#116 – Mais uma segunda…

Mais uma semana começando e, como sempre, as coisas não vão nada boas para o presidente. A última de Bolsonaro e sua turma foi a divulgação de um vídeo onde o presidente come um frango assado enquanto está todo sujo de farofa. Sim, é isso mesmo que você leu. Caso duvide que isso tenha acontecido, clique aqui e veja essa vergonha alheia. (coloquei um print abaixo pra você não achar que sou mentiroso).

Essa semana tivemos três fatos bastante importante para a política brasileira: a morte de Olavo de Carvalho, guru do bolsonarismo; a filiação da cúpula do MBL ao Podemos, oficializando assim o apoio do grupo a Sérgio Moro; e a declaração do ex-juiz de que recebeu US$ 45 mil/mês na consultoria norte-americana Alvarez & Marsal, lugar onde Moro trabalhou depois de sair do governo bolsonarista. São pautas que podem e devem repercutir no cenário eleitoral daqui pra frente.

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🇺🇸 Como a questão do aborto mudou nos EUA desde 1973. (FiveThirtyEight)

🇺🇸  “Preferi perder meu emprego a ter que me vacinar”. (UOL)

🇫🇷 França diz que não vai aprovar Brasil na OCDE sem ações climáticas concretas. (Folha de S.Paulo)

🇫🇷 Na França, assassinos de transsexual peruana Vanesa Campos são condenados a 22 anos de prisão. (El Comercio)
 🇮🇹 Diante de impasse político, Sergio Mattarella é reeleito presidente da Itália. (g1)

🇵🇹 Partido Socialista do premier António Costa vence eleição em Portugal. (O Globo)
🇻🇦Papa diz que fake news sobre Covid é uma violação dos direitos humanos.
(Globo News)
 🇨🇱 Comissão do Chile aprova norma que coloca o país como um Estado Plurinacional e Intercultural (CNN Chile)
 🇦🇷 Argentina fecha acordo com FMI. (La Nacion)

🇺🇾 Como se vende uma águia nazista? O problema que o Uruguai deve resolver em meio a uma polêmica internacional. (BBC)

🇪🇨  No Equador, o que acontece com o aborto quando há caso de estupro?
(Bloomberg Línea)

🇨🇴 Colômbia está com alto risco de sofrer uma crise de fome em 2022. (Gestar Salud)

🇬🇹 Ex-paramilitares são condenados por abuso sexual a indígenas na Guatemala.
(Yahoo News)

🇸🇻 FMI pede que El Salvador abandone Bitcoin como moeda legal. (AP News)

🇭🇳 Xiomara Castro, nova presidente de Honduras, diz que espera manter laços com Taiwan. (Reuters)

🇨🇷 Manifestantes antivacinas são presos na Costa Rica depois de invadirem um hospital e pressionarem pais em frente a uma escola. (CNN Español)

🇲🇽 Lourdes Maldonado: quem era a jornalista assassinada no México – e por que ela havia pedido ajuda ao presidente. (BBC)

🇷🇺 Guru de Putin, extremista russo faz homenagem a Olavo de Carvalho.
(Folha de S.Paulo)

🇧🇫 Quem é Paul-Henri Damiba, líder do golpe em Burkina Fasso. (Al Jazeera)

🇾🇪 2 mil crianças morreram lutando pelos houtis no Iêmen, diz a ONU. (Al Jazeera)

🇰🇵 Coreia do Norte testa míssil com o maior alcance desde 2017. (NPR)

#MandaDicas

Falar de velhice é difícil, sobretudo quando ela é transviada. O psicólogo, escritor e ativista dos direitos humanos João W. Nery constatou que, no Brasil, essa população – constantemente vítima fatal do ódio ou do descaso – não tem direito à longevidade. Por isso, decidiu escrever sobre os “transvelhos”, termo que criou para se referir aos transexuais e travestis que conseguiram ultrapassar a marca dos 50 anos. João sempre foi um pioneiro. Em plena ditadura militar, foi o primeiro transgênero masculino brasileiro a passar por cirurgia de redesignação sexual, aos 27 anos. Obrigado a tirar uma nova documentação para conseguir trabalhar, teve que inventar um expediente: alegou ter dezoito anos e querer servir às Forças Armadas. Deu certo. Renasceu como João, mas perdeu seus registros anteriores, incluindo os diplomas de psicólogo e professor. Com o tempo, se tornou uma referência nos debates públicos e acadêmicos sobre gênero e sexualidade, participando ativamente de uma onda que, pouco a pouco, começava a quebrar preconceitos até então muito arraigados em nossa sociedade. (Texto – Companhia das Letras)
O médico e o monstro consegue o feito de expor, de forma clara e original, as múltiplas formas do esgotamento da ilusão latino-americana de construir um pacto civilizatório com o capitalismo e seu pretenso progresso. Sua crítica à realidade nacional brasileira parte da lembrança, tacitamente esquecida por muitos, de que o Brasil faz parte da América Latina, ou seja, de que suas escolhas progressistas na primeira metade do século xxi devem ser lidas no interior do amplo arco dos “progressismos” que tomaram conta do continente e foram saudados como forças de transformação social — saudação que não engana os autores deste livro. Ao contrário, seu objetivo é fornecer o diagnóstico implacável de governos identificados com a esquerda que tiveram como função real procurar conter a lógica econômica de aprofundamento das fraturas sociais através do movimento contraditório de permitir o desenvolvimento de suas dinâmicas de acumulação, deixando intactos os privilégios de classe. Daí porque o livro precisa criar um vocabulário contraditório para expor uma contradição real que tais governos representaram.
(Texto – Elefante Editora)
Desde o início das contaminações pelo novo coronavírus, a pneumologista Margareth Dalcolmo acompanhou de perto, como médica e pesquisadora especializada, as repercussões clínicas, os efeitos sociais e os esforços da comunidade científica para encontrar vacinas capazes de conter a vertiginosa propagação da Covid-19. Tornou-se referência nacional ao comentar na grande imprensa, com segurança, lucidez e empatia, os desafios e desdobramentos da pandemia que mudou o curso do planeta. Assim, os artigos reunidos neste livro, escritos semanalmente para o jornal O Globo, constituem uma espécie de diário que documenta no calor e estupor dos acontecimentos a visão da ciência em sua essencial missão humanista. Faz com isso história – de um tempo para não esquecer. (Texto – Amazon)
Futebol na Padânia. os apresentadores Miguel Gallucci Rodrigues, Guilherme Ribeiro Patury e Gabriel Franco falam sobre o futebol na região italiana da Padânia, que tem esse nome porque é banhada pelo rio Pó (Padus). A Padânia reúne Vale da Aosta, Piemonte, Ligúria, Lombardia, Trentino-Alto Adige, Veneto, Friulli-Venezia Giulia, Emilia-Romanha, Marcas, Toscana e Úmbria. Apesar de não ser independente da Itália, a Padânia tem uma seleção própria e em 2008 ingressou oficialmente na Nouvelle Fédération-Board. A N.F.-Board é a federação de futebol internacional integrada por equipes de Estados não reconhecidos e micronações não filiadas à Fifa. Além de tratar das disputas nos campos de futebol da Padânia, Miguel, Guilherme e Gabriel abordam os aspectos econômicos, políticos e sociais dessa região da Itália que concentra o maior percentual do PIB do país e onde na década de 1990 pequenos partidos autonomistas, regionalistas e com posições conservadoras se uniram e formaram a chamada “Liga Norte”.
(Texto – Boleiros de Humanas)

Leituras complementares

“Ele sempre foi anticiência e nunca gostou de ser brasileiro nem do povo brasileiro”, declara filha de Olavo de Carvalho (Cultura)

Multas e brigas na herança de Olavo. Rompida com o pai e os irmãos, filha mais velha do guru bolsonarista quer revelar o faturamento e os financiadores da máquina olavista. (revista piauí)

O coletivo imbecil. Astrologia, universidades privadas e livros: como Olavo de Carvalho projetou desde os anos 1990 o que de pior se pensou para o Brasil. (Quatro Cinco Um)

Olavo deu roupagem intelectual ao extremismo que gestou Bolsonaro. (UOL)

Olavão e o bolsonarismo, o capítulo final. (Revista Cult)

Na maior UTI de Covid-19 do Brasil, mais de 90% dos casos graves são em não vacinados. (O Globo)

Banco do Brasil trava empréstimos a estados governados por opositores de Bolsonaro. (Folha de S.Paulo)

Polícia Federal vê indícios de crime e aponta atuação ‘direta’ e ‘consciente’ de Bolsonaro ao vazar dados. (g1)

Depoimentos à PF detalham ação militar sobre ‘denúncia fake’ contra urnas. (UOL)

Jovens se politizam com influenciadores nas redes enquanto rejeitam a política tradicional. Estudo mostra que jovens de 16 a 24 anos se informam sobre política por meio de canais não tradicionais em que a mensagem política “acontece de forma incidental” e não partidarizada. (Rede Brasil Atual)

Sem moderação do Twitter, conteúdo antivacina rola solto no Spaces.
(Núcleo Jornalismo)

Declaração de Freixo em apoio a Haddad contra França abre crise no PSB: “inaceitável” (g1)

Pré-candidato a presidente, Janones se define como “populista do bem”. (UOL)

Letalidade policial desaba 85% em batalhões de SP com câmeras em uniformes.
(Folha de S.Paulo)

Projeto rejeitado nos EUA revela pesquisa de alto risco com Coronavírus em 2018. A proposta, recusada pela agência de pesquisa militar dos EUA, descreve a inserção de mudanças no coronavírus de morcego, que poderia passar a interagir com uma enzima de células humanas. (The Intercept)

Crise leva três gerações da mesma família para as ruas de São Paulo. (BBC Brasil)

Não podemos mais renunciar a disputa do futuro. Jacobin conversou com a atriz Maria Marighella sobre a sua trajetória, o filme que retrata o legado revolucionário de seu avô e por que ela decidiu se tornar vereadora pelo PT no meio da pandemia e da ascensão do neofascismo. (Jacobin)

Jornalistas negras e indígenas são ofendidas quando se posicionam contra racismo. (AzMina)

Cantor negro em carro de luxo é abordado aos gritos e com arma apontada na cara pela PM em travessia de balsas de SP. (g1)

MP de Minas Gerais denuncia ex-padre por violência sexual contra monges. (UOL)

De origem punk, professor antifascista de boxe dá aulas coletivas em SP. (TAB UOL)

Apple lança filme sobre Ano Novo Chinês gravado com iPhone 13 Pro (B9)

“Nunca vimos nada parecido”: o estudante que descobriu objeto enigmático na Via Láctea. (BBC Brasil)

Criança pode investir? (XP Investimentos)

#GrafosDaSemana

@Pedro_Barciela
Mais de meio milhão de tweets citando Olavo nas últimas horas. O bolsonarismo [cinza] responde por apenas 24,8% dos atores que o citam. Do outro lado, mais de 71% dos usuários ironizam o ocorrido. Empatia? Aparentemente o bolsonarismo e seu guru estão 624 mil mortes atrasados. 

#GráficoDaSemana

#VergonhaDaSemana

A fonte da ministra é o motorista da van (e com todo o respeito a ele né)

#PrintsBolsonaristas

Tem um Twitter que eu amo que se chama @printsminions. Nada mais é do que uma curadoria de prints ditos pelos bolsonaristas em seus grupos de Telegram. Gosto muito de ver para sair da minha bolha e perceber o quão alucinada as pessoas são e estão. Acho importante a gente ter essa ideia do que está acontecendo por ai.