A Síndrome do novo normal.

Atualmente vemos muitos pseudo-especialistas falando sobre o novo normal, mas será que de fato existe um novo normal? Vejo grandes nomes do mercado publicitário e de diversas áreas falando e vendendo uma nova fórmula para encarar o dia a dia diante da grande pandemia que passamos, algumas opiniões são de fato construtivas e trazem alguma perspectiva mais realista, porém, a grande maioria traz uma visão muito mascarada, onde no final de seus grandes artigos vem a surpresa, o famoso jargão digital de “clique aqui e saiba mais” ,que ao clicar, o usuário em um leve tom de ingenuidade é direcionado a grande fórmula de ouro que pode ser parcelado em leves parcelas.

Bom, disto isto, entramos de fato a um ponto chave e uma apêndice textual no meio do todo, o povo brasileiro independente da área ou setor, vive um novo normal muito antes de qualquer pandemia, vive um novo normal diariamente. Crise financeira, crise econômica, crise na saúde, crise na educação, crise crise crise. Costumo dizer que o brasileiro é o melhor ser mutável que existe dentre os povos, pois a todo momento tem que viver algo novo, age diariamente na lei da sobrevivência e assim se acostumou.

Mas voltando e olhando dentro do prisma publicitário, como fica o outro lado, como as marcas grandes ou pequenas estão reagindo, a de fato um novo normal ou vida que segue? Aqui da minha torre de controle individual, enxergo a dualidade, vejo marcas que por conta de seus segmentos passaram a lucrar mais e outras que estão lutando para se manterem firmes, com cortes salários, cortes de equipe e principalmente cortes em suas verbas de marketing e publicidade.

Projeções daqui cálculos ali, horas em planilhas e reuniões, call to actions de efeito, peça bacana, vai ser mídia orgânica, vai ser mídia paga, layout aprovado, tudo pronto, campanha no ar, ufa! Borá começar a jornada para entregar o melhor post buying possível. Mas pera lá, será que isso + junto ao apêndice feito acima não descreve um dia normal de trabalho? Um dia normal de batalhas, conquistas e perdas, certo e errado?

Deixo este questionamento em aberto, talvez se deixarmos um pouco de lado o “romantismo“ criado dentro de um tema tão agravante, possamos nos balizar melhor dentro do contexto balizado, e sermos mais racionais e questionadores diante de certos aproveitadores de mentes e de negócios pop up.