola que ela frequentou quando criança. Sua liderança e defesa da educação, do emprego e da justiça social melhoraram a vida de milhares de nova-iorquinos em comunidades negras, pardas e pobres. Ela pretende abordar as causas profundas dos problemas de racismo, misoginia e pobreza de cidade e quer ser a a primeira prefeita afro-latina da cidade. Seu lema de campanha é “Mude o futuro”.

#MandaDicas

Revolushow: 115 – Eu sou Guilherme Boulos. Zamiliano, Larissa Coutinho e Jones Manoel entrevistaram Guilherme Boulos, ex-candidato à Prefeitura de São Paulo, Coordenador Nacional do MTST e pré-candidato ao Governo de São Paulo pelo PSOL.
Alma Guillermoprieto dedicou grande parte de sua carreira a cobrir conflitos e movimentos sociais por toda a América Latina. Ao longo de sua trajetória retratou em crônicas e reportagens a história de mulheres comuns, sobreviventes dos mais diversos tipos de violência. Neste livro, ela reflete sobre sua própria posição como mulher e se questiona: Será que sou feminista? Sem a pretensão de ter todas as respostas, ela relata suas memórias quando jovem na machista sociedade mexicana e suas referências feministas; relembra encontros com líderes e ativistas; expõe sua visão da estrutura machista, racista e homofóbica que assassinou Marielle Franco; e tece ainda considerações a respeito do movimento #MeToo. (Texto – Companhia das Letras)
Quem se deslumbrou com a maestria narrativa de Torto Arado, romance que converteu Itamar Vieira Junior em um dos nomes centrais da nossa literatura contemporânea, vai encontrar neste DORAMAR OU A ODISSEIA ainda mais motivos para celebrar a ficção do autor. Num diálogo permanente com nossas questões sociais e a tradição literária brasileira, Itamar enfeixa um conjunto de histórias a um só tempo atuais e calcadas na multiplicidade de culturas que formam o país. Lidas na sequência, atestam a vitalidade de um escritor que encontra uma boa parcela de inspiração em personagens que desafiam os limites que lhes foram impostos e abraçam a existência em toda a sua plenitude. (Texto – Todavia Livros)
O patriarcado do salário, da filósofa italiana Silvia Federici, traz ao leitor uma série de artigos que abordam a relação entre marxismo e feminismo do ponto de vista da reprodução social. Retomando diversas discussões presentes nas obras de Karl Marx e Friedrich Engels, a autora aponta como a exploração de trabalhos como o doméstico e o de cuidados, exercido sem remuneração pelas mulheres, teve e tem papel central na consolidação e na sustentação do sistema capitalista. Revisitando a crítica feminista ao marxismo e trazendo para o debate perspectivas contemporâneas sobre gênero, ecologia, política dos comuns, tecnologia e inovação, Federici reafirma a importância da linguagem, dos conceitos e do caráter emancipador do marxismo. Ao mesmo tempo, esclarece por que é preciso ir além de Marx e repensar práticas, perspectivas e ativismo a fim de superar a lógica social baseada na propriedade privada e desenvolver novas práticas de cooperação social. (Texto – Amazon Brasil)

Leituras complementares

PF aponta como o ‘gabinete do ódio’ se expandiu além do Palácio do Planalto (UOL)

Comandante da Aeronáutica curte tuítes políticos de Bolsonaro e antiesquerda. Post endossado pelo tenente-brigadeiro comparou medidas sanitárias contra a Covid ao comunismo. (Metropoles)

Canais na internet ganharam dinheiro com fake news sobre Covid, informa Google à CPI (O Globo)

Crise da pandemia faz brasileiro comer mingau, sanduíche e marmita (UOL)

Desmatamento na Amazônia aumenta 67% em maio (Reuters)

Brasil perde 24 árvores por segundo em 2020 enquanto alertas de desmatamento explodem. Relatório de especialistas aponta que alertas de derrubada de árvores feitos por satélites aumentou 30% em 2020. Ibama, entretanto, não fiscalizou quase nenhum deles. (El País)

Feirões de anúncios ilegais florescem no Telegram. App de mensagens é usado para venda de dados pessoais roubados, golpes e fraudes financeiras há anos, sem muita consequência ou ação da plataforma. (Núcleo Jornalismo)

Planeta aquece, rios sobem. Os rios amazônicos estão atingindo cotas máximas com maior frequência nos últimos anos, o que deve se manter em razão do aquecimento global. (Afluente)

As políticas de expansão urbana nas cidades brasileiras. Estudo publicado na revista Land Use Policy examina como a aplicação dos planos diretores está relacionada à regulação do crescimento das cidades brasileiras. (Nexo)
Daniel Jones, do ‘Modern Love’: “Histórias nos fazem pensar em nossas experiências”. Responsável por selecionar histórias de amor semanalmente, jornalista do Times comenta o amor contemporâneo e descreve sua participação na série da Amazon inspirada na coluna. (Gama Revista)

Você deve ter visto por ai um monte de gente usando um aplicativo que transforma a foto em desenho. Mas o aplicativo é seguro? Um relatório da empresa de cibersegurança Kaspersky analisa políticas de privacidade do app para saber se é confiável usá-lo. (Techtudo)

Como cobrar pela produção de conteúdo nas redes sociais. (CNN Brasil)

As pessoas que se transformaram durante a pandemia Existe crescimento pós-traumático? (New York Mag)

Líder em ação: como o capitão Kjaer foi decisivo nos minutos tensos de socorro a Eriksen. Zagueiro correu para dar primeiro auxílio, organizou cordão humano para isolar o meia e consolou a namorada do camisa 10. Depois, não conseguiu jogar o restante da partida. (Globoesporte)

#CapaDaSemana