#084 – Um coração ferido por metro quadrado

Mais uma semana começando!
Preciso nem citar o acontecido na CPI na sexta-feira né?
Resumindo a ópera: um servidor da Saúde denunciou, diretamente para o presidente, o líder do Governo na Câmara e as falcatruas na compra da Covaxin. Bolsonaro nada fez, deu a entender que sabia e que não podia mexer nisso.

Ricardo Barros, o líder do governo, é autor da emenda 1.026/2021 que facilitava a compra de vacinas, flexibilizando a análise da Anvisa. Coincidência? Será? Tem outra coisa que talvez possa ser coincidência né (ironia): o presidente nomeou a mulher de Barros para uma cadeira no Conselho de Administração de Itapu para ganhar R$ 27 mil.

Soma-se a isso ao fato de pessoas ligadas ao governo pressionarem o servidor para acelerar a compra da vacina – completamente diferente do que fizeram com a Pfizer. Temos ainda o valor bem acima do previsto inicialmente de US$ 1,34 (e foi pago US$ 15).

Quer mais? A empresa que faz as vacinas é a Bharat Biotech, mas quem intermediou foi a Precisa Medicamentos – e o dono da empresa, Francisco Maximiano, teve um encontro com o presidente do BNDES facilitado pelo senador Flávio Bolsonaro.

Ou seja: a vacina atrasou porque os caras queriam comprar uma específica para ganhar dinheiro. Enquanto a gente queria vacina, os caras queriam propina. São milhares de famílias com os corações quebrados por seus entes queridos que se foram.

Se quiser entender mais, ouça este episódio d’O Assunto, podcast da Renata Lo Prete.

Mas e o PETÊ?
E a mamata acabou.  #sqn

Lula vai fazer o Brasil feliz de novo?

A esquerda ficou super animada com a última pesquisa eleitoral feita pelo Ipec entre 17 e 21 de junho deste ano. Os números mostram que o ex-presidente Lula venceria já no 1º turno. O petista aparece na liderança com 49% dos votos, seguido pelo atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com 23%.

A pesquisa também perguntou em quais candidatos os entrevistados votariam com certeza ou poderia votar, não votaria de jeito nenhum e os quais não conhece com certeza ou não sabe.

Resumindo: aumentou quem tem certeza de que votaria em Lula e subiu quem tem certeza que não votaria em Bolsonaro. Seis em cada dez disseram que não votariam de jeito nenhum no atual presidente.

Lula

  • Votaria com certeza ou poderia votar: 61% (era 50% em fevereiro)
  • Não votaria nele de jeito nenhum: 36% (era 44%)
  • Não conheço o o suficiente, não sei: 3% (era 6%)

Bolsonaro

  • Votaria com certeza ou poderia votar: 33% (era 38% em fevereiro)
  • Não votaria nele de jeito nenhum: 62% (era 56%)
  • Não conheço o o suficiente, não sei: 4% (era 5%)

O perfil do eleitor de cada candidato

Lula
– 53% tem entre 16 e 24 anos. E 52% entre 25 e 44.
– 59% dos eleitores têm entre a 5ª e a 8ª série – maior fatia. A menor está no Superior: 37%.
– o petista ganha, disparado, no Nordeste: 63% de lá votaria nele. É no Sul o menor índice: 35%.
– quanto menor a cidade, maior a votação em Lula: 54% nos municípios até 50 mil habitantes (e 45% nos que tem acima de 500 mil)
– quanto menor a renda, maior a votação no petista: 62% entre quem ganha até 1 salário mínimo.
– Lula tem 52% dos católicos e 41% dos evangélicos (e 54% de outras religiões)
– o ex-presidente tem 54% dos pretos/pardos e 40% dos brancos

Bolsonaro
– 29% têm entre 45 e 54 anos e 24% de 25 a 34.
– quanto maior a escolaridade, mais se vota no presidente: até a 4ª série, são 18%. No Superior, são 29%.
– o presidente é forte no Sul (29%) e Norte/Centro-Oeste (24%).
– há um equilíbrio quando vemos o tamanho das cidades: até 50 mil (22%), de 50 a 500 mil (22%) e acima de 500 mil (25%).
– quanto mais rico, maior a votação: apenas 16% entre quem ganha até 1 salário mínimo e 34% nas pessoas com mais de 5.
– dos evangélicos, Bolsonaro tem 32% dos votos – contra 20% dos católicos.
– Bolsonaro tem 29% dos brancos e 21% dos pretos/pardos

O cenário atual mostra que presidente corre risco de perder a próxima eleição

Bolsonaro está em uma estratégia muito bem definida. Acredito que ele esteja tentando não perder o que ainda lhe resta de apoio daquela turma mais radical que beira ai os 15%. Com isso, ele se fecha neste núcleo duro ideológico, conversador e radical. Depois de sacramentar esses apoiadores, o presidente deve acreditar que consiga angariar mais uns 10% ou 15% que terão pânico de ver o PT liderando o país. Com isso, Bolsonaro estaria num 2º turno em 2022.

O presidente tem sido perdido a narrativa e está acuado – basta ver os xiliques recentes (sempre contra jornalistas mulheres como você pode ver aqui e aqui) e a redução do seu impacto na rede. Mas, quem ainda está ao seu lado, tem se radicalizado. Iniciou-se uma campanha de apoio a sua reeleição com o lema “Uma nação, um povo, um líder”, uma inspiração clara do lema nazista “ein volk, ein reich, ein fuher”.

Quando a campanha começar, o clima e o contexto nacional tendem a estar diferentes no ano que vem. Ao que tudo indica, a vacinação estará bem avançada – se não praticamente feita em todos os brasileiros. Há ainda a possibilidade da economia ter retomado um pouco mais e com o comércio e a vida terem voltado ao normal. Temos ainda a chance do presidente emplacar nossos projetos sociais, como a expansão do Bolsa Famíliareajuste para os servidores públicos e mais uma rodada do auxílio-emergencial. Todo esse cenário pode beneficiar sim o atual presidente na eleição.

Obviamente que tem muita coisa que pode afetar a imagem do presidente – e são dezenas e dezenas de acontecimentos. A CPI da Pandemia está dando luz a muitas informações que estão prejudicando o governo. O presidente continua fazendo aglomerações – mais recentemente, no Rio Grande do Norte, Bolsonaro pegou uma criança no colo e tirou a máscara do garoto. Temos ainda a possibilidade de uma crise hídrica, o aumento do preço da energia e um possível racionamento, a inflação descontrolada, os altos índices de desemprego e pobreza…. Para somar a isso tudo, temos ainda a confirmação pelo STF de que o ex-juiz Sérgio Moro é suspeito em processo contra Lula e a decisão do ministro Gilmar Mendes de que Moro é suspeito em todos os processos contra o petista. Isso é uma baita munição para o PT na eleição de 2022.

O presidente pode ainda perder o apoio do Centrão. Segundo reportagem d’O Antagonista“em privado, chefões do Centrão já admitem a possibilidade de abandonar em breve o barco do governo”. De acordo com o site, “a leitura reinante é a de que o capital político de Jair Bolsonaro está se deteriorando rapidamente e que, para garantir a própria sobrevivência, o melhor caminho será o da porta de saída”.

Metrópoles, por sua vez, trouxe a informação que os caciques e as lideranças do Centrão avaliam que o governo está perdido na CPI. Segundo parlamentares, o governo “se perdeu na narrativa” e, caso não corrija os rumos rapidamente, poderá sair “gravemente ferido” da comissão.

Em matéria da Folha de S.Paulo deste final de semana, os líderes de partidos de centro (PSD, DEM, MDB, entre outros), acreditam que as últimas notícias sobre a compra da Covaxin vão contribuir para o derretimento de Bolsonaro – somando a demissão de Ricardo Salles; o ato de tirar máscara ads crianças; os ataques a imprensa, entre outros.

Congresso em Foco trouxe uma reportagem interessante dizendo que a centro-direita, a direita não bolsonarista, os empresários, militares e alguns políticos com mandatos já estão se articulando para o impeachment de Bolsonaro.

O curioso – para não dizer trágico – é que esse desejo não tem nada a ver com o caos que se transformou o Brasil ou com as dezenas de crimes cometidos pelo presidente. Diz a reportagem: “O que move os articuladores do impeachment é, sobretudo — mas não exclusivamente — impedir que o ex-presidente Lula vença as eleições em 2022 e o PT e a esquerda retomem o governo”. Para esse grupo, “haverá uma indesejável polarização entre Bolsonaro e Lula, com poucas chances para um candidato da centro-direita que sequer existe”.

“Esse grupo não quer a vitória de Lula nem a permanência de Bolsonaro depois de 2022 e, muito menos, uma intervenção das forças armadas, seja para favorecer os projetos golpistas e autoritários do atual presidente ou para assegurar a posse do ex-presidente” diz a matéria.

Segundo os conspiradores, a polarização gera três riscos:

  • Lula ganhar, por eles considerada a hipótese mais provável e temida;
  • Bolsonaro vencer e se sentir fortalecido para assumir mais poderes e criar um quadro de imprevisibilidades políticas e econômicas que não desejam;
  • Bolsonaro, ainda comandante-em-chefe, executar seu plano de resistir à vitória de Lula, apoiando-se em policiais e milicianos, e promover um confronto que levará ao caos social, para obrigar as forças armadas a intervirem.

Ou seja: os caras tem mais medo da vitória do Lula do que de uma tentativa de golpe miliciano por parte dos bolsonaristas

Sugiro a leitura dessa entrevista com a cientista social Esther Solano Gallego, professora da Universidade Federal de São Paulo que estuda o bolsonarismo desde 2017. Ela fala muito sobre o que leva cerca de 9% da população a ser fiel ao presidente Bolsonaro. Solano fala ainda de uma grande fatia que votou nele, mas se decepcionou. A cientista ainda fala sobre a possibilidade do presidente conseguir reconquistar essas pessoas, da Lava-Jato, auxílio-emergencial, melhora da economia e mais.

Centro-esquerda pode levar o governo do RJ

O atual deputado federal Marcelo Freixo (PSB-RJ) lidera a disputa com 33% dos votos, seguido pelo atual governado Claudio Castro (PL-RJ) com 20,2%

Depois aparece o ex-prefeito de Niterói, Rodrigo Neves (PDT) com 4,4%. Em dezembro de 2020, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram uma operação que tinha como alvo o político do PDT. A ação mirava irregularidades nas obras do BRT Transoceânica Charitas-Engenho do Mato e em contratos de publicidade firmados pela Prefeitura de Niterói. Em dezembro de 2018, Neves foi preso em sua casa em operação do MP-RJ e da Polícia Civil depois de ser denunciado por desvio de mais de R$ 10 milhões da verba de transporte do município.

Pontuam ainda Paulo Ganime (NOVO), atualmente deputado federal, e que aparece com 3,4%. E Felipe Santa Cruz, atual presidente da OAB: ele tem 2,2%.

Quase 25% das pessoas disseram não saber em quem votar – e outros 12% vão de branco/nulo. Isso precisa ser levado em conta!

Ou seja: o cenário para governador do Rio de Janeiro está traçado entre Freixo, um anti-bolsonarista declarado e ligado à esquerda, e o atual governador, o candidato bolsonarista e muito ligado ao presidente da República – que chegou até a acompanhar, in loco, a filiação de Castro ao PL.

E outra coisa: ainda tem mais de 36% de votos abertos – principalmente os 25% das pessoas que não disseram não saber em quem votariam.

Vejamos agora o perfil dos eleitores de Freixo e Castro

Marcelo Freixo:
– quase metade tem ensino fundamental e está na cidade do Rio de Janeiro;
– apenas16% dos votos de quem mora nas cidades pequenas do estado;
– 50% tem entre 25 e 44 anos – entre 16 e 24 são 28%, a mesma fatia de Castro;
– Entre quem tem de 45 a 59 anos, Freixo tem 6x mais votos que Castro;
– os mais pobres votam mais em Freixo: 47% entre quem ganha até R$ 2 mil. Acima de R$ 10 mil, Freixo tem 8% a mais que Castro;
– entre os evangélicos, Freixo tem 28%, apenas 2% a mais que Castro. Nos católicos, Freixo tem 12% a mais – somando 31%. Quem diz ter “outra religião”, Freixo tem quase 7x mais votos que Castro.
– 70% das pessoas que votaram no Haddad votariam no Freixo. Entre quem votou em Bolsonaro, 16% votariam nele.

Cláudio Castro:
– 23% dos votos de quem tem Ensino Médio e 22% com Ensino Superior;
– nas cidades médias, Castro tem mais de 2x os votos de Freixo: 22% contra 9%;
– não ganha de Freixo em nenhuma faixa etária. Ele empate com 28% entre os jovens de 16 a 24 anos e perde de 3% (16% a 13%) entre 60 e 100 anos;
– entre a classe média (de R$ 3 mil a R$ 5 mil), Castro tem quase 50% dos votos – exatamente 3x a quantidade de votos de Freixo. Este é um perfil de público bem bolsonarista.
– entre os evangélicos, Castro tem 26%, 2% a menos que Freixo;
– 37% das pessoas que votaram em Bolsonaro votariam em Castro.

O quanto as pessoas conhecem os candidatos

Marcelo Freixo (PSB-RJ) é o mais conhecido: 68% disse conhecer bem.

Depois aparece a deputada estadual e ex-delegada de polícia Martha Rocha (PDT-RJ): 49% disse conhecer bem – numa outro cenário de eleição, ela tem 1,8% dos votos.

37% disse que conhece bem o atual governador Cláudio Castro (PL-RJ).

O mais desconhecido entre os postulantes é o deputado federal Paulo Ganime (NOVO-RJ): 65% não conhecem. Em desconhecimento, Freixo tem apenas 11% e o atual governador Castro aparece com 19%.

Eleição para presidente da República

A pesquisa analisou alguns cenários com vários candidatos do PSB. Vamos analisar apenas com o governador de São Paulo João Doria – e com a presença do ex-ministro Luiz Henrique Mandetta (DEM)

A liderança é do ex-presidente Lula (PT) com 42,8% – seguido de perto pelo atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com 41%

Aparecem ainda Ciro (PDT) com 7%, Mandetta (DEM) com 3,7% e Doria (PSDB), 1,4%.

– Lula tem 3x mais votos que Bolsonaro entre quem tem Ensino Fundamental;
– Bolsonaro tem o dobro de votos em quem tem Ensino Superior;
– Lula tem 2,5x mais votos que Bolsonaro nas cidades pequenas;
– Bolsonaro tem mais que o dobro de votos de Lula nas cidades médias;
– Bolsonaro tem quase o dobro de votos de Lula na faixa de 16 a 24 anos;
– Lula tem 2x mais votos que Bolsonaro das pessoas entre 45 e 59 anos;
– 6 em cada 10 pessoas que ganham até R$ 2 mil votam em Lula;
– 7 em cada 10 pessoas que ganham entre R$ 3 mil e R$ 5 mil votam em Bolsonaro;
– 48% dos evangélicos votariam em Bolsonaro e 45% em Lula;

Cenário para o 2º turno

O movimento dos EUA rumo ao socialismo – e isso parte dos jovens republicanos

Uma pesquisa Axios/Momentive trouxe a visão dos norte-americanos sobre o Capitalismo e o Socialismo. De acordo com o levantamento, o apelo ao pensamento de esquerda continua crescendo nos Estados Unidos, impulsionado muito pelos negros e pelas mulheres.

Segundo Felix Salmon, jornalista da Axios, a pandemia fez com que milhões de norte-americanos – incluindo muitos republicanos jovens – reavaliassem suas visões de mundo tanto na questão política quanto econômica. Para o jornalista, isso se deve a dois motivos: um novo olhar para as profundas desigualdades sociais; e as melhorias tangíveis a partir da intervenção do governo federal.

Hoje, os jovens de 18 a 34 anos estão quase igualmente divididos entre aqueles que vêem o capitalismo positivamente e aqueles que o vêem negativamente: 49% contra 46%. Há dois anos, essa margem era de 20 pontos – 58% contra 38%.

A pesquisa fez um recorte pelos partidos norte-americanos. Houve uma mudança grande entre os jovens republicanos, por exemplo: em 2019, 81% dos republicanos com idade entre 18 e 34 anos tinham uma visão positiva do capitalismo. Hoje, esse número caiu para 66%.

Enquanto as percepções do capitalismo mudaram rapidamente entre os jovens adultos, as percepções do socialismo mudaram de forma mais incremental entre todos os grupos de idade.

Quando comparamos agora com 2019, menos jovens adultos afirmam ter uma visão positiva do socialismo – 51% contra 55% em 2019. Mas essa queda é compensada por ligeiros aumentos no número de adultos com idades entre 35-64 e 65 anos ou mais que afirmam ter uma visão favorável do socialismo.

A pesquisa também questionou como o governo deve agir sobre a desigualdade no país. No geral, 66% disseram que o governo deve criar políticas para reduzir a diferença entre ricos e pobres – em 2019 eram 62%.

Quando vemos os jovens republicanos, hoje 56% entre 18 e 34 anos acredita que o governo deva buscar políticas para diminuir a desigualdade. Há 2 anos eram 40%.

Alguns outros pontos da pesquisa:
– 32% acham que a economia e emprego é o problema mais importante agora dos EUA. A Saúde aparece em 2º com 18%;
– 31% desaprova fortemente o trabalho de Joe Bien e 27% aprovam fortemente (isso mostra a divisão clara do país). E homens desaprovam mais que as mulheres (eles são mais republicanos-trumpistas);
– 57% tem uma reação positiva ao Capitalismo e 52% tem uma reação negativa ao Socialismo. Homens são muito mais refratários ao Socialismo do que as mulheres;
– 58% disse que o maior problema do país é a injustiça no sistema econômico que favorece os ricos.

🇦🇷 Senado argentino aprova cota de trabalho para travestis e trans. (Página12)

🇨🇺Cuba tem a primeira vacina da América Latina com eficácia no nível da Pfizer e Moderna (El País)

🇮🇷 Líder Supremo do Irã recebe vacina criada no país (Al Jazeera)

🇺🇸 Joe Biden se encontra com líderes afegãos em Washington (AP News)

🇫🇷 Mulher que matou homem que a estuprava é condenada, mas não terá que ficar presa (BBC)

🇨🇴 Helicóptero em que viajava o presidente Iván Duque é atacado a tiros (El País)

🇪🇺 Parlamento Europeu declara acesso ao aborto um direito humano (DW)

🇵🇰Primeiro-ministro paquistanês provocou protestos depois de dizer que haveria menos agressões sexuais no país se as mulheres se vestissem com recato. (Axios)

#MandaDicas

Livro que comecei a ler na semana passada e é bem legal para quem gosta de crime organizado e tráfico de drogas. O livro conta a história de fuga e captura de um dos maiores narcotraficantes da América Latina. Cabeça Branca narra a captura do maior narcotraficante da história do Brasil, com conexões internacionais poderosas, considerado o Pablo Escobar brasileiro, agente circulador de milhões em mercadorias e em dinheiro no curso de três décadas. Apesar de ser considerado, pela Polícia Federal, um dos dez maiores narcotraficantes do mundo, pouco se sabia sobre Cabeça Branca: sujeito discreto, frio, invisível por muitos anos, foi capaz de se reinventar fisicamente — por meio de inúmeras plásticas — para fugir da polícia. Não por acaso, policiais, investigadores e jornalistas se referem a ele como O Fantasma. (Texto – Amazon)
“Colônia” é a nova série do Globoplay inspirada na história de pessoas que passaram pelo Hospital Colônia de Barbacena, ao longo de seus quase 100 anos de existência – o local foi fundado em 1903 e desativado no final dos anos 80. Ao todo, mais de 60 mil pessoas perderam a vida vítimas de maus tratos na Colônia. A série é inspirada no livro Holocausto Brasileiro, de Daniela Arbex. O psiquiatra italiano Franco Basaglia comparou os pátios abarrotados a campos de concentração nazistas. Estima-se que na “Cidade dos Loucos” (era também assim chamado o conjunto de sete pavilhões), 70 % dos internos não tinham comprovação de doença mental. Era formada por “pessoas indesejadas”, como prostitutas, gays, alcoólatras, mendigos e até mesmo militantes políticos.
Deixe o preconceito e o pré-conceito de lado e ouça essa entrevista do deputado federal Alexandre Frota (PSDB-SP). O cara falou um monte de coisa interessante e curiosa. Contou vários bastidores de Brasília, arregaçou o presidente e ainda se disse ser de centro-esquerda. Uma baita conversa – é longa, mas vale a pena.

Leituras complementares

Mais de 99% das últimas mortes por Covid-19 nos EUA são de pessoas não vacinadas (Yahoo Brasil)
#CPIdaCovid já foi usada mais de 1 milhão de vezes; pico foi no depoimento de Wajngarten (O Globo)

Pastores convencem indígenas a recusarem vacina. “É a marca da Besta”. (UOL)

Estudo da ONG Artigo 19 mostrou que a divulgação de informações inconsistentes e fake news nos canais oficiais do governo brasileiro resultaram na ampliação da contaminação e no número de mortes pela Covid-19. (Metropoles)

Um novo estudo descobriu uma epidemia de coronavírus a 20 mil anos atrás. Algumas dezenas de genes humanos evoluíram rapidamente no Leste Asiático para impedir infecções por coronavírus, dizem os cientistas. Esses genes podem ser cruciais para a pandemia de hoje. (The New York Times)

Família de novo ministro do Meio Ambiente disputa posse em terra indígena em SP (BBC Brasil). Joaquim Alvaro Pereira Leite era da equipe Salles e próximo ao agronegócio. (Poder360)

Topo da pirâmide avança na pandemia e 1% mais rico do Brasil já detém metade da riqueza nacional (O Globo)

Por que dólar caiu agora abaixo de R$ 5 no Brasil? (BBC Brasil)

“A guerra continua, perdemos uma batalha”, diz líder indígena sobre PL 490. Depois de 16 dias enfrentando pandemia, frio e violência policial para protestar contra “PL da morte”, indígenas retornam de Brasília sem serem ouvidos por deputados. (Agência Pública)

Usar drogas faz parte do direito a buscar a felicidade, defende Carl Hart. Em algumas news passadas, indicamos o seu novo livro “Drogas para adultos” (Folha de S.Paulo)

Fundador do antivírus McAfee é encontrado morto em prisão de Barcelona. Empresário John McAfee foi preso há oito meses no aeroporto de El Prat e seria extraditado aos Estados Unidos por sonegação fiscal. Caso é investigado como suicídio. (El País)

Britney Spears desabafa perante a justiça: “Só quero recuperar minha vida”. A estrela do pop comparece ao tribunal para pedir o fim dos 13 anos de tutela financeira e pessoal de seu pai, Jamie Spears. (El País)

Como nasceu o KKKKKKKK da geração Z e por que emoji de risada é coisa de gente velha (BBC Brasil)

Burger King faz campanha pela diversidade e é defendido e atacado nas redes sociais. Campanha “Como explicar?”, voltada à promoção da diversidade, traz o olhar das crianças em relação à comunidade LGBTQIA+. (G1)

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