#089 – Atleta olímpico e motorista de aplicativo

DNA do Time Brasil em Tóquio

O Globoesporte fez um raio-x dos atletas brasileiros que estão nas Olimpíadas de Tóquio. São informações bem interessantes para entendermos quem são essas pessoas que lutam por medalhas.

São 309 atletas. Destes, 162 são brancos, 84 pretos, 59 pardos e 4 amarelos.
Ou seja: temos 52% de brancos num país onde 54% da população é negra – já temos aqui uma realidade diferente entre quem vai para os Jogos e do brasileiro em si.

Deste total, temos 164 homens e 145 mulheres. A disparidade entre os sexos já foi enormemente maior: Em 1984, por exemplo, eram 129 homens e 22 mulheres. Em 1996, foram 159 homens e 66 mulheres. Quase empatou em 2004: 125 para eles e 122 para elas – mas a diferença voltou a crescer a partir dali.

Segundo os dados, 31 dos atletas não foram vacinados contra a Covid-19.
O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) não divulgou os nomes.

Na delegação, o Brasil tem 26 bissexuais e 19 homossexuais.
Os heteros somam 251 – e 13 não responderam.

Quero destacar a questão financeira.

Quase 75% dos competidores tem Bolsa Atleta. Criado em 2005 pelo governo federal, o programa é considerado um dos maiores patrocínios individuais do planeta. Segundo o sie oficial da Agência Brasil, em 18 das 33 modalidades que o Brasil vai disputar no Japão, 100% dos atletas são bolsistas do programa:

– seis praticam tênis de mesa; 
– oito, vôlei de praia; 
– quatro, saltos ornamentais;
– cinco, ciclismo (levando em conta mountain bike e BMX); 
– sete, ginástica artística;
– três, taekwondo.

Já no atletismo, 48 dos 51 esportistas fazem parte do programa e, dos 26 atletas da natação, 25 integram o Bolsa Atleta.

O Brasil tem 131 atletas sem patrocínio. Caso de Pepê, da canoagem, que precisou investir R$ 100 mil do próprio bolso comprando equipamentos, isso sem contar gastos com viagens, competições, treinamentos.

Outro caso emblemático é o da camisa 10 da seleção brasileira de futebol e seis vezes melhor do mundi: Marta. Ela disputou as Olimpíadas sem patrocínio depois de recusar propostas de marcas esportivas por considerar os valores desproporcionais diante de sua história.

O medalhista de ouro no Rio de Janeiro em 2016 no salto com vara, Thiago Braz chegou a Tóquio sem clube depois de ser dispensado em plena pandemia – e com apenas três patrocinadores, nenhum brasileiro.

Mais um ponto importante de ser lembrado é o patrocínio do material esportivo. Apenas sete das 29 equipes brasileiras vão usar o uniforme oficial do Comitê fornecido pela marca chinesa Peak. No mais, as modalidades optaram por fornecedores oficiais.

Houve ainda 41 atletas que fizeram vaquinha para ir a Tóquio

Um dado chocante, ao meu ver, é que 33 atletas que estão em Tóquio tem outra profissão. Sim: a pessoa foi competir em alto rendimento, mas precisa trabalhar em outra coisa para conseguir sobreviver

Vejamos agora mais dados e características do Time Brasil

A preocupação do mundo em julho de 2021

A pesquisa “Quais as preocupações do planeta?” foi feita pela Ipsos e analisou as respostas 20,5 mil pessoas de 28 países entre 25 de junho e 09 de julho.

Para 36%, a Covid-19 é o assunto que mais traz preocupação em seus países. Depois aparecem desemprego (32%), pobreza e desigualdade social (31%) e corrupção política e financeira (30%).

Terrorismo, por exemplo, um tema que sempre gera muito medo é a preocupação principal par apenas 8%. Outro assunto bastante abordado, o controle de imigração é a maior preocupação para 11% – mesmo valor do tema “declínio moral”.

O interessante é que a preocupação com a Covid-19 vem caindo. Por outro lado, quando olhamos o gráfico, começamos a ver um crescimento da preocupação com o desemprego e a corrupção política e financeira – assuntos mais ligados com o pós-pandemia

A Malásia é o país com o maior índice de preocupação com a Covid-19: 76% dos cidadãos afirmaram que a pandemia é o principal motivo que lhes deixam preocupados.

Em seguida aparece o Japão (59%), a Coreia do Sul (52%) e a Austrália (52%). Depois vem o Peru (47%) e o Brasil (46%).

Do outro lado da tabela, temos os países com baixos índices de preocupação com a pandemia. Em último está a Suécia com 14% – seguido da Hungria (15%), Turquia (22%), Bélgica (22%) e Argentina (24%). Os EUA vem na sequência com 25%.

Na Europa, por exemplo, britânicos estão muito mais preocupados do que os poloneses, por exemplo. Holandeses têm mais preocupação do que os italianos e alemães do que os franceses.

Se pegarmos os BRIC, os brasileiros são os mais preocupados, seguidos dos indianos, sul-africanos e os russos fechando a lista.

Conseguimos ver na pesquisa a maior preocupação em cada país de acordo com o tema levantado – desemprego, pobreza, corrupção…

Os sul-africanos são os mais preocupados com o desemprego e o trabalho (62%) e corrupção política-financeira (60%).

Os russos são os mais preocupados com a pobreza e a desigualdade social (58%).

Os suecos são os mais preocupados com criminalidade e violência (63%).

Os canadenses são mais preocupados com a mudança climática (32%).

Vejamos as demais nações com os temas e as comparações:
a) desemprego e trabalho
2º – Itália (55%)
3º – Coreia do Sul (51%)
4º – Colômbia (49%)
5º – Espanha (49%)
13º – Brasil (29%)

  • apenas 18% dos norte-americanos estão preocupados com isso;
  • quatro em cada dez argentinos estão preocupados com o tema;
  • metade dos sul-coreanos estão preocupados;
  • há duas vezes mais colombianos do que britânicos preocupados;

b) pobreza e desigualdade social
2º – Hungria (45%)
3º – Colômbia (44%)
4º – Turquia (40%)
5º – Chile (37%)
7º – Brasil (35%)

  • os sauditas são os menos preocupados entre todos;
  • há duas vezes mais turcos do que norte-americanos preocupados;
  • quatro em cada dez chilenos têm essa preocupação;
  • temos mais mexicanos do que peruanos preocupados;

c) corrupção política-financeira
2º – Colômbia (55%)
3º – Peru (53%)
4º – Hungria (53%)
5º – Malásia (51%)
7º – Brasil (37%)

  • um em cada 10 suecos tem essa preocupação;
  • temos três vezes mais espanhóis preocupados do que franceses;
  • há o dobro de argentinos em relação aos holandeses;
  • sul coreanos são mais preocupados do que japoneses;

d) criminalidade e violência
2º – México (63%)
3º – Chile (57%)
4º – África do Sul (45%)
5º – Argentina (41%)
12º – Brasil (27%)

  • russos são os menos preocupados: 6%;
  • há três vezes mais australianos preocupados do que poloneses;
  • temos quase quatro vezes mais peruanos preocupados do que sauditas;
  • norte-americanos são três vezes mais preocupados do que os sul coreanos;
  • há o dobro de holandeses preocupados quando comparamos com os canadenses;
  • japoneses são quatro vezes menos preocupados do que os franceses;

d) mudança climática
2º – Alemanha (30%)
3º – Austrália (28%)
4º – França (24%)
5º – Holanda (24%)
25º – Brasil (3%)

  • malaios não estão nem aí pra isso: apenas 1% se preocupa;
  • japoneses se preocupam mais do que os sul coreanos;
  • franceses se preocupam o dobro dos húngaros;
  • britânicos são quatro vezes mais preocupados do que os israelenses;
  • os sulamericanos não se preocupam nem um pouco;

A pesquisa analisou se as pessoas acham que seus países estão indo para a direção certa ou errada. No geral, 63% disseram que está no caminho errado.

A Colômbia é o país com maior número de pessoas que acham que a nação está no rumo errado: 88%. Vale lembrar que o país passa por duros protestos populares há meses – isso sem contar o histórico de violência que vem desde os anos 80. 

Depois aparece o Peru com 86%. Também não podemos deixar de lado a recente eleição presidencial que dividiu o país e colocou na presidência um ex-professor do interior e de esquerda.

A África do Sul vem na terceira posição com 83%. O país também passa por uma turbulência política desde que o ex-presidente Jacob Zuma foi preso acusado de corrupção na compra de armamentos e por supostamente favorecer empresários enquanto esteve na liderança do país. Houve protestos no país e o clima permanece incerto.

Temos na sequência na Turquia (82%) e o Brasil com 76%).

No outro extremo temos a Arábia Saudita: 82% acreditam que o país está no rumo certo. O reino saudita sempre está envolvido em acusações contra os direitos humanos e de patrocinar grupos jihadistas considerados terroristas em vários países. Isso sem contar as leis mega antigas que ainda regem o país, principalmente quando falamos nos direitos das mulheres. Mesmo assim, a esmagadora maioria da população acha que o país está no rumo certo.

Em segundo aparece a Índia com 60%. Narendra Modi é o primeiro-ministro indiano, um líder bem próximo dos movimentos populistas de extrema-direita. Por lá, há problemas sociais históricos, embates entre muçulmanos e hindus e uma gestão péssima da pandemia. Mesmo assim, o povo acredita que o país está no caminho certo.

Russo são mais otimistas com o país do que os italianos.
Alemães são mais otimistas com o país do que os norte-americanos.
Israelenses mais otimistas com o país do que os sul-coreanos.

🇩🇪 Manifestantes contrários às medidas anticoronavírus vão para as ruas de Berlim e polícia prende centenas de pessoas (DW)

🇲🇽 Uniforme, nacionalismo e xenofobia: a polêmica que rodeia a seleção mexicana de softball (El País)

🇵🇪 Novo gabinete ministerial do Peru assusta os moderados do governo. (El País)

🇻🇪 “É como se a Venezuela não existisse mais”. A odisseia das crianças que deixam sem volta o país. (BBC)

🇦🇷 Gerónimo Carolina: a história da primeira pessoa não binária com documento argentino (La Nación)

🇨🇦 Ataques a igrejas se multiplicam no Canadá após a descoberta de túmulos em internatos para indígenas. Pelo menos 48 templos, em sua maioria católicos, sofreram incêndios ou outros atos de vandalismo nos últimos dois meses. (El País)

🇭🇰 Manifestante de Hong Kong é condenado a 9 anos de prisão em primeiro julgamento sob Lei de Segurança Nacional (O Globo)

🇰🇵 Coreia do Norte e compras pela internet? Conheça a Manmulsang, a “Amazon estatal” norte-coreana. (Centro de Estudos da Política Songun-Brasil)

🇯🇵 A polêmica retirada de moradores de rua de Tóqui para as Olimpíadas (BBC)

🇮🇷 Medalha de ouro em Tóquio, iraniano faz parte da Força Quds do Corpo de Guardas da Revolução Islâmica do país, grupo designado como organização terrorista. (Globoesporte)

🇪🇨 Neisi Dajones é a primeira mulher a conquistar uma medalha de ouro em Olimpíadas para o Equador (El Universo)

🇰🇷 An San, de 20 anos, bateu um recorde olímpico e ganhou três medalhas de ouro em Tóquio – no tiro com arco individual feminino, por equipes feminino e misto. Mas em país, a  Coreia do Sul, se fala mais sobre seu cabelo curto. O corte de cabelo de An fez com que ela fosse atacada com virulência por grupos de homens coreanos que a insultaram e chegaram a exigir que pedisse desculpas e devolvesse seus títulos olímpicos recém-conquistados. (El País)

🇧🇾 Kryscina Tsimanouskaya, corredora da Belarus, fez críticas aos técnicos de sua equipe e foi retirada do quarto em Tóquio para ser levada ao aeroporto. (Globoesporte)

🇧🇹 Butão vacina 90% da população em apenas uma semana (Exame)

#MandaDicas

No domingo de 7 de abril de 2019, militares do Exército dispararam mais de oitenta tiros contra o carro onde estavam o músico Evaldo Rosa e sua família. Evaldo morreu no local. O catador de recicláveis, Luciano Macedo, que tentou socorrer a família, também foi atingido e morreu no hospital dias depois. Pelo menos desde 2010, a ação do Exército nas chamadas Operações de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) teve como consequência a morte de inocentes. Este livro pretende explicar com minúcia quais foram os danos colaterais que o uso crescente de militares em operações de segurança pública de civis trouxe para a nossa sociedade, além de explicitar as tensões cotidianas entre soldados e membros das comunidades em que foram estabelecidas forças de pacificação. Os danos colaterais podem ser poucos para efeitos estatísticos, mas têm desdobramentos enormes, e não só para familiares e amigos. Eles resultam numa gradual e constante perda da confiança na Justiça e representam uma ampliação do papel dos militares na política que parece ir na contramão do desenvolvimento de um Estado democrático. Dano colateral conecta, com maestria, os acontecimentos ocorridos em complexos como o da Maré e do Alemão com ações políticas mais amplas no âmbito do governo federal e da justiça civil e militar. (Texto – Companhia das Letras)
Negacionista, subversivo, ofensivo, populista, tudo isso é mencionado a respeito do governo Bolsonaro mas pouco é falado sobre a genealogia das ideias que baseiam os seus principais agentes e de onde surge a inspiração que permeia o universo mental bolsonarista.  É um raio x dessas ideias o objetivo do meu livro. Observei tudo acontecer de dentro da bolha da direita, o radicalismo crescer de forma exponencial, os pilares da Democracia Liberal sofrerem ataques sistemáticos e, diante do abismo, optei me aprofundar no assunto realizando uma ampla pesquisa que se iniciou em 2018 – logo após as eleições. Centenas de livros, artigos acadêmicos, observação atenta dos discursos nas redes sociais e o fato de ter sido não apenas espectadora mas também, em certos momentos, coadjuvante neste processo de sequestro do debate público pela Direita Radical e Extremista, auxiliaram-me a compreender com clareza o que é o Bolsonarismo. Seu surgimento, seus conceitos, métodos, inspirações, suas relações com outros agentes de Direita Radical da Europa e EUA, seus objetivos – que são romper com a ordem Liberal do pós-guerra, com as conquistas do Estado de Direito, proteção de minorias e a Imprensa livre – e o que é a  Alt-Right ( Direita Alternativa ), eu conto para vocês, leitores. (Texto – Michele Prado)

Leituras complementares

PTB bolsonarista filia integralistas e ruma à extrema-direita (O Estado de S.Paulo)

Pesquisadora encontra carta de Bolsonaro publicada em sites neonazistas em 2004. (The Intercept)

Ataques de Bolsonaro contra a imprensa aumentar 74% no primeiro semestre (Abraji)

Bolsonaro fez 1.682 declarações enganosas em 2020,  uma média de 4,3 por dia. (Artigo19)

Bolsonaro impõe sigilo de 100 anos sobre acesso dos filhos ao Planalto (UOL)

Aliança de religiosos com a direita molda política brasileira desde a ditadura, sustenta historiador (Folha de S.Paulo)

Médicos usam Telegram e Google Forms para receitar, de graça, ivermectina e cloroquina (Núcleo Jornalismo)

Exército quer acabar com excesso de “tuitadas” de generais (Sociedade Militar)

Dallagnol e esposa comprar segundo apartamento em condomínio de luxo em Curitiba (Brasil247)

Futuros espiões: NSA financia acampamento de férias para jovens que falam português. Agência de espionagem americana denunciada por Snowden se junta a universidade para ensinar segurança digital a jovens, facilitando o recrutamento de espiões com foco no Brasil. (Agência Pública)

Bico proibido emprega ao menos 47 mil guardas e policiais. (revista piauí) Amantes-robô, vibradores-despertador e infidelidades virtuais: o sexo que as novas tecnologias trazem. Brinquedos eróticos, o pornô em realidade virtual e os dispositivos terapêuticos fazem parte de uma revolução que abre múltiplos debates éticos. (El País)

Tóquio, cidade noir. Neons e cenários cyberpunk ao estilo “Blade Runner”: passeie pela madrugada da capital japonesa através do olhar do designer de games e multiartista digital Liam Wong. (UOL)

Alongamento, achocolatado, fogueira, droga: seve de tudo para morador de rua espantar o frio (Ponte Jornalismo)

Criptomoeda para apoiadores de Trump, Magacoin vaza dados de usuários uma semana depois do lançamento (B9)

Médium brasileiro que atende a ONU diz que Lula é D. Pedro 2º reercarnado (UOL Tab)

Perfis de fofoca no Instagram faturam alto com fake news e cancelamento (Splash UOL)

Assédio e estupro: atrizes pornôs acusam diretor brasileiro premiado (Splash UOL)

Deslocamento em tempos de pandemia: o que os insights do Waze dizem sobre os novos caminhos dos consumidores. (Think With Google)

Nas redes, atletas brasileiros rompem tabu e se posicionam, mostra levantamento (O Globo)

Equipe de esgrima americana protesta contra Alen Hadzic, integrante acusado de assédio sexual (O Estado de S. Paulo)

#ChargeDaSemana

Charge – Laerte

#FotosDaSemana

Laura Pigossi e Luisa Stefani conquistam a 1ª medalha olímpica da história do tênis brasileiro depois de salvar quatro match points e virar contra russas. A história das duas é cheia de superações. A começar pelo fato de que elas não sabiam que estavam inscritas nas Olimpíadas. A oito dias dos Jogos, o presidente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT) ligou para Laura e perguntou se ela queria jogar – ele havia inscrito a atleta sem ela saber. Ela descobriu que, em duplas, as 10 primeiras do ranking mundial têm lugar garantido, junto com as parceiras escolhidas, e quem vai jogar simples também pode formar duplas e se inscrever, com as vagas restantes sendo distribuídas com base do ranking somado das jogadoras. Laura nunca achou que pudesse ter chance. Por isso, nem sequer conversou com a CBT sobre uma eventual inscrição. Sorte dela que Eduardo Frick resolveu arriscar. Sem nem avisar a jogadora, inscreveu a dupla dela com Luisa, e ficou esperando para ver o que acontecia. No último dia de inscrições finais, a Federação Internacional de Tênis (ITF) avisou que havia sobrado uma vaga e, na lista de espera, o Brasil era o próximo. Foi aí que Frick ligou para Laura, para saber se ela queria jogar. A atleta estava prestes a jogar a semifinal de um torneio satélite em Nur-Sultan, no Cazaquistão. Faltava só uma hora para o fim do prazo de inscrição quando ela atendeu o telefone e disse que sim, claro. Já era de tarde no Cazaquistão, de manhã no Brasil, e ainda de madrugada nos Estados Unidos, onde estava Luisa Stefani. E aí veio a segunda dificuldade. Ela estava dormindo e não acordava de jeito nenhum. Acabou ouvindo o celular e recebendo a novidade. Depois disso ainda tem o fato de que elas nunca haviam jogado juntas: Stefani mora nos EUA e Pigossi em Barcelona. (Foto – Patrick Semansky/AP)
Apenas Rebeca Andrade: ouro no salto e primeira brasileira a ganhar duas medalhas numa única edição
Foto: Laurence Griffiths/Getty Images