#087 – Tóquio será muito LGBTQIA+

Olimpíadas de Tóquio terão número histórico de atletas LGBTQIA+

Arte: Aïda Amer/Axios

Ao menos 142 atletas, que se declaram publicamente como LGBTQIA+, vão participar dos Jogos Olímpicos deste ano, número recorde entre todas as edições da competição.

Este número é mais que o dobro quando comparado com os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, por exemplo, quando foram 56 atletas. E é ainda maior quando comparamos com 2012, quando eram 23.

O crescimento reflete a crescente aceitação das pessoas LGBTQIA+ nos esportes e na sociedade. Não podemos deixar de esquecer também do surgimento das redes sociais, especialmente o Instagram, o que deu aos atletas um espaço onde eles podem viver suas vidas abertamente e se identificar diretamente com seus seguidores.

Este ano, pelo menos 25 países diferentes serão representados por pelo menos um atleta declarado publicamente LGBTQIA+. Eles estarão em 26 esportes, incluindo os primeiros atletas trans.

Os EUA são o país com maior número desses atletas: 30 – seguido pelo Canadá (16), Grã-Bretanha (15), Holanda (14), Austrália (10), Nova Zelândia (9) e Brasil (9).

Um dado interessante é que as mulheres superam os homens na lista com uma margem de 8 para 1, com o futebol feminino tendo 38 LGBTQIA+.

Vejamos as atletas brasileiras
Babi Arenhart (handball)
Isadora Cerullo (rugby)
Andressa Alves (futebol)
Marta (futebol)
Bárbara Barbosa (futebol)
Formiga (futebol)
Silvana Lima (surfe)
Ana Marcela Cunha (natação)
Ana Carolina (vôlei)
Douglas Souza (vôlei)

Não podemos esquecer que é nesta Olimpíada que a primeira transgênero vai competir. Estamos falando de Laurel Hubbard, mulher trans da Nova Zelândia e que vai competir no levantamento de peso.

Foto – Hannah Peters/Getty Images

Hubbard era uma atleta promissora quando jovem, mas acabou deixando o esporte por causa da turbulência em torno da sua identidade de gênero. Mas ela acabou voltando ao levantamento de peso depois de começar sua transição em 2013 e, assim, se tornou apta conforme as regras da Federação Internacional de Luta Livre em 2015. Depois de sofrer uma grave lesão durante uma competição em 2018, a atleta retornou em 2019, foi sexta colocada no Mundial e venceu a Copa do Mundo de Halterofilismo em janeiro do ano passado, em Roma.

O chefe do órgão federal da Nova Zelândia para levantamento de peso observou o quanto Hubbard lutou. “Laurel mostrou coragem e perseverança em seu retorno de uma lesão significativa e superando os desafios para reconstruir a confiança na plataforma de competição”, declarou o presidente do levantamento de peso da Nova Zelândia, Richie Patterson, à Rádio Nova Zelândia.

Junto com o apoio vieram farpas de alguns concorrentes, junto com os comentaristas transfóbicos, os trolls nas redes e os sites preconceituosos.

O caso se intensificou à medida que Hubbard se aproximava da qualificação para as Olimpíadas. O pico aconteceu em maio, quando a Federação Internacional de Halterofilismo (UWF) revisou as regras de qualificação como uma adaptação à interrupção do ano passado devido à pandemia Covid-19. As revisões colocaram Hubbard firmemente no jogo e, claro, trouxeram outra onda de transfobia.

Mas a atleta tem todo o apoio em seu país. O chefe do Comitê Olímpico da Nova Zelândia defendeu firmemente Hubbard. “Além de estar entre as melhores do mundo, Laurel atendeu aos critérios de elegibilidade da IWF, incluindo aqueles baseados nas diretrizes para atletas transgêneros”, disse Kereyn Smith, CEO do Comitê.

Foto – Alex Pantling/Getty Images

Não podemos esquecer de Chelsea Wolfe, outra atleta trans e norte-americana que vai para Tóquio. Wolfe, um especialista em BMX freestyle, foi colocada na equipe dos EUA como uma alternativa para caso um dos dois competidores da equipe se machucasse. Conheça mais dela aqui

Cientistas creditam que as redes sociais podem ser a ruína da Humanidade

Um estudo feito pela Universidade de Washington diz que as mídias sociais possam ter impacto destrutivo na sociedade mundial. Segundo os cientistas, a humanidade é capaz de sobreviver a guerras, doenças e pragas diversas, mas pode não estar pronta para enfrentar as ameaças provenientes das redes.

O material de 10 páginas foi escrito por uma equipe multidisciplinar de pesquisadores de biologia, psicologia, filosofia, ciências neurais, especialistas em mudanças climáticas e outros.

Apesar de parecer uma previsão um tanto pessimista sobre o futuro da civilização, o artigo ajuda a compreender melhor como essas plataformas ajudam a espalhar a informações falsas. Para os pesquisadores, o poder das redes de impulsionar mentiras levaria o planeta à ruína, com uma falta de confiança generalizada e a incapacidade de discernir a verdade da mentira.

Parte disso seria culpa da robotização das redes sociais, guiada por algoritmos incapazes de diferenciar fato de fakes, e, assim, contribuindo para espalhar as inverdades. Os autores alertam que, se não forem compreendidas e contornadas todas essas questões, as consequências indesejadas das novas tecnologias vão contribuir para fenômenos como “adulteração eleitoral, doenças, extremismo, fome, racismo e guerra.

Leia mais aqui. Veja o artigo completo aqui

🇵🇪 Ex-candidata à presidência do Peru é investigada por fraude e delito contra a eleição (La Republica)

🇸🇻 Em El Salvador, o presidente millenial que amplia sua base autoritária e deseja “bitcoinizar” o país (Latin America Business Stories)

🇭🇹 A investigação cheia de inconsistências do assassinato do presidente haitiano: guardas ausentes, sicários de turismo e um improvável mandante do crime (El País)

🇦🇷 Governo denunciou o ex-presidente Mauricio Macri por suposto contrabando ilegal de armas para a Bolívia durante o golpe contra o ex-presidente Evo Morales (La Nacion)

🇺🇸 O lado B dos últimos dias de Donald Trump na Casa Branca. Uma nova série de livros sobre o fim do mandato do republicano trazem a tona os momentos tensos durante a invasão do Capitólio e das eleições, com uma citação da Hitler (El País)

🇺🇸 Alto comando militar se preparou para frear tentativa de golpe de Trump (O Globo)

🇺🇸 Mesmo com tudo isso, se as primárias republicanas fossem hoje, metade dos apoiadores do partido votariam no ex-presidente para ele concorrer em 2024 (Fabrizio Lee)

🇱🇧 Líbano aprofunda crise com negativa de Hariri para formar governo. Discordâncias entre Hariri, que já foi primeiro-ministro do país, e o presidente Michel Aoun teriam causado desistência de Hariri. (CNN)

🇺🇾 Uruguai é o quinto país que mais vacinou contra Covid-19 no mundo e o primeiro da América (El Observador)

🇦🇴 Provas contundentes apontam lavagem de dinheiro da Universal em Angola (BBC)

#MandaDicas

Uma das séries mais incríveis que vi nos últimos tempos. Tem uma mistura de thriller policial com drama que te deixa angustiado e apreensivo em vários momentos. É triste! Série que mistura um monte de coisa: Rio de Janeiro na época da ditadura, surgimento do Comando Vermelho nos anos 70 e da milícia nos anos 90/2000, chegada da cocaína no Brasil, relação entre o morro e o asfalto, vício e os problemas que isso trazem para as famílias e por ai vai. É a história real de Pedro Dom, um rapaz loiro, branco e de olhos azul que se torna líder de uma quadrilha especializada em assaltos a casas de luxo. Paralelo a isso, conta-se a história de seu pai, Victor, um ex-policial civil com um passado ligado ao combate às drogas. A série gerou uma baita polêmica: o pai de Pedro teria vendido para a Amazon sem o consentimento da mãe e da irmã – e ambas lutaram na Justiça para que a série não fosse produzida. Vale procurar as entrevistas recentes de Erika, a irmã de Pedro. Há informações de que pode haver uma segunda temporada.
Por toda a vida, Cachorro Velho foi escravo no engenho de açúcar do patrão. Seu corpo está velho e cansado, sua mente se perde frequentemente em recordações. Às vezes ele até imagina a própria morte, ou pelo menos o que significa estar longe, muito longe. Então, a velha escrava Beira lhe propõe ajudar Aísa, uma menina de dez anos, a fugir. Escrito por uma descendente de escravos, Cachorro Velho é um retrato duro e comovente da desumanidade da escravidão. “O velho não temia o Inferno: tinha vivido nele desde sempre.” A escravidão foi abolida em Cuba em 1886, mas, como em tantos outros lugares, sua nódoa se manifesta no preconceito racial e na discriminação. Ganhador do Casa de las Américas, a mais alta honra literária de Cuba e um dos prêmios mais importantes do mundo de fala hispânica, este livro abalará profundamente os seus leitores. (Texto – Editora Pallas)
Diários integrais de Carolina Maria de Jesus. O primeiro volume conta os meses em que Carolina morou em Osasco (SP), em 1960, após deixar a favela do Canindé. Já volume 2 fala período em que a autora viveu no bairro de Santana, em São Paulo (SP), onde ela conseguiu a tão sonhada casa de alvenaria e viveu até se mudar em um sítio em Parelheiros. Compre o 1 e o 2 (ambos em pré-venda)
Em julho, quase simultaneamente, Cuba e Haiti ganharam o mundo por crises inesperadas até mesmo para os padrões latino-americanos. No dia 11, cubanos contrários ao governo socialista saíram às ruas durante o pior momento da pandemia com uma lista de requisições, no que já é considerada a maior onda de manifestações desde o ‘Maleconazo’ de 1994. O governo respondeu incitando contraprotestos, sugerindo que as ruas da ilha “são dos revolucionários”. Mas há um ponto em comum: seja pró ou contra o modelo inaugurado por Fidel Castro há 60 anos, os cubanos também gritam pelo fim do bloqueio econômico imposto pelos EUA, que há décadas afeta a vida cidadã e só agrava a pior crise econômica vista em Cuba no novo milênio. Já no Haiti, a crise é ainda mais densa: dias após o assassinato do presidente Jovenel Moïse, na madrugada de 7 de julho, o país mais pobre das Américas segue às voltas com uma turbulenta disputa de poder, que se soma às dúvidas sobre as circunstâncias do primeiro magnicídio do continente no século 21. Em 30 minutos, os editores Mauricio Brum e Lucas Berti te situam no mapa da crise

Leituras complementares

Os sem-terra fincam bandeira no mercado de capitais. MST pretende captar 17,5 milhões de reais oferecendo títulos do agronegócio por um retorno de 5,5% ao ano, mais do que a poupança, em um momento em que o país vê o recrudescimento dos conflitos no campo (El País)

Militares embarcam na tese de fraude nas eleições. (O Globo)

O que disse Fux a Bolsonaro no particular desta semana. “Se isso não parar, o tribunal vai se unir contra o senhor” disse o presidente do Supremo sobre os ataques do chefe do Planalto a Barroso (Veja)

Filho de Arthur Lira, presidente da Câmara dos Deputados, atua em contratos de publicidade que envolve governo (Congresso em Foco)
Policiais morreram mais por Covid-19 que por homicídio em 2020 (Valor)

Brasil dobra o número de armas nas mãos de civis em apenas 3 anos (G1)

Políica matou sete pessoas negras a cada 12 horas em 2020 no Brasil (Alma Preta)

529 mil pensionistas do governo custam mais que 14,7 milhões de beneficiários do Bolsa-Família (revista piauí)

Experimento brasileiro mapeia curas e loucuras na terra incógnita do LSD (Folha de S.Paulo)

Floresta Amazônica já emite mais gás carbônico do que absorve (G1)

A União Europeia (UE) divulgou um abrangente plano para combater as mudanças climáticas e iniciar um processo de “descarbonização” da sua economia. (G1)
 Inferno no meio-oeste. Agentes prisionais são acusados de tortura e de exigir favores sexuais de ao menos 27 detentas em troca de regalias em presídio de Santa Catarina. (Agência Pública)
Oliver Stone desmonta a versão oficial do assassinato de JFK com novos documentos antes sigilosos. Cineasta apresenta em Cannes um esplêndido documentário com material do Governo norte-americano e que joga por terra os mitos da ‘bala mágica’ e de Lee Harvey Oswald como único franco-atirador. (El País)

Empresários são os novos ídolos pop de um Brasil em crise e cada vez mais evangélico (BBC Brasil)

Pesquisa mapeia o perfil dos influenciadores transgêneros no Brasil. (Exame)

Pinterest proíbe todos os anúncios de produtos para perda de peso (Folha de S.Paulo)

Câmeras de alta tecnologia em lixeiras e análises de inteligência artificial estão ajudando empresas e cidades a gerenciarem melhor seus fluxos de resíduos. (Axios)

O TikTok está se tornando uma alternativa ao LinkedIn para empresas na procura por candidatos, especialmente os mais jovens. O seu novo programa Resumes, permite gravar um currículo em vídeo apresentando as habilidades de maneira mais criativa. (Business Insider)

62% dos millennials não pensam em comprar carro. Como isso muda a indústria automotiva? (Hypeness)

Tédio social ou por que não vamos mais com a cara de ninguém depois da pandemia. Especialistas concordam que exista uma apatia generalizada com a crise do coronavírus, mas insistem na importância de retomar as relações pelo bem da nossa saúde mental. (El País)

Há uma nova geração de fotógrafos que fazem fotografias virtuais14, ou seja, que são contratados por estúdios de games para captar momentos marcantes dos jogos. O mundo gamer hiper-realista está criando um novo ramo da fotografia. (Folha de S.Paulo). Já tem até premiação. (IGN)

Marta jogará nas Olimpíadas (de novo) sem patrocínio e reforça: ”Não é só pelo dinheiro”. Camisa 10 da seleção brasileira explica que optou por manter a mensagem que deu ao mundo na Copa do Mundo de 2019. (Globoesporte)

“Acabou a era do Girlboss. Seja bem-vinda a era da Girlloser” disse Gabrielle Moss, a escritora e editora do Bustle, publicação destinada a jovens mulheres. O texto fala sobre o péssimo momento que vivemos, a era do marketing emocional e a substituição do “tudo vai ficar bem” por uma cultura que apela pela normalização da incerteza e do desassossego. (Gabrielle Moss)