#095 – O dia depois de ontem [Edição Extra]

Estive ontem em São Paulo para acompanhar o 7 de setembro, tanto pelo lado dos apoiadores do presidente Bolsonaro quanto dos críticos a ele. A turma de apoio se concentrou na Av. Paulista, enquanto que a outra galera se reuniu no Vale do Anhangabau.

Eu já esperava que o ato pró-Bolsonaro fosse muito maior que o da esquerda, o que realmente aconteceu. Segundo dados oficiais, foram 125 mil pessoas na Avenida Paulista – ao meu ver, no Centro não chegou a 20 mil. O X da questão é que, mesmo com essa grande quantidade de gente, o número foi infinitamente menor do que o esperado pelos bolsonaristas – eles diziam em 2 milhões na Paulista.

Por lá, havia muita, mas muita organização. Dezenas e dezenas de vans e ônibus parados e com nomes de cidades mostrando que tínhamos ali caravanas de todo o estado de São Paulo. Muita gente estava com a mesma camiseta, o que também dava a entender que elas ganharam. Havia ainda muitas placas iguais e muito bem feitas, o que também dava a entender que foram produzidas a rodo. Isso sem contar com a estrutura dos trios elétricos com seguranças particulares e muita infraestrutura. Ou seja: o bolsonarismo fez um grande esforço para concentrar todo mundo ali.

Lá em 2015 e 2016, estive em todos os atos contra a então presidente Dilma e tentei fazer um paralelo da quantidade de gente de ontem em relação a aqueles atos. Neste 7 de setembro, estava completamente lotado em uns 2/3 quarteirões da Paulista, ao contrário do passado, onde os manifestantes tomaram a avenida de ponta a ponta. Logo, acredito que devíamos ter por volta de 130 mil pessoas mesmo.

O interessante é que ali estava a nata do bolsonarismo: evangélicos em peso; muita gente com aspecto do interior; senhoras para tudo quanto é lado; sinais religiosos em todos os cantos; uma ode ao armamento em camisetas e faixas; masculinidade aflorada; famílias tradicionais com crianças. Destaco a grande quantidade de faixas em inglês. Por quê? Primeira ideia que tenho é para tentar mandar uma mensagem ao exterior sem passar pela mídia tradicional. Segundo, explicada pelo professor Fabio Malini nesta newsletter, é para a mensagem ganhar relevância nos fóruns internacionais da extrema-direita.

Minha opinião sobre tudo?

  • ontem vimos o teto do bolsonarismo – e esse teto não chega nem a 10% da população. Ele não cresce mais que isso. Pode angariar um pouco mais por causa do anti-petismo e da parte econômica, mas ontem vimos que a sua força é limitada e aglutinada dentro de um grupo coeso. 
  • as redes bolsonaristas bombaram demais, mas não conseguiram dominar a narrativa das redes fora de suas bolhas. O anti-bolsonarismo foi mais forte e pautou. Vale dizer que isso aconteceu no ambiente aberto da rede, mas eles ainda dominam muito os circuitos fechados das suas comunicações, como os grupos de Telegram e WhatsApp e os canais no Youtube. Ao que tudo indica, eles estão falando para eles mesmos.
  • o 7 de setembro serviu para chacoalhar alguns atores políticos que fingiam que nada estava acontecendo.
  • na imprensa internacional, mal tivemos destaque. Achei as reportagens bem escondidas e sem grande relevância. O destaque dado por eles foi, claro, o extremismo do presidente.

Sobre a  esquerda? Acredito que ela não conseguiu destaque nenhum – seja pela pouca mobilização ou pelo destaque maior em torno do bolsonarismo. Ela continua falando para si e sem chegar em quem precisa: fora da bolha. 

Abaixo algumas imagens que fiz. Não consegui fotografar muito pois estava muito cheio e eu não estava completamente confortável. Resolvi fazer uma linha mais de “tirada de sarro” – pegada que eu gosto.

As opiniões nos três principais jornais do Brasil

O mito na caverna. Atos da Independência confirmam isolamento progressivo de Bolsonaro rumo à inviabilidade (Editorial – Folha de S.Paulo)

O dia seguinte. O presidente Jair Bolsonaro exibiu ontem exatamente o que tem mostrado desde o início do mandato: sua irresponsabilidade e seu isolamento político. (Editorial – Estadão)

O xadrez que pode levar ao impeachment de Bolsonaro (Malu Gaspar – O Globo)

Autoritarismo nas ruas (Bruno Boghossian – Folha de S.Paulo)

A lei da física e da política: toda a ação gera uma reação (Eliane Cantanhede – Estadão)

Caricatura de ditador (Rosângela BIttar – Estadão)

Presidente admite delinquência e seu pavor de acabar preso (Igor Glegow – Folha de S.Paulo)

Instituições precisam acionar os freios na ladeira abaixo do governo Bolsonaro (Eloisa Machado de Almeida – Folha de S.Paulo)

Há três setes na mesa dele. Bolsonaro está sem rumo e ameaça sair do quadrado. (Elio Gaspari – O Globo)

O extremismo estratégico para inviabilizar a eleição (Isabela Kalil – Estadão)

No DF, o “esquema evangélico” de Bolsonaro falhou, mas não o deixou na mão na Paulista (Lauro Jardim – O Globo)

Bolsonaro transforma 7 de setembro em dia nacional do golpismo (Bernardo Mello Franco – O Globo)

País de cornos (Mariliz Pereira Jorge – Folha de S.Paulo)

“Não se faz país avançar na anarquia” (Miriam Leitão – O Globo)

Quem estava na Av. Paulista

Andando pela Av. Paulista, percebi de cara uma mudança no foco da crítica de quem estava lá. Se antes do grande vilão era Lula/PT, agora o armamento bolsonarista estava mirado para o Supremo Tribunal Federal (STF) e os seus ministros. Claro que havia muitas críticas ao ex-presidente Lula e ao seu partido, mas, nessa linha ideológica, o foco estava mais para uma ameaça comunista. Mas deu para perceber claramente que a grade crítica do bolsonarismo era ao Supremo –  e a pesquisa coordenada pelo professor Pablo Ortellado, da Universidade de São Paulo (USP), mostrou isso.

“É a base consolidada do bolsonarismo. Os votos do primeiro turno mostram isso. As pessoas que vão às mobilizações de rua, independentemente se são de apoio ou contra o presidente, são um público mais velho, mais escolarizado e mais rico” disse o professor para O Globo.

O viés conservador também dava para ver bastante em muitos símbolos religiosos e camisetas a favor do armamento, por exemplo.

Outro fato que me chamou bastante atenção foi a inexistência de críticas ao Congresso, fato esse que era bastante forte no começo das manifestações bolsonaristas e até na época dos atos a favor da Lava Jato – Rodrigo Maia e David Alcolumbre, por exemplo, que eram presidentes da Câmara e do Senado respectivamente, eram alvos fáceis para as pessoas. Agora não mais: o Congresso saiu de foco e a própria pesquisa mostra isso quando apenas 3% disseram que ele é o inimigo do presidente. O que não faz um bom Centrão…

As consequências de 7 de setembro

O grupo Direitos Já – Fórum pela Democracia fez uma plenária na noite de ontem mesmo e pretende realizar uma série de ações para reforçar a pressão pelo impeachment. Participaram das conversas alguns representantes do PT, PSDB, REDE, DEM, DEM, PSB, PSL, PV e Cidadania. Segundo o que foi discutido, haverá uma grande manifestação para unir “de Lula a Fernando Henrique Cardoso”. Há ainda a possibilidade do grupo aderir aos atos que estão convocados para o próximo domingo – organizados pelo MBL e Vem pra Rua (Vera Magalhães – O Globo)

PSD cria comissão para decidir se apoiará impeachment. O grupo vai ser criado hoje com composição inicial do presidente da legenda, Gilberto Kassab, e dos líderes do partido na Câmara, Antonio Brito (BA) e no Senado, Nelsinho Trad (MS). (Poder360)

O PSDB convocou uma reunião da executiva do partido para debater o impeachment. Em nota oficial em suas redes sociais, o partido diz que a reunião ocorre “diante das gravíssimas declarações do presidente da República no dia de hoje, para discutir a posição do partido sobre abertura de Impeachment e eventuais medidas legais”. (CNN)

Presidente do Senado cancela sessões remotas e comissões desta semana. O fato aconteceu depois de Rodrigo Pacheco ser pressionado a tomar uma posição em relação às falas de Bolsonaro durante os atos de 7 de setembro (Metrópoles)

Mourão ganha respaldo do centro em caso de impeachment; Lira mira na cassação da chapa no TSE (O Estado de S. Paulo)

Presidente do Supremp, ministro Luiz Fux, vai se manifestar sobre os atos do 7 de setembro durante a abertura da sessão da Corte de hoje (G1)

Abertura de processo de impeachment será “inevitável”, diz Marcelo Ramos, vice-presidente da Câmara dos Deputados (Correio Braziliense)

Comícios pró-Bolsonaro podem ser prelúdio de controle do poder, dizem especialistas (The New York Times)

Bolsonaro ameaça com poder firme o STF em uma grande mobilização (El País)

Os fanáticos de Bolsonaro vão para as ruas para incitar pelotões de fuzilamento e golpes (The Guardian)

Bolsonaro: só Deus vai me tirar do poder (BBC)

No dia nacional do Brasil, Bolsonaro consegue ampla mobilização e ameaça mais um pouco a democracia (Le Monde)

“Só Deus vai me tirar de Brasília” desafia Bolsonaro (Al Jazeera)

Bolsonaro ameaça suprimir o poder do Supremo (TeleSUR)

A elite como inimiga global (Tagesschau)

Jair Bolsonaro disse que não vai para a prisão e que “só Deus” vai tirá-lo da presidência (Clarín)

Jair Bolsonaro ameaça a Corte com um golpe: “Só Deus vai me tirar” (La Nacion)

#PodcastsParaHoje

O feriado de 7 de Setembro foi marcado por diversos atos contra e a favor do presidente Jair Bolsonaro. Foi um longo dia de tensão e ameaças, parte delas feitas pelo próprio presidente, que a cada discurso atacava, mesmo que indiretamente, ministros do Supremo Tribunal Federal. Já na madrugada de segunda-feira, 6, um grupo de apoiadores do presidente furou o bloqueio de segurança e conseguiu entrar com carros e caminhões na Esplanada dos Ministérios em Brasília. Ao contrário do anunciado pela Polícia Militar do Distrito Federal, não houve um cordão de revista na chegada dos manifestantes bolsonaristas ao local. Pela manhã, Bolsonaro participou do hasteamento da bandeira, andou de helicóptero sob o local e desfilou no tradicional Rolls-Royce até a Praça das Bandeiras com a condução do ex-piloto de Fórmula 1, Nelson Piquet. Quando discursou, o presidente atacou o STF e falou que pretende se reunir com o “Conselho da República”. Em São Paulo, no protesto da Avenida Paulista, Bolsonaro voltou a falar sobre a urna eletrônica e exigiu voto impresso e auditável e desta vez direcionou suas críticas ao ministro Alexandre de Moraes. Os ataques do presidente Jair Bolsonaro nas manifestações também mobilizaram PSDB, PSD, Solidariedade e MDB a discutirem um novo pedido de impeachment contra o chefe do Executivo. No episódio desta quarta-feira do Estadão Notícias vamos ouvir o relato dos repórteres do Estadão que participaram da cobertura dos protestos. Em São Paulo, o repórter Tulio Kruse, e de Brasília a repórter Camila Turtelli. Para fazer uma análise de como será o contexto político daqui para frente convidamos a colunista do Estadão e da Rádio Eldorado, Eliane Cantanhêde, e também o cientista político da Consultoria Pulso Público, Vitor Oliveira.
Nas manifestações do Dia da Independência, nesta terça-feira (7), o presidente Jair Bolsonaro fez ameaças golpistas contra o STF (Supremo Tribunal Federal), pregou a desobediência a decisões da Justiça e disse que só morto deixará a cadeira da chefia do Executivo. Bolsonaro discursou na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, e na Avenida Paulista, em São Paulo. O principal alvo foi o ministro do STF Alexandre de Moraes, responsável por medidas que vêm incomodando o presidente, como a prisão do ex-deputado Roberto Jefferson (PTB). Os atos foram dominados por faixas, cartazes e gritos autoritários e antidemocráticos dos bolsonaristas. Segundo a Polícia Militar, a manifestação na Paulista teve 125 mil pessoas –os organizadores esperavam 2 milhões. No Café da Manhã desta quarta-feira (8), o diretor da sucursal de Brasília da Folha, Leandro Colon, fala sobre quais serão os desdobramentos dos atos, analisa o discurso de Bolsonaro e avalia o poder de mobilização de um presidente isolado politicamente.
Ameaças golpistas do presidente e de seus apoiadores marcaram este 7 de Setembro de 2021. De Brasília a São Paulo, Jair Bolsonaro insuflou a massa contra o Supremo Tribunal Federal, seja na figura do ministro Alexandre de Moraes, o principal alvo, ou de Luís Roberto Barroso, que comanda a Justiça Eleitoral. Após as falas mais radicais do presidente desde que chegou ao poder, resta entender o que virá pela frente. Já se sabe que Bolsonaro terá uma resposta do presidente do Supremo Luiz Fux, na sessão marcada para esta quarta-feira. E que o Senado ficará sem sessões por dois dias por segurança e para avaliar o atual quadro político. Também é notório que o presidente voltará a atacar o sistema eleitoral, como fez em São Paulo, mesmo após a derrota do voto impresso no plenário da Câmara. E, nesse contexto, de que forma atuará o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), o mais importante aliado do presidente no Congresso, que tinha recebido de Bolsonaro o compromisso de não retomar o tema do voto impresso? Ele se manterá fiel? É dele que depende o avanço ou não de um processo de impeachment, que ganhou força entre os partidos políticos após os discursos desse 7 de Setembro atípico. No Ao Ponto desta quarta-feira, a colunista Malu Gaspar ajuda a entender como as principais forças políticas devem reagir aos discursos do presidente e o que pode-se esperar de Congresso e Supremo a partir de agora. O colunista Pablo Ortellado, professor da USP e estudioso da polarização política no Brasil, detalha os resultados de levantamento feito na Avenida Paulista, na terça-feira (7), que traça um Raio-X sobre o perfil dos manifestantes e as razões que os levaram à manifestação contra o STF e a favor do presidente.
O 7 de Setembro não trouxe ruptura, mas deixou claro que o presidente continuará dobrando a aposta na depredação institucional para se manter na cadeira. Ao discursar em dois dos eventos que convocou para a data, ele escalou mais um degrau, declarando abertamente que não pretende respeitar decisões do Supremo (no momento, as do ministro Alexandre de Moraes) e do Congresso (que já enterrou o voto impresso, ressuscitado por Bolsonaro na pregação desta terça). “Uma reação para tentar sair do cerco”, resume Maria Cristina Fernandes, colunista do jornal Valor Econômico e comentarista da Rádio CBN. Ela se refere tanto à ausência de respostas do governo para as crises econômica e social quanto ao avanço de investigações que vão das fake news às rachadinhas da família presidencial, passando pelas suspeitas de corrupção na compra de vacinas. “Bolsonaro pode estar fraco para se reeleger”, mas tem ainda um dispositivo para “dar cara de povo a seu golpismo”, diz a jornalista, que esteve no ato da avenida Paulista. Na conversa com Renata Lo Prete, Maria Cristina prevê que os ataques a Moraes acabem por “unir ainda mais” os ministros do Supremo. Quanto ao Congresso, embora a palavra impeachment tenha voltado a ser pronunciada, tudo continua a depender do grande ausente neste 7 de Setembro: o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).
Análise do 7 de setembro bolsonarista com Christian Lynch. E ao final do dia 7 de setembro de 2021, o editor Pedro Doria recebeu o cientista político Christian Lynch em uma edição ao vivo do ‘Conversas com o Meio’. Durante a transmissão, discutiram as implicações das falas inflamadas do presidente Jair Bolsonaro para seus apoiadores, analisaram a resposta da oposição e aliados, debateram a possibilidade de impeachment e o que se espera para o próximo ano de mandato de Bolsonaro.

#CapasDoDia

#GrafosDoDia

via Pedro Barciela 
O que o bolsonarismo conseguiu mobilizar hoje no Twitter está no cluster laranja: menos de 18% dos usuários que citaram as manifestações ou Bolsonaro hoje. Independente das mobilizações nas ruas, a narrativa do #flopou tomou de assalto as redes após o ato em Brasília. Observem como o #7deSetPelaLiberdade começa o dia com um enorme engajamento (2º gráfico). Porém, após o ato em BSB ser encerrado, a narrativa de o bolsonarismo não entregou o que prometeu ganha enorme destaque nas redes, bem como o #ForaBolsonaro. Porque o bolsonarismo prometeu e não entregou em BSB. Os caminhoneiros – enquanto categoria – não apareceram, por exemplo. Talvez em SP isso passasse desapercebido (ninguém esperava ver caminhoneiros na av. Paulista), mas em BSB e suas avenidas isso era esperado. Não rolou. Fato é que o bolsonarismo levou um tombo nas redes após o ato de BSB. Timing errado? Talvez. Av. Paulista antes de BSB ajudaria na disputa da narrativa? Quem sabe. Fato é que o bolsonarismo, nas redes, definitivamente não conseguiu entregar o que queria. Flopou.

via Fabio Malini às 19:56 de 07/09/2021 – análise do TELEGRAM
Primeira visualização de “mensagens encaminhadas” em canais de Telegram do bolsonarismo (feita em parceria com Athus Cavalini). São 639 canais que dispararam 49.543 mensagens hoje. Os pontos maiores representam os canais que mais tiveram msg compartilhadas. O grafo serve para identificarmos o núcleo duro do bolsonarismo no app. A curiosidade é que o Telegram do presidente ignorou o ato hoje.

Total de participantes: 1.0175.716
Total de participantes com infos coletadas: 168.602

Média de visualizações por mensagem de canais bolsonaristas do Telegram: 6.528
Total de views: 55.195.537

Aproximadamente 74% dos links compartilhados, com exceção dos links para o próprio Telegram, foram para o Youtube. Prato cheio para quem estuda cross-platform & message.

Mensagem encaminhada com mais visualização no Telegram bolsonarista foi um vídeo do ato de hoje em Brasília com legenda escrita em inglês. Aliás, uma estratégia para que o movimento ganhe disseminação em redes de extrema direita global. E assim bombe mais nas plataformas.

via Fabio Malini – análise do INSTAGRAM
As manifestações pró e contra Bolsonaro animaram o Instagram. 51 milhões de interações em 21 mil posts (likes e comentários). A rede #forabolsonaro no Insta conta com número bem maior de grandes influenciadores. A tag #7desetembro foi disputada pela imprensa e Bolsonaro. Curioso é a periferia da imagem (em cinza), com grandes influenciadores que possuem hashtags próprias (para não entrarem em treta), ainda que tenham participado das discussões. A rede bolsonarista menciona mais hashtags como estratégia para ser vista na área de busca, atingindo os usuários paraquedistas (que estão à procura de info sobre o tema). Contudo, a rede antibolsonaro simplifica + sua comunicação, aglutinando os grandes influenciadores.