#101 – Semana muito importante para o futuro do Brasil

Nesta terça-feira, o senador Renan Calheiros, relator da CPI da Covid, apresenta o relatório final de meses de investigação. Segundo o documento final, o qual o jornal O Estado de S.Paulo teve acesso, a conclusão é que o governo Bolsonaro agiu de forma dolosa, ou seja, intencional, na condução da pandemia e, por isso, é responsável pela morte de milhares de pessoas.

“O governo federal criou uma situação de risco não permitido, reprovável por qualquer cálculo de custo-benefício, expôs vidas a perigo concreto e não tomou medidas eficazes para minimizar o resultado, podemos fazê-lo. Aos olhos do Direito, legitima-se a imputação do dolo (intenção de causar dano, por ação ou omissão)” diz um trecho do relatório final de 1.052 páginas.

De acordo com o documento, o presidente Bolsonaro e o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello serão acusados de homicídio qualificado.

O relator Renan Calheiros dividiu o documento em 13 (coincidência ou cutucada?) pontos temáticos para entendermos tudo que aconteceu:
1 – Gabinete paralelo
2 – Imunidade de rebanho
3 – Tratamento precoce
4 – Oposição a medidas não farmacológicas
5 – Atraso na compra de vacinas
6 – Crise no Amazonas
7 – Vacina Covaxin
8 – Hospitais federais no Rio de Janeiro
9 – Caso VTCLog, a operadora de logística
10 – Análise orçamentária da pandemia
11 – Proteção a indígenas e quilombolas
12 – Disseminação da fake news
13 – Caso Prevent Senior e planos de saúde

O documento pede o indiciamento de várias pessoas, entre elas, vários aliados e aliadas do presidente: os deputados do PSL Carlos Jordy (RJ), Bia Kicis (DF)  Carla Zambelli (SP); o blogueiro Allan dos Santos; os empresários bolsonaristas Luciano Hang e Otávio Fakhoury; o pastor Silas Malafaia; os assessores Filipe G. Martins e Tercio Arnaud; e os três filhos do presidente: Eduardo, Flávio e Carlos.

Está claríssimo que o presidente e sua turma estão com as mão sujas de sangue das mais de 600 mil vítimas da Covid-19. Agora é ver o que vai acontecer com cada um deles.

Lula segue na liderança, Bolsonaro perde apoio em bastiões bolsonaristas e terceira via ainda patina

A pesquisa Genial/Quest feita entre 30/09 e 03/10 mostrou que o cenário continua bem complicado para o presidente Bolsonaro. Os dados mostram que as pessoas não estão gostando de seu governo, de sua atuação e que ele não venceria às eleições presidenciais de 2022.

Há mais gente avaliando negativamente o governo

53% das pessoas deram negativo para o governo – 5% a mais do que o levantamento feito em setembro e 8% quando comparado com julho deste ano.

Logo, caiu quem acha positivo: hoje são 20% (3% a menos do que em setembro). Houve redução também em quem avaliou como regular: de 26% em setembro para 24% em outubro.

A grande novidade desde levantamento é o aumento da avaliação negativa nas regiões consideradas bastiões bolsonaristas. No Centro-Oeste, subiu de 36% em setembro (o menor índice entre todas as regiões naquele momento) para 49% agora, deixando o Sul como a região com o menor índice negativo (47%).

Outro crescimento vertiginoso (e ainda maior) aconteceu no Norte: de 37% em setembro para 55% em outubro, avanço de 18% em apenas um mês – colocando assim a região como a segunda em desaprovação, atrás apenas do Nordeste.

Quando vemos por gênero, aumentou mais a avaliação negativa entre os homens do que entre as mulheres. Nelas, subiu de 52% para 56% de setembro para outro; entre eles, cresceu de 43% para 50%.

Nas idades, aumentou a desaprovação em todas as faixas – mas queria destacar nas pessoas acima de 60 anos. Entre elas, a avaliação negativa subiu de 43% para 53%. Vale destacar também o avanço negativo entre 35 e 44 anos: de 46% para 55%. 

Por escolaridade, disparou entre quem até Ensino Fundamental: de 46% em setembro para 55%. Acredito que aqui seja por causa da crise econômica e do aumento da inflação, resultando, assim, no crescimento da pobreza – que afeta mais as pessoas com baixa escolaridade.

Essa relação de renda x desaprovação pode ser analisada com o aumento das avaliações negativas entre quem ganha até 2 salários mínimos. O índice negativo de 48% para 58% – resultado, acredito, da crise econômica no país.

Outro dado bastante importante para o momento é quando vemos a avaliação do governo a partir do viés da religião. A grande novidade é que aumenta-se, consideravelmente, o número de evangélicos que avaliaram negativamente o governo.

Em agosto, 36% avaliavam como positivo e 32% como negativo.
Em setembro, a curva alterou: 35% avaliaram como negativo e 32% como positivo.
Agora, em outubro, a distância aumentou ainda mais: 42% avaliaram como negativa e 30% como positivo.

A força dos pastores, a manipulação midiática e a forte presença de lideranças evangélicas no governo não são páreas para a falta de comida na mesa das pessoas. Vale lembrar que a grande parte dos evangélicos são de classes mais baixas e moradores das periferias. Logo, eles são quem mais estão sofrendo com a crise econômica, o desemprego e a inflação nas alturas. Ao que tudo indica, a economia ultrapassou a fé.

Outro fato de extrema importância é o aumento da avaliação negativa entre as pessoas que votaram em Bolsonaro.

Em agosto, desses eleitores, 52% avaliaram o governo como positivo. Hoje já são 41%.
Há quatro meses, 15% avaliaram como negativo. Hoje já são 26%.

Subiu também o pensamento negativo entre quem não votou (60%) e quem votou branco/nulo. (71%).

O cenário das eleições presidenciais para 2022

O ex-presidente Lula (PT) vence todos os candidatos nos oito cenários testados pela pesquisa. Em todos, o presidente Bolsonaro (sem partido) aparece em 2º e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) em terceiro.

Nenhum nome da terceira via emplaca e tem a menor chance, segundo os dados da pesquisa. Quem mais pontuou foi o apresentador Datena (sem partido) com 11%. Entre os tucanos, Doria (SP) foi melhor que Eduardo Leite (RS): 6% contra 4%, respectivamente. 

O que me chamou a atenção foi o resultado da intenção de voto quando a pesquisa foi espontânea. Ou seja: quando os pesquisadores não apresentaram nenhum nome. Desta maneira, 55% disseram estar indecisos. 

Lula (PT) aparece com 22% e Bolsonaro (sem partido) com 17%.

As pessoas sabem que Lula e Bolsonaro concorrem e por isso a citaram, mas será que elas estão indecisas porque não querem nem um nem outro, mas também não conhecem ou não confiam em nenhum outro nome possível na corrida? Talvez. Há uma fresta bem, mas bem pequena para a terceira via.

No 2º turno, Lula leva em todos os cenários.

A pesquisa perguntou qual candidato você acha que é o melhor para resolver determinados problemas.

Para 44%, Lula seria o melhor para controlar a economia. Este é o maior índice do petista em todas as perguntas formuladas. Para 37% ele seria o melhor na saúde, pandemia e vacina – e 35% apontaram o petista como o melhor para acabar com as brigas políticas.

Interessante essa visão das pessoas do Lula como o controlador da economia. Elas devem lembrar dos tempos do governo lulista onde o cenário era diferente e promissor. Vale citar a confiança das pessoas em Lula como o apaziguador das brigas políticas. Ambas as visões são antagônicas, por exemplo, do que pensam o mercado e alguns setores da imprensa – ambos sempre colocando o petista como um terror da Bolsa de Valores e do dólar e como um extremista de esquerda.

29% das pessoas disseram que Bolsonaro seria o melhor para resolver o problema da criminalidade e segurança – maior índice do presidente entre os questionamentos.

Vale destacar os 14% que apontaram o ex-ministro Sérgio Moro (sem partido) como o melhor para resolver as questões de criminalidade e segurança e combate a corrupção. Essa porcentagem é muito maior do que os demais temas – talvez um resquício da Lava Jato.

Como eu disse anteriormente, há um pequeno raio de luz para a terceira via engrenar e pensar em algo. E isso também pode ser visto quando a pesquisa viu quem é o candidato que as pessoas querem que vença. De setembro para agora, subiu de 25% para 29% quem disse “nem Bolsonaro nem Lula”. 

Caiu de 45% para 42% quem prefere que seja o petista.
E se manteve em 23% quem prefere a vitória de Bolsonaro.

A pesquisa ainda analisou o conhecimento dos candidatos e o voto neles

Lula (PT) é quem tem a maior fatia de “conhece e votaria”: 35%.
Bolsonaro (sem partido) é quem tem a maior fatia de “conhece e não votaria”: 65%.
Ou seja: ao que tudo indica, o anti-bolsonarismo é maior que o anti-lulismo.

Bolsonaro tem 20% de pessoas que “conhecem e votariam” nele e outros 11% que “conhecem e poderiam votar”. É o que eu tenho dito: o presidente vai unir, cada vez mais, seu núcleo duro e tentar conquistar uns gatos pingados por ai para ir ao segundo turno e usar a estratégia da volta do PT ao poder. Pode apostar.

Mais dados merecem a nossa atenção

A economia tornou-se o maior problema do país. Em agosto, 36% apontaram a saúde/pandemia e 32% a economia. Agora tudo virou: 44% disseram a economia e 24% a saúde/pandemia.

Disparou a preocupação com a inflação: de 3% em agosto para 9% em outubro.

Está completamente dividida a opinião das pessoas sobre a responsabilidade de Bolsonaro sobre a situação da pandemia. 26% disseram que ele não é responsável pelo que está acontecendo. Outros 25% afirmaram que ele é pouco responsável. 22% acreditam que ele é muito responsável. E os mesmos 22% apontam ele como totalmente responsável. 

Também está dividida a opinião do povo sobre a responsabilidade do presidente sobre a atual situação da economia. Para 29%, ele é totalmente responsável. Outros 25% disseram que ele é muito responsável. Os mesmos 25% afirmaram que ele é pouco responsável. E há ainda 17% com a certeza de que ele não é responsável.

Despencou a expectativa da economia para os próximos 12 meses. Em agosto, 50% acreditavam que ela iria melhorar. Agora, 39% pensam dessa maneira.

Vejam esses dados BEM interessantes sobre os meios que as pessoas se informam sobre política.

  • 52% das pessoas se informam sobre política, principalmente, pela TV.E 21% pelas redes sociais.
  • Os lulistas se informam sobre política pela TV (51%) e pelas redes sociais (30%).
  • Os bolsonaristas se informam sobre política pelas redes sociais (35%) e por sites, blogs e portais de notícias (35%). Pela TV, são 16%.
  • Quem avalia o governo negativamente, se informa sobre política mais pela TV. Quem avalia o governo positivamente, se informa mais pelas redes sociais e por sites, blogs e portais de notícias.

🇺🇸 Ícone do movimento conspiracionista QAnon vai concorrer as primárias republicanas para uma cadeira no Congresso norte-americano. (Independent)

🇫🇷 Jornalista de extrema-direita tem ascensão meteórica em pesquisas e ameaça reeleição de Macron na França. (BBC)

🇮🇹 ‘Passaporte covid-19’ faz Draghi enfrentar primeiros protestos nas ruas italianas.
(El País)

🇨🇿 Derrota de líder tcheco oferece guia para derrubar outros populistas de direita ao redor do mundo. (O Globo)

🇻🇪 Alex Saab, suposto “testa de ferro” de presidente venezuelano é transferido do Cabo Verde para os Estados Unidos. O empresário colombiano é acusado de comandar uma extensa rede de empresas fantasmas que fazia negócios com a Venezuela nos setores de alimentação, petróleo, carvão, construção e mineração. (El País)

🇦🇷 O ultradireitista que virou fenômeno eleitoral na Argentina (DW)

🇨🇱 Candidato da extrema-direita chilena cresce e já ocupa o 2º lugar nas pesquisas para a presidência do país (Europa Press)

🇨🇴 “Única solução para a violência é legalização de todas as drogas”, diz ex-presidente colombiano Juan Manuel Santos. (O Globo)

🇪🇨 Presidente do Equador advertiu que pode invocar o recurso constitucional da “muerte cruzada” e dissolver a Assembleia Nacional. (TeleSUR)

🇭🇳 Salvador Nasralla renunciou a sua candidatura para a presidência de Honduras e somou-se a campanha de Xiomara Castro, selando assim a frente Aliança com o Povo para as eleições de novembro. (El Heraldo)

🇵🇾 Violência na fronteira entre Brasil e Paraguai avança mais uma semana sob a sombra do PCC. Seis assassinatos na região de Pedro Juan Caballero e Ponta Porã levantam suspeita da participação da facção paulista nos crimes. Chacina deixou quatro mortos, e policial foi executado. (El País)

🇵🇪 Bancada do Peru Livre, grupo que deu sustentação para e eleição de Pedro Castillo, se manifestou contrária ao presidente e aumentou a instabilidade no país. (El Comercio)

🇳🇮 65% dos nicaraguenses votariam em um candidato preso por Ortega (El País)

🇨🇺 Governo cubano proíbe manifestação opositora convocada para 15 de novembro. (DW)

🇭🇹 17 missionárias norte-americanas e suas famílias foram sequestradas por gangues no Haiti. (The Guardian)

🇨🇼 Curaçau, ilha ao norte da Venezuela e ligada aos Países Baixos, é acusada de violar os direitos humanos de migrantes venezuelanos. (Anistia Internacional)

🇾🇪 Coalizão liderada pela Arábia Saudita e com o apoio do governo iemenita mata 160 rebeldes Houthi no Iêmen. (Al Jazeera)

🇱🇧 Entenda o caos no Líbano (O Globo)

🇸🇾 Síria acusa Israel de assassinar ex-parlamentar Medhat Al-Saleh. Al-Saleh foi morto a tiros neste sábado em uma vila síria que fica próxima das Colinas de Golã, ocupadas por Israel. (CNN)

🇸🇦 Petrodólares, gols e direitos humanos: o dinheiro da Arábia Saudita invade a Premier League. (El País)

🇨🇻 O que você precisa saber da eleição no Cabo Verde. População votou neste domingo para escolher o novo presidente do país. (Al Jazeera)

🇨🇳 China testa míssil hipersônico capaz de circular a Terra. (g1)

#MandaDicas

Entre 1989 e 1997, a jornalista Xinran entrevistou mulheres de diferentes idades e condições sociais, a fim de compreender a condição feminina na China moderna. Seu programa de rádio, Palavras na brisa noturna, discutia questões sobre as quais poucos ousavam falar, como vida íntima, violência familiar, opressão e homossexualismo. De forma cautelosa e paciente, Xinran colheu inúmeros relatos de mulheres em que predomina a memória da humilhação e do abandono: estupros, casamentos forçados, desilusões amorosas, miséria e preconceito. São histórias como as de Hongxue, que descobriu o afeto ao ser acariciada não por mãos humanas, mas pelas patas de uma mosca; de Hua’er, violentada em nome da “reeducação” promovida pela Revolução Cultural; da catadora de lixo que impôs a si mesma um ostracismo voluntário para não envergonhar o filho, um político bem-sucedido; ou ainda a de uma menina que perdeu a razão em conseqüência de uma humilhação intensa. O programa apresentado por Xinran era um dos poucos espaços em que as pessoas podiam desabafar e falar de seus problemas pessoais. Nos relatos do livro, a autora possibilita a vozes antes silenciadas revelar provações, medos e uma capacidade de resistência que as permitiu se reerguer e sonhar em meio ao sofrimento extremo.
(Texto – Companhia das Letras)
Extrema-direita, realidade paralela e redes sociais – Poder em Pauta com Michele Prado. O bolsonarista vive uma realidade paralela, movida a teorias da conspiração. No golpe do 7 de Setembro, houve caminhoneiro, como visto em vídeo nas redes sociais, comemorando uma ficção, a decretação de Estado do sítio por Jair Bolsonaro. As redes sociais são campo fértil para a extrema-direita no Brasil e no mundo e, aqui, são dominadas pelo presidente e seus fiéis. Na última pesquisa Genial/Quaest, Bolsonaro é o preferido para vencer a próxima eleição entre aqueles que se informam sobre política principalmente pelas redes e a web. As milícias digitais bolsonaristas levam adiante uma “guerra cultural”, sob pretexto de combater um fantasma, o “comunismo”, que é como eles chamam valores civilizatórios. Não será surpresa se de dentro delas logo saírem terroristas do tipo “lobo solitário”, como nos EUA, conforme o recém lançado livro “Tempestade Ideológica – bolsonarismo, a alt-right e o populismo iliberal no Brasil”. Sobre esses assuntos, o repórter André Barrocal entrevista ao vivo Michele Prado, a autora do livro. (Texto – Carta Capital)
Conhecemos o eleitor da esquerda e o da direita. Quem votaria em Lula ou Bolsonaro. Mas e aquele eleitor que não votaria nem em Lula e nem em Bolsonaro, o famoso ‘nem-nem’? Quais as chances de um candidato de terceira via; seja esquerda, direita ou até mesmo centro; conquistar esse eleitor e ter alguma chance na polarização política atual? (Texto – Meio)
Fascinado por história e teologia, Brown traz o pastor, ex-vereador e militante de direitos humanos Henrique Vieira. Ambos dividem pensamentos em comum, contam experiências falando sobre sociedade e religiosidade inspirados por um Jesus subversivo em busca de um mundo mais justo e menos desigual, com respeito à diversidade das pessoas e sempre com o amor como guia.

Leituras complementares

Relatório final da CPI da Covid conclui que o governo Bolsonaro agiu de forma dolosa, ou seja, intencional, na condução da pandemia e, por isso, é responsável pela morte de milhares de pessoas. (O Estado de S. Paulo)

“Todos subestimam Bolsonaro: assim ele virou presidente e pode ser reeleito”, diz cientista político. (BBC)

Eleição de 2022 fica longe da antipolítica com nomes experientes nas principais disputas (Folha de S.Paulo)

Alvaro Dias diz que abriu mão de candidatura a presidente em prol de Moro (UOL)

“Temos que acreditar na terceira via” diz Roberto Setubal, banqueiro que afirmou que o país precisa de um candidato forte à presidência em 2022 que possa contrapor os favoritos Bolsonaro e Lula. (O Estado de S. Paulo)

Esquerda precisa falar sobre sua rede de ódio, diz líder da UNE que dialogou com FHC e MBL pelo “Fora, Bolsonaro”. (Folha de S.Paulo)

Trabalho de Paulo Guedes é ruim ou péssimo para 35% dos que o conhecem. (Poder360)

Fábrica de cigarros contrata políticos profissionais como lobistas (UOL)

“Cobaias” da proxalutamida: como o Brasil entrou no que pode ser uma das infrações éticas mais graves da história. Estudo com a droga testada no combate ao câncer pode ter levado a 200 óbitos de pacientes internados com covid-19 em três Estados, diz Comissão Nacional de Ética em Pesquisa. (El País)

“Trataram minha mãe como cobaia”: o relato de filha de paciente da Prevent Senior (g1)

77% das pessoas acham certo exigir vacina para voltar ao trabalho presencial (Poder360)

Após sair da prisão, mãe que furtou miojo e suco diz: “Meu sonho é ser gente”.
(Notícia Preta)

A guerra do CFM contra as mulheres. Tomado pelo bolsonarismo, Conselho Federal de Medicina passou de defensor da autonomia feminina a algoz de gestantes e mulheres que não desejam engravidar. (The Intercept Brasil)

Total de favelas dobra no Brasil em dez anos e 20 milhões estão passando fome.
(Folha de S.Paulo)

Balas perdidas fazem 100 vítimas no Grande Rio em 2021. (Fogo Cruzado)

Mulheres foram mais alvo de assédio sexual do que de roubos ao se deslocarem pelas cidades no país. (g1)

“Fui agredido em sala de aula”: 3 professores contam histórias de violência, trauma e decepção. (BBC)

Duas crianças yanomami mortas, sugadas por uma draga da exploração ilegal de minério. (El País)

A história da confederação que encolheu até sumir do uniforme da seleção brasileira de futsal. Criada por João Havelange em 1979, CBFS se afundou em denúncias de corrupção, greves e dívidas nos últimos anos, numa crise que culminou na eliminação inédita para a Argentina na Copa do Mundo. (El País)

“Não posso ler os comentários”, diz primeira pilota trans do Brasil. (UOL)

“Bandeirinhas” da Ciclofaixa trabalham nove horas, ganham R$ 100 por dia e não têm pausa para refeição. (O joio e o trigo)

Lista secreta de grupos e pessoas “perigosas” do Facebook. (The Intercept Brasil)

O top 1% dos podcasts recebe 99% dos downloads e mais de 50% das receitas de anúncio. (Axios)

Os top 1% dos gamers da Twitch ganham mais da metade da receita total.
(The Wall Street Journal)

Principal demanda dos consumidores de moda é combate ao racismo.
(O Estado de S. Paulo)

#PrintsBolsonaristas

Tem um Twitter que eu amo que se chama @printsminions. Nada mais é do que uma curadoria de prints ditos pelos bolsonaristas em seus grupos de Telegram. Gosto muito de ver para sair da minha bolha e perceber o quão alucinada as pessoas são e estão. Acho importante a gente ter essa ideia do que está acontecendo por ai.

#GráficosDaSemana

#CapaDaSemana