#131 – O golpe flopou?

O 1º de maio serviu, mais uma vez, para os bolsonaristas se reunirem em algumas cidades do país em manifestações contra a democracia e a favor do presidente. O tom era, obviamente, golpista – e, mais uma vez, os atos floparam. Bolsonaro esteve na mobilização em Brasília, mas sequer falou. Ficou por cerca de 15 minutos e foi embora. Os simpatizantes dizem que o presidente não falou porque ele é pré-candidato e não podia subir no carro de som, mas ele fez isso ontem em uma agenda em Minas Gerais. 

Nas redes sociais, tivemos uma briga de narrativas. No Twitter, os trend topics estavam entre “Fiasco” e “Bolsonaro Reeleito”. Do lado dos bolsonaristas, havia diversas imagens dos protestos e muita, mas muita imagem de manifestações antiga – até da época dos protestos contra a ex-presidente Dilma Rousseff. Em Brasília, por exemplo, o ato foi pífio (como mostra a imagem mais abaixo). 

Ainda acho que o grande triunfo de Bolsonaro será tentar algo depois da eleição, caso ele perca – ele já até agenciou as Forças Armadas para duvidar do resultado do pleito. O presidente já vem uma escalada radical tem tempo (e indico a leitura deste artigo da Miriam Leitão n’O Globo). Duvido que ele não deixe o próximo presidente tomar posse, caso ele perca. Mas que ele vai tentar algo nos moldes do Capitólio dos Estados Unidos isso eu não tenho dúvidas. Sua base miliciana está armada, acredita em tudo que o presidente diz e odeia tudo que não for ligada ao bolsonarismo. Essa turma que está na rua que será o grande problema. E não esqueçam: há sim chance de Bolsonaro ser reeleito.

🇨🇴 “Assassinamos campesinos inocentes”. Militares colombianos assumem a morte de civis. (El País)

🇨🇱 Convenção Constitucional do Chile aprovou o texto sobre direito à “morte digna”.
(CNN Chile)

🇵🇪 Partido do presidente peruano Pedro Castillo propõe a redução para dois anos do mandato presidencial. (La Jornada)

🇪🇨 Presidente do Equador pede a renúncia de seu gabinete. (La Tercera)

🇨🇺  Banco Central de Cuba estabelece as normas para a autorização das criptomoedas.
(Cubadebate)

🇧🇴 Como a Bolívia se livrou da inflação que corrói a América Latina. (BBC)

🇺🇸 Porque ser anti-ciência agora faz parte da identidade de muitos norte-americanos que vivem nas áreas rurais. (FiveThirtyEight)

🇺🇸  Banimento de livros por governos locais já atinge 26 estados dos EUA.
(Yahoo Brasil)

🇲🇩 O presidente da Moldávia, Maia Sandu, afirmou que as explosões na região separatista pró-russa Transnístria foram uma tentativa de desestabilizar o país, uma ex-república soviética que faz fronteira com a Ucrânia. (Terra)
🇺🇦 Um abrigo na Ucrânia salvou centenas de cães e gatos – e um leão.
(The Washington Post)

🇺🇦 Sobreviventes da ocupação de Bucha contam o que passaram na mão de soldados russos: ‘Estamos vivos por acaso’. (g1)

🇦🇲 Oposição protesta na capital da Armênia contra concessões ao Azerbaijão na região de Nagorno-Karabakh. (Al Jazeera)

🇷🇼 Genocídio em Ruanda: ‘Perdoei o assassino do meu marido e nossos filhos se casaram’. A história de um casal está sendo usada como exemplo de reconciliação quase três décadas após o massacre. (TV Cultura)

🇦🇫 Líder supremo do Afeganistão elogia a “segurança” do país em aparição pública incomum. (Yahoo Brasil)

🇲🇦 Programa penitenciário marroquino visa desradicalizar veteranos do Estado Islâmico. (AP)

🇰🇵 Líder norte-coreano alerta para uso ‘preventivo’ de armas nucleares. (g1)

#MandaDicas

O uso e abuso de opioides no Brasil. Depois de causar uma crise de saúde pública nos Estados Unidos que já dura anos, o aumento no uso dos opioides vem preocupando médicos no Brasil. A prescrição inadequada e o crescimento do número de pacientes dependentes desses analgésicos geram um temor de que o país possa enfrentar um quadro parecido com o americano. Em 2019, uma pesquisa da Fiocruz mostrou que 4,4 milhões de brasileiros já fizeram uso ilegal de algum opiáceo –ou 2,9% da população. Esses medicamentos, que vêm da papoula, aliviam a dor, causam sensação de euforia e são muito viciantes. Segundo dados da Anvisa, enquanto em 2020 foram vendidas 21,7 milhões de embalagens desses narcóticos, só nos seis primeiros meses de 2021 foram 14,4 milhões. Se o segundo semestre tiver refletido o primeiro, o ano terá fechado com uma alta de cerca de 33% em relação ao anterior. (Texto – Café da Manhã)
Sabatina Vera Lúcia: candidata defende que população possa comprar armas a preços populares. Pré-candidata à Presidência pelo PSTU, Vera Lúcia foi sabatinada pela apresentadora Fabíola Cidral, pelo colunista do UOL Josias de Souza e pela jornalista da Folha de S. Paulo Catia Seabra. (Texto – UOL Entrevista)
Luiza Erundina analisa governo Bolsonaro, a disputa com Lula e a necessidade lutar.
(Texto – TV Forum)
Walter Firmo – no verbo do silêncio a síntese do grito. Exposição no Instituto Moreira Salles na Av. Paulista. Walter Firmo incorporou desde cedo em sua fotografia a construção de linguagem que busca a elaboração de sentido através de imagens dirigidas e encenadas, tendo como essência uma consciência de origem – racial, social e cultural –, amalgamada a um desejo de questionar os cânones da fotografia documental e do fotojornalismo. Documentou inúmeras regiões do país enaltecendo seus personagens, sobretudo os negros, e múltiplas manifestações culturais e religiosas, além de retratos icônicos de grandes nomes da música popular. Foi nesse contexto, portanto, que se construiu a obra de Walter Firmo: P&B e cor se entrecruzando na trajetória em busca por construções imagéticas que trabalhem o tema central de sua obra – a sua negra cor –, aquela que tece “no verbo do silêncio a síntese do grito”. (Texto – IMS)

Leituras complementares

Bolsonaristas têm boom de seguidores no Twitter após Musk comprar rede; especialistas veem movimento coordenado. 93% dos perfis que seguiram o presidente foram recém-criados, diz pesquisador americano; plataforma não comenta. (Folha de S.Paulo)

Bolsonaro ganha 65 mil seguidores “bots” em dois dias no Twitter. (Congresso em Foco)

A disputa da comunicação digital entre Lula e Bolsonaro em 2022. (Nexo)

Eleitores de Bolsonaro e Lula são os mais confiantes de vitória. (Poder360)

Fracassam manifestações a favor e contra o governo no Dia do Trabalhador. (UOL)

Bolsonaristas arrastam colchão com moradora de rua em manifestação em BH.
(Estado de Minas)

Como a turbulência institucional pode afetar a economia em 2022. Perdão presidencial a Silveira abre mais uma crise sob Bolsonaro. O ‘Nexo’ ouviu economistas para entender o impacto num dos pilares da tentativa de reeleição, com suas consequências no mercado. (Nexo)

Centrão e bolsonaristas querem aproveitar ‘caso Silveira’ para dificultar cassação de mandato. (O Antagonista)

O revival tropical de expressões fascistas e nazistas. Uma antologia de algumas expressões utilizadas por Bolsonaro, seus ministros e seguidores, na vida real e virtual. (Latin America Business Stories)

Coronel com alto cargo no governo Bolsonaro empresta conta bancária a Fabrício Queiroz. (The Intercept Brasil)

Caçadores e atiradores registraram 1 arma a cada 2 minutos em 2021. (UOL)

“X9, traidor, cagueta”: pesquisador que estuda canais de extrema-direita no Youtube está sendo ameaçado. (The Intercept Brasil)

Doria: ‘O Lula não é Bolsonaro. É inteligente e tem passado. Eu o respeito’. (UOL)

Arthur Lira e Ciro Nogueira acenam nos bastidores para Lula, se PT vencer. (UOL)

Comitê da ONU diz que Moro foi parcial no julgamento de Lula. (Poder360)

Senado aprova mercado de criptomoedas com incentivo para energia renovável.
(Senado Notícias)

Miséria e pobreza avançam no Brasil. (UOL)

88% preferem qualidade de vida a um salário mais alto. (g1)

Mercado financeiro aumenta pela 15ª vez projeção para inflação em 2022.
(Agência Brasil)

Indicação de diretores escolares segue na mão de políticos, mas escolha por mérito avança. (Folha de S.Paulo)

Estudo da Associação Ianomâmi aponta ser comum que garimpeiros exijam sexo em troca de comida. (CBN)

Empresários ligados à mineração doaram mais de R$ 400 mil para políticos no Tapajós em 2020. (Observatório da Mineração)

Sombra, o primeiro batizado no PCC, era agressivo e cruel desde a infância. (UOL)

Comunidade LGBTQIA+ protesta contra o fechamento do Museu da Diversidade.
(Ponte Jornalismo)
Como a pandemia está mudando o design das casas. (Axios)
 “O racismo religioso quer demonizar Exu”, diz autor de livro sobre intolerância religiosa. O babalorixá Sidnei Nogueira articula resposta jurídica aos ataques de fundamentalistas religiosos, depois da vitória de enredo sobre o orixá no Carnaval do Rio.
(Agência Pública)

Uma lista de livros para falar dos ODS com as crianças. Chancelado pela ONU, catálogo tem 176 obras para crianças de 6 a 12 anos, que tratam de temas como erradicação da pobreza e mudança climática. (Capital Reset)
3 fatores que ajudam a explicar por que o BBB 22 foi morno. ‘Edição flopada’ do reality show desagrada a público e crítica e interrompe uma escalada de audiência que vinha desde 2020. (Nexo)

Na C&A, os clientes online gastam o dobro – e o mérito é do WhatsApp. Desde que passou a investir em digitalização, a empresa expandiu as vendas online; na liderança dos canais está o WhatsApp, responsável por 50% da receita. (Exame)

Especialistas alertam sobre extremismo crescente nos jogos. (Axios)

#GráficosDaSemana

#CapasDaSemana

#MapasDaSemana

As temperaturas chegaram em 62º em alguns lugares da Índia na semana passada.

#ChargeDaSemana