#105 – Rápido e rasteiro

🇺🇸 Biden sanciona projeto de infraestrutura de US$ 1 trilhão. Medida deve criar empregos em todo o país, distribuindo bilhões de dólares para governos estaduais e locais para consertar pontes e estradas em ruínas. (g1)

🇦🇷 Governo Fernández sofre revés em eleições legislativas argentinas. Coalizão de centro-esquerda ficou com vantagem apertada na Câmara e perdeu a maioria no Senado, resultado inédito para o peronismo desde a década de 80. (Nexo)

🇨🇺 Governo cubano detém opositores e frustra atos contra o regime. Ativistas e jornalistas foram presos ou impedidos de sair de suas casas para protesto organizado por grupo dissidente quatro meses depois de manifestações que levaram milhares às ruas. (Nexo)

🇳🇮 Governo de Ortega amplia a lista de pessoas que não podem deixar o país e que vai pegar os passaportes. (La Prensa)

🇵🇪 El otro Peru. O impacto da pandemia nos povos da Amazônia peruana.
(Salud con Lupa)

🇨🇱 Senado do Chile recusa pedido de impeachment do presidente. (La Tercera)

🇧🇴 Organizações sociais demonstram apoio a governo boliviano (TeleSUR)

🇵🇹 Home office: Portugal define regras para equilibrar vida profissional e pessoal.
(O Estado de S. Paulo)

🇧🇾 Aumenta tensão na fronteira entre Belarus e Polônia. (Terra)

🇧🇾 Belarus deve sofrer mais sanções da União Europeia em meio à escalada de tensão na fronteira. (The Washington Post)

🇦🇲 Armênia anuncia cessar-fogo após confrontos na fronteira do Azerbaijão. (Al Jazeera)

🇷🇺 Rússia destrói satélite com míssil e põe em risco os sete astronautas da estação espacial. (El País)

🇦🇫 “Sem água e nada para comer”. Afegãos sofrem choques extremos com a mudança climática global. (Gandhara)

🇨🇳 A Associação Feminina de Tênis pediu que as autoridades chinesas investiguem as alegações da jogadora Peng Shuai de que o ex-vice-premiê da China Zhang Gaoli a agrediu sexualmente. (Axios)

🇨🇳 Wang Yaping, a primeira mulher chinesa a caminhar no espaço. (Gizmodo)

🇹🇼 Como a elite de Hong Kong ativou a democracia. O golpe de Pequim no movimento pró-democracia em Hong Kong não teria sido possível sem a ajuda entusiasmada de colaboradores. (The Atlantic)

🇪🇹 União Europeia vê risco de desintegração da Etiópia, a menos que o cessar-fogo seja alcançado. (Bloomberg)

🇺🇬 Três mortos e mais de 30 feridos em ataques suicidas em Uganda. (IstoÉ)

#MandaDicas

Em Tecnologia do Oprimido, David Nemer baseia-se em uma extensa etnografia para fornecer um rico relato de como os moradores da favela apropriam diferentes tecnologias para navegar por fontes digitais e não digitais de opressão – e até mesmo, às vezes, prosperar. Com base no trabalho do educador Paulo Freire, Nemer elabora um quadro teórico decolonial e interseccional chamado Tecnologia Mundana para analisar como as tecnologias podem ser simultaneamente espaços de opressão e ferramentas na luta pela liberdade. Nemer também aborda a relação da desinformação com a radicalização e a ascensão da nova extrema direita. Ao contrário da crença tecno otimista de que a tecnologia salvará os pobres, mesmo com acesso à tecnologia, essas pessoas marginalizadas enfrentam inúmeras fontes de opressão, incluindo preconceitos tecnológicos, racismo, classismo, sexismo e censura. Ainda assim, o espírito de comunidade, amor, resiliência e resistência dos moradores da favela possibilitam sua busca pela liberdade.
(Texto – Editora Milfontes)
“Será que esse vestido me deixa velha?”, “Essa camisa me faz parecer séria demais?”, “Essa blusa é muito estampada?”, “Ainda tenho idade para usar esse tipo de saia?”. Quem é mulher sabe que, apesar de rotineira, arrumar-se para o trabalho não é tarefa fácil. Não importa o que vestimos, a roupa feminina é sempre avaliada, comentada e criticada por todo mundo, e o resultado é que quase nunca sentimos que nossas peças são apropriadas para a situação. Mas por que nossa relação com a roupa de trabalho é tão complicada? De onde vêm tantas questões que parecem nem existir para o gênero masculino? Foi com isso em mente que Mayra Cotta e Thais Farage escreveram Mulher, roupa, trabalho, um livro que repensa a moda a partir de suas raízes políticas e questiona a política a partir da moda, tendo como base a roupa das mulheres no espaço de trabalho. O objetivo aqui é questionar as estruturas engessadas que determinam o que devemos ou não vestir para trabalhar e tentar subvertê-las. Só assim poderemos nos divertir mais com os looks e nos preocupar menos em nos espremer para caber neles. (Texto – Companhia das Letras)
A filiação de Sergio Moro ao Podemos na última quarta-feira, 10, foi vista por outros pré-candidatos da direita como uma ameaça. O presidente Jair Bolsonaro, em especial, fez críticas ao ex-ministro da Justiça, que fez um discurso alegando ter sofrido boicote do governo e dizendo que não teve apoio para o combate à corrupção durante sua curta estadia no ministério. A campanha de Moro parece tentar “roubar” votos da direita que estão insatisfeitos com Bolsonaro, mas que reelegeriam o presidente por falta de outra opção competitiva. O ex-juiz citou, em sua fala, valores cristãos, a proteção da família, o livre mercado e reformas econômicas – temas fundamentais para a base conservadora. Além disso, fez um aceno às Forças Armadas, onde busca aliados. As palavras de Moro geraram um grande debate entre a direita nas redes sociais. Apoiadores de Bolsonaro o chamaram de “traíra”, por conta de vídeos antigos em que o ex-juiz afirma que nunca entraria na política. Uma pesquisa recente da da Genial/Quaest sobre as intenções de voto para as eleições de 2022, divulgada na semana passada, aponta que Lula teria 48% dos votos; Bolsonaro, 21%; Moro, 8%; Ciro Gomes, 6%; Doria, 2%; e Rodrigo Pacheco (PSD), 1%. Nas simulações de segundo turno, Lula vence em todos os cenários com 57% dos votos contra 27% de Bolsonaro e contra 22% de Moro. A pesquisa mostra ainda que Bolsonaro perdeu popularidade entre quem votou nele em 2018. 28% desses eleitores avaliam negativamente o governo. E é justamente essa parcela que Moro pretende alcançar. Por outro lado, o ex-juiz tem um grande desafio pela frente: 61% dos entrevistados disseram que não votariam nele, perdendo apenas para Jair Bolsonaro, em quem 67% das pessoas ouvidas disseram não votar. E é sobre essa disputa por votos da direita nas eleições de 2022 que o Estadão Notícias falou no episódio desta terça-feira, 16, com a participação da cientista política da FGV, Graziella Testa, e do repórter especial do Estadão, Marcelo de Moraes.

Leituras complementares

A previsão publicada pela ‘The Economist’ para o resultado das eleições de 2022.
(O Globo)

O que é o PL, partido que tenta filiar Bolsonaro para 2022. Dirigente Valdemar Costa Neto, condenado no mensalão e alvo da Lava Jato, faria evento em 22 de novembro, mas depois adiou. Conheça a história da legenda que apoiou diversos governos e já teve a vice-presidência sob Lula. (Nexo)

Bolsonaro suspendeu entrada no PL após repercussão nas redes e união ter virado munição para Moro ‘faturar’ agenda anticorrupção. (g1)

Carlos enviou dados a Bolsonaro com repercussão negativa da filiação ao PL. (UOL)

Alas do PL resistem à chegada de Bolsonaro e acenam a adversários do presidente.
(O Globo)

“VTNC você e seus filhos”. Troca de mensagens que levou ao cancelamento do ato de filiação de Jair Bolsonaro ao PL terminou com troca de ofensas de ambos os lados.
(O Antagonista)

Valdemar convoca reunião com diretórios do PL de todo o Brasil enquanto espera Bolsonaro. (Folha de S.Paulo)

O combinado entre Moro, Doria e Mandetta sobre a terceira via em 2022. (O Globo)

Com economia ruim, Bolsonaro dobra a aposta na pauta ultraconservadora.
(O Estado de S. Paulo)

Bolsonaristas inventam até falso elogio de Lewis Hamilton para promover presidente.
(O Estado de S. Paulo)

Ernesto Araújo critica Bolsonaro e governo: “Virou a base do Centrão”. Ex-ministro foi demitido por Bolsonaro em março deste ano; ele fez a crítica em um congresso conservador. (Metrópoles)

Chá da tarde e ensino de Libras: a agenda de Michelle com ministros. Agenda da primeira-dama com ministros inclui projetos voltados a pessoas com deficiência, ações de voluntariado e reuniões de relacionamento. (Metrópoles)

Apenas 26% das crianças no Brasil têm café, almoço e jantar diários. (UOL)

22 milhões de brasileiros estão fora do Auxílio Brasil. (Globo News)

Motoristas de militares em estatal viraram assistentes e salário saltou de R$ 3.000 para R$ 18 mil. (Folha de S.Paulo)

Policiais e evangélicos fundamentalistas ameaçam escola municipal em SP por praticar “ideologia de gênero”. O caso de um aluno que surgiu com as unhas pintadas rendeu ameaças de morte à professora que tentou mediar a situação. (The Intercept Brasil)

Servidores do Inep detalham interferência no conteúdo das provas do Enem. (g1)

Queda na vacinação coloca Brasil em lista de alto risco para a pólio. (Valor)

COP26: texto final é aprovado e defende redução do uso de combustíveis fósseis. Apesar de ter tido a assinatura de todos os 200 países-membros, alguns representantes anunciaram durante sessão plenária que esperavam um acordo mais definitivo sobre o financiamento para as nações mais pobres que já sentem as mudanças climáticas. (g1)

“Lutar contra o Imperialismo para acabar com a Crise Climática”. Declaração da Liga Internacional de Luta dos Povos (ILPS) na COP26. (Nova Cultura)

Fazendeiros jogam agrotóxico sobre Amazônia para acelerar desmatamento. Soja e pecuária foram responsáveis pelo despejo de agrotóxicos com uso de avião sobre floresta amazônica e outros biomas em área do tamanho de 30 mil campos de futebol.
(Agência Pública)

Moradores de Terra Indígena denunciam ação violenta do BOPE em Roraima. (Vocativo)

De braços abertos para o crime: narcotraficante com conexões no PCC ganhou 18 autorizações para garimpar no governo Bolsonaro. (Agência Sportlight)

Para expandir presença no segmento de games, Corinthians anuncia criação do departamento de eSports. (Yahoo Esportes)

NASA atrasa pouso na Lua para pelo menos 2025. (Axios)

O professor que não foge da luta. Jacobin conversou com Toninho Vespoli, o vereador socialista mais longevo de São Paulo, para entender como ele resistiu politicamente a onda conservadora da última década e por que os servidores públicos foram reprimidos pela polícia do lado de fora da Câmara Municipal, enquanto duas vereadoras do partido Novo se atracavam do lado de dentro. (Jacobin)

Os cem anos do robô. Desde sua criação, pelo escritor tcheco Karel Čapek, até sua popularização por Isaac Asimov, como o ser robótico se tornou um fenômeno global. (Quatro Cinco Um)

“Ser pobre e negra são vivências impactantes” afirma Conceição Evaristo. (O Estado de S. Paulo)

#GráficoDaSemana

Fonte – Lagom Data

#VergonhaDaSemana

Os bolsonaristas estão se gabando porque o presidente ficou de pernas abertas em uma reunião com o sheik de Dubai.
A masculinidade é muito frágil…

#ChargeDaSemana

#CapaDaSemana

Capa da The Atlantic com a reportagem principal escrita pela Anne Applebaum, uma das melhores jornalistas da atualidade. Anne fala sobre como os autocratas estão conquistando os países ao redor do mundo, mas eles não o fizeram sozinhos. A jornalista desvenda o surgimento de uma rede de ditadores que ela chama de “Autocracia Inc.” e como eles uniram forças para derrotar o Ocidente.