#100 – Muito obrigado!

Feliz demais em poder te enviar a 100ª edição da minha newsletter!

Às vezes me pego pensando o motivo que me fez começar esse projeto – e não lembro muito bem. Poderia inventar toda uma história bonita, mas confesso que não tenho lembranças do início mesmo. Eu sempre gostei de escrever, de entender/ler sobre política e, principalmente, de falar e analisar tudo que vem acontecendo tanto no Brasil quanto no mundo. Eu apenas abri esse canal para que mais pessoas tivessem acesso as coisas que vou lendo por ai. E saiu esse projeto que tanto gosto de fazer.

Queria agradecer a você por estar aqui, por fazer parte de tudo isso, por confiar no meu trabalho e por gostar do projeto (espero eu risos). Fico muito feliz quando recebo um e-mail comentando sobre algo, alguém que pegou uma dica e curtiu demais, outra pessoa que soube do que está acontecendo por aqui… enfim: é muito legal mesmo!

Confesso que queria fazer mais. Não faço por simples falta de tempo. Estou trabalhando e vou encaixando este projeto nas noites e nos finais de semana. Vale lembrar que o Margem Jornalismo é um projeto que não ganho nada – exceto alguns lindos/lindas que apoiam sempre, pessoas essas que agradeço MUITO de coração.

Vale lembrar que o Margem Jornalismo sou apenas eu e mais ninguém. Eu que faço toda a curadoria, escrevo, edito, analiso, monto, envio… e quando tem o podcast, também cabe a mim fazer os contatos, o roteiro, entrevista, edição, artes… Ou seja: uma equipe de um homem só risos.

Espero que você continue voltando semanalmente e espalhando a mensagem por ai. Indique a nossa news para quem você quiser. Envie nosso site (margem.jor.br) para todo mundo ler o que já passou por aqui. Faça seus amigos e amigas se inscreverem para saber do que anda acontecendo por ai.

Acredito muito no Jornalismo como ferramenta fundamental para a democracia e para o futuro do país. Não podemos deixar de lado a informação com credibilidade, embasamento, independência e profundidade. 

Muito obrigado!
Pedro Chavedar

🇺🇸 Como o maior escritório de advocacia dos EUA leva a riqueza global para paraísos fiscais. (Agência Pública)

🇺🇸 Governador da Califórnia sancionou projeto de lei que exige seções de brinquedos com gêneros neutros nas lojas dos grandes varejistas. (Los Angeles Times)

🇨🇦 Estudantes de Ontario (Canadá) vão receber gratuitamente 18 milhões de produtos menstruais nos próximos três anos (CBC)

🇮🇹 Neta de Mussolini é vereadora mais votada nas eleições municipais de Roma. Rachele Mussolini, candidata ao partido de ultradireita Irmãos da Itália, chegou a receber mais de 8.200 votos. (Poder360

🇮🇹 A sombra do fascismo retorna à Itália. Ataque de ultradireitistas à sede do principal sindicato italiano em uma manifestação contra vacinas reabre o debate sobre a proibição de partidos fascistas. (El País)

🇩🇪 AfD aceita sina de partido com pecha de racista. Saída do “moderado” Jörg Meuthen de sua presidência empurra a sigla alemã de ultradireita para onde ela sempre quis estar: junto ao eleitorado mais radical, que não se importa em ser chamado de nazista. (DW)

🇵🇹 Quando o bolsonarismo encontra a extrema direita de Portugal. Apesar da derrota de Trump, a extrema direita global continua a se movimentar. Sob a mediação do Vox na Espanha, salazaristas ressurgem na cena internacional e começam a se aproximar da família Bolsonaro com graves consequências para os dois países. (Jacobin)

🇫🇷 O enredo do sequestro de uma criança francesa mostra a influência global do QAnon (AP)

🇧🇪 Manifestantes marcharam por Bruxelas para pressionar os líderes mundiais a tomarem medidas mais ousadas para combater a mudança climática (AP)

🇳🇱 Herdeira do trono holandês pode casar-se com outra mulher. (O Globo)

🇦🇹 Suspeito de corrupção, chanceler austríaco Sebastian Kurz deixa o cargo. Kurz é suspeito de ter usado fundos governamentais para garantir um tratamento midiático favorável. De acordo com o Ministério Público, entre 2016 e 2018 foram publicados artigos e pesquisas favoráveis a Kurz em troca da compra de um espaço publicitário pelo Ministério da Fazenda, na época nas mãos dos conservadores. (UOL)

🇻🇦 Papa abre maior consulta democrática da história da Igreja, que pode mudar futuro da instituição. (BBC)

🇨🇳 O caso de estupro que gerou revolta sobre ‘happy hours’ na China. (BBC)

🇨🇱 Ministério Público chileno abriu investigação contra o presidente Sebástian Piñera por supostas irregularidades na venda, por 152 milhões de dólares, de suas ações em um megaprojeto de mineração por meio de uma empresa em um paraíso fiscal, em 2010. (El País)

🇨🇱 Presidente do Chile militariza área de conflito com indígenas mapuches (La Tercera)

🇵🇪 Presidente peruano escolhe Mirtha Vásquez como chefe do Conselho de Ministros. Advogada e ex-congressista de esquerda, Vásquez também é ambientalista e defensora dos direitos humanos. (El Comercio)

🇻🇪 Jogadoras da Venezuela acusam ex-treinador da seleção de abuso sexual. Segundo relato divulgado nas redes sociais, uma atleta confessou às companheiras ter sido abusada desde os 14 anos pelo panamenho Kenneth Zseremeta. (Globoesporte)

🇨🇴 “Ninguém pode nem deve isolar o Brasil” diz presidente da Colômbia, que tem encontro marcado com Bolsonaro (O Globo)

🇧🇴 Bolivianos se mobilizam contra tentativa golpista (TeleSUR)

🇲🇽 López Obrador: o lutador social e seus enigmas. É o fenômeno político mais forte da história recente do México. Aposta em políticas voltadas para os pobres e discursos duros contra as elites. Na metade de seu mandato, o país vive dias incertos. Suas palavras sobre os excessos da conquista continuam agitando o debate. (El País)

🇲🇱 O governo de transição do Mali anunciou a libertação da religiosa colombiana Gloria Cecilia Narváez, que havia sido sequestrada em 7 de fevereiro de 2017, na fronteira do país africano com Burkina Fasso, por um grupo jihadista aliado a Al Qaeda (El Tiempo)

🇸🇴 O tribunal superior da ONU concedeu à Somália o controle da maior fatia de uma parte potencialmente rica em petróleo e gás no Oceano Índico, depois de uma dura batalha legal com o Quênia. (Al Jazeera)

🇦🇫 Atentado em mesquita xiita do Afeganistão deixa ao menos 50 mortos (The Washington Post)

#MandaDicas

No pampa argentino, na metade do século passado, argentinos e imigrantes trabalham na terra e com a terra em pleno verão ardente, sob uma aparente calma. É preciso cultivar os grãos, levar o gado para pastar, ordenhar as vacas, domar cavalos, cuidar dos porcos e da vida alheia. São hábitos diários, assim como remendar calcinhas, ouvir rádio e compartilhar o mate. Por causa disso, a protagonista de Janeiro, uma adolescente de dezesseis anos chamada Nefer, anda muito angustiada. Desde o começo da trama, ela vive o terror de: o que será que vão pensar? Nefer foi estuprada e está grávida. Assim sabemos, de uma vez, do mesmo modo que arrancamos um curativo da pele. E como lidar com uma situação dessas e, ainda por cima, em uma comunidade que não tem e/ou nega acesso à informação, à saúde e a qualquer possibilidade de afeto? Logo chegará o tempo da colheita e, com ela também a barriga prenha, por conta disso, o corpo de Nefer, quase impróprio, só espera mesmo por um milagre. Sara Gallardo, autora de Janeiro – sua primeira obra publicada e ainda nos anos 1960 na Argentina – provavelmente não sabia o quanto sua obra ganharia o mundo e se tornaria um marco na literatura nacional não só pela subversão da tradição naturalista/realista, mas também por trazer à luz alguns temas fundamentais muito antes de que estes se tornassem pautas urgentes na boca de todes. (Texto – Amazon)
A história se dá em torno das lembranças de Blanca Nieves, que narra em primeira pessoa passagens da infância vivida na fazenda Pedra Azul, antes de sua família mudar-se para Caracas. Filha do dono da fazenda, Blanca (e suas cinco irmãs) recebe tratamento de “princesa” em Pedra Azul, local que conta com engenho de cana, curral, jardim, pomar, cachoeira – sendo, assim, oferecido à sua família uma vida de total bem-estar; e, ao leitor, um ambiente bucólico, de sonhos, nostalgia e também conflitos. Por meio das lembranças de Blanca, compreendemos inclusive questões de classe, raça, gênero e religião que permeiam as relações em Pedra Azul.
(Texto – Oficina Raquel)
MAID. A minissérie com 10 episódios conta a história de uma mãe solteira que trabalha como faxineira e luta para sobreviver contra a pobreza, a possibilidade de perder sua casa, o relacionamento abusivo, a violência doméstica e mais… Na narrativa, ao se livrar de um ex-namorado abusivo, Alex (Margaret Qualley) precisa fugir. Para sustentar a si mesma e a filha, sem contar com a ajuda de ninguém, ela começa a trabalhar como doméstica, percebendo que as coisas podem ser mais complicadas do que ela imaginava.
A exposição Carolina Maria de Jesus: Um Brasil para os brasileiros é dedicada à trajetória e à produção literária da autora mineira que se tornou internacionalmente conhecida com a publicação de seu livro Quarto de despejo, em agosto de 1960. Tem como objetivo apresentar sua produção autoral que incluiu a publicação, em vida, de outras obras. Além de destacar suas incursões como compositora, cantora, artista circense. Uma multiartista. (Texto – Instituo Moreira Sales)

Entrada gratuita, com agendamento prévio.
Térreo, 5º, 8º e 9º andar, além de obras na Avenida Paulista
Avenida Paulista, 2424
25/9/2021 a 30/1/2022
Infos – IMS
Neste programa Giselle Camargo conversa com Andrés Buzzone, autor do livro Ciberpopulismo: política e democracia no mundo digital. Filósofo, comunicador e velejador, Andrés questiona o papel das redes sociais na crise democrática que atinge vários países do mundo. Estamos polarizados e a notícia não é boa, sem diálogo não há espaço para a mudança. 

Leituras complementares

Para uma derrota mais do que previsível em 2022, Bolsonaro não irá. Em conversa com ministros, ele admite que poderá indicar outro nome para sucedê-lo. Descarta passar a faixa presidencial para Lula. (Metrópoles)

ONG internacional denuncia Bolsonaro em Haia por destruição da Amazônia. (El País)

PF aponta indícios de que Allan dos Santos tentou estimular Bolsonaro e parlamentares a dar golpe durante atos no início da pandemia. (O Estado de S. Paulo)

Bolsonaro cria perfil no Tiktok (Núcleo Jornalismo)

Cinegrafista da GloboNews é agredido por bolsonarista em Aparecida. Agressor é professor da rede pública em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. “Se eu pudesse, matava vocês”, disse aos jornalistas. (Metrópoles)

Fusão entre PSL e DEM quer Sergio Moro como candidato à Presidência em 2022 (Estado de Minas)

Após críticas, PT corre atrás de candidatos negros mirando bancada em 2022 (UOL)

“Prioridade é vacina ou absorvente?”, diz Damares ao defender veto de Bolsonaro (Poder360)

Senador da CPI trabalhou com Gabinete Paralelo de Carlos Wizard para popularizar cloroquina (The Intercept)

Ministério da Economia corta 92% de recursos destinados à ciência (Metrópoles)

Em escola cívico-militar, bônus de oficial da reserva supera salário de professor. (Terra)

Governos estaduais reduzem gastos com educação apesar de aumento de receita. (Folha de S.Paulo)

As finanças do céu: a milionária rede dos Legionários de Cristo em um paraíso fiscal. A congregação religiosa criou uma estrutura ‘offshore’ com 1,6 bilhão de reais em ativos enquanto o Vaticano investigava a opacidade de suas contas. Os ‘Pandora Papers’ contradizem a Legião, que tinha informado não possuir mais esse tipo de arquitetura financeira (El País)

Apagão levanta questões sobre dependência em produtos do Facebook (Núcleo Jornalismo)

Telegram abriga pornografia e venda de armas e é potencial ‘vilão’ das eleições (O Globo)

‘Nunca imaginaríamos um doente como esse sendo nosso vizinho’, diz mãe de vítima da tentativa de estupro por neonazista (Extra)

Por que algoritmos das redes sociais estão cada vez mais perigosos, na visão de pioneiro da Inteligência Artificial. (BBC)

Crise econômica e “febre do ouro” fazem garimpo ilegal avançar sobre áreas de preservação no Pará (TAB UOL)

Playboy rompe barreiras e coloca primeiro homem vestido de coelhinha na capa (Yahoo Brasil)

Covid-19 já é maior causa de mortes por doença de pessoas entre 10 e 19 anos (UOL)

Superman será bissexual em nova HQ. (El País)

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