#018 – ALELUIA! UMA NOTÍCIA BOA!

Em meio ao caos, ao fim dos tempos, ao abismo que estamos vivendo, uma luz no fim do túnel parece surgir. Cientistas da Universidade de Utrecht, do Erasmus Medical Center e do Harbor BioMed publicaram a descoberta de um anticorpo capaz de neutralizar o Sars CoV-2, coronavírus responsável pela Covid-19.

Os anticorpos são proteínas produzidas pelo próprio corpo humano capazes de reconhecer e neutralizar micro-organismos, como vírus e bactérias. Eles são produzidos pelos linfócitos B, células do sistema imunológico. São eles que lutam contra invasores como o novo coronavírus.

“O anticorpo usado neste trabalho é ‘totalmente humano’, permite que continue mais rapidamente o desenvolvimento e reduz potenciais efeitos colaterais relacionados ao sistema imunológico”, disse Frank Grosveld, um dos co-autores do artigo sobre o tema.

Leia a matéria completa do G1.

E lá vamos com pesquisa (RISOS)

É óbvio que não poderia faltar uma pesquisa né (risos).
Se tem algo que eu gosto é ficar analisando dados #hehe
A de hoje foi divulgada essa semana para XP Investimentos e falou, claro, sobre o governo do presidente Jair Bolsonaro.

1 – Avaliação do governo e expectativa futura.
a) De 1º de abril para 30 do mesmo mês, subiu 7% a avaliação “ruim/péssimo”:: agora está em 49% – é o maior índice do governo Bolsonaro;

b) o “ótimo/bom” que vinha crescendo desde o começo do mês e chegou em 31% no dia 24%, caiu para 27% no dia 30. É o menor índice desde março de 2019;

c) abril fechou com 46% achando que o restante do mandato será “ruim/péssimo”, É a primeira vez desde novembro de 2018 que há um aumento nesse índice. Desde o começo de seu mandato, os valores vinham caindo sistematicamente, o que mostra que os brasileiros estavam confiantes com o futuro do governo;

d) por outro lado, é a primeira vez que cai, consideravelmente, o índice que espera um futuro “bom/ótimo”: de 36% no meio de abril para 30% no fim do mês.

e) 54% acha que a atuação do presidente está “ruim/péssima” no combate a Covid-19. No começo de março, eram 18%. Mas ainda há os 23% que apoiam a atuação dele – o núcleo duro bolsonarista.

2 – Avaliação do Congresso e dos governadores
a) desde o meio de março, quando a pandemia pegou mesmo o país, aumentou muito a avaliação positiva. Naquela época, 27% avaliaram como “ótimo/bom”. Agora está em 44%. Excelente indicativo para os governadores que buscam voos mais altos, como o tucano João Doria (SP) e o ex-bolsonarista Wilson Witzel (PSC);

b) 18% acha “ruim/péssimo” a atuação dos governadores. Em 1º de abril, eram 15% e em 22, chegaram a 20%. Podemos entender essa fatia com a ala bolsonarista mais ferrenha e que não larga do presidente;

c) 53% da população acha que a atuação dos governadores é “ótima/boa”, mas há quase 30% que disseram ser “ruim/péssima”;

d) já no Congresso, a situação de inverte: 40% avaliam como “ruim/péssimo”, 8% a mais do que no começo de abril – mas um dos menores índices desde o começo de 2019. Mas é preocupante o crescimento no mês passado, ainda mais quando lembramos das manifestações anti-democráticas e da presença do presidente nesses atos;

e) resultado disso é a queda da aprovação do Congresso: 16% avaliaram como “ótimo/bom”. Esse número já chegou em 9% em janeiro de 2020 e em 21% no começo de abril, mas caiu.

3 – Como estará a corrupção nos próximos meses?
Talvez esse seja um dos gráficos que mostrem a maior alteração do governo Bolsonaro desde o começo. Podemos ver uma clara mudança de opinião.

Em novembro de 2018, 56% dos brasileiros diziam que a corrupção teria “diminuído ou diminuído” muito nos 6 meses futuros. Apenas 17% disseram que iria “aumentar ou aumentar muito”. Outros 23% acreditam que ficaria como estava. De lá para cá, vimos uma mudança clara dos gráficos e uma alteração de rota entre o final de 2019 e o começo de 2020.

Agora, em 30 de abril. 45% acham que a corrupção vai “aumentar ou aumentar muito” nos próximos seis meses e apenas 18% creem que vai “diminuir ou diminuir muito”. Há ainda os 34% que acreditam que vai ficar como está.

4 – A culpa é do PT? Ou do presidente?
Não sei quantos anos depois de sair do governo, ainda há 25% dos brasileiros que acreditam que a culpa é do Partido dos Trabalhadores (PT) pela atual situação econômica do país. A notícia boa para o partido é que essa faixa é a menor desde janeiro de 2019 – que é a data que aparece no levantamento.

Por outro lado, a faixa que acha que a culpa é do governo Bolsonaro é a maior desde o começo da pesquisa: 20%. Já esteve em 3% em janeiro de 2019 e vem crescendo sistematicamente desde janeiro desse ano.

Caiu quem acha que a culpa é de fatores externos (hoje em 13%) e ainda há 14% que acreditam que coube ao governo Dilma deixar o Brasil nessa crise.

5 – A economia brasileira
a) 52% acham que ela está no caminho errado e 32% acreditam que está no caminho certo. O interessante é que, a partir do meio de fevereiro, houve uma alteração na linha (como podemos ver no gráfico): antes havia mais gente achando que o caminho estava certo, mas, depois do começo da pandemia, há mais cidadãos acreditando que o caminho está errado;

b) sempre houve otimismo para a manutenção do emprego nos próximos seis meses. Em janeiro de 2019, 61% achavam que tinham chances “muito grandes e grandes” de manutenção. Aqui também houve uma alteração de sentimentos – a partir do final de abril. Hoje há mais gente com dúvidas sobre o futuro do que com otimismo: 51% acham que as chances são “pequenas e muito pequenas” de manterem o emprego. Vale pontuar um detalhe: do meio de abril para agora, houve um crescimento na confiança – possivelmente pela aglutinação do Bolsonarismo, nas medidas do Congresso e na moral que o presidente deu para o Paulo Guedes;

c) outro tema que alterou bastante são as perspectivas em relação às dívidas nos próximos 6 meses. Disparou do meio de março para agora: se antes 25% achavam que iria “aumentar e aumentar muito”, agora são 44%. Claro que despencou quem achava que iria “diminuir e diminuir muito: de 36% em fevereiro para 14% no final de abril.

d) para 62% a melhor maneira de recuperar a economia depois do coronavírus é mudar a política econômica, com mais investimentos do governo para o Brasil voltar a crescer. Como fica a política neoliberal de Guedes?

6 – Os políticos
a) O ex-ministro Luiz Mandetta foi quem teve a maior nota média entre todos os citados: 7,2. Na sequência aparecem o ex-ministro Sérgio Moro (6,5), o ministro da Economia Paulo Guedes (5,8) e o vice-presidente General Mourão (5,5%). O presidente Jair Bolsonaro teve média 4,7, a mesma do governador João Doria.

b) Mandetta foi quem mais teve avaliação positiva: 64%. Moro teve 58%, Guedes apareceu com 41% e o Bolsonaro com 38%. As menores avaliações positivas foram do atual ministro da Saúde Nelson Teich (20%), do ex-candidato João Amoedo (16%) e do presidente do Senado Davi Alcolumbre (15%). O ex-presidente Lula é quem tem o maior índice negativo, com 44%, seguido pelo atual presidente, com 40%.
Podemos ver que os ex-ministros do governo saíram com alta popularidade – um pelo o que fez durante a pandemia e o outro por seu histórico da Lava Jato e seus apoiadores. O terceiro pé desse tripé ainda está no governo (Paulo Guedes) e também tem boa aceitação da população – mas as informações são de que seus dias estão contados. O PT ainda é o “bicho de sete cabeças”, assim como o Congresso e o STF.

7 – A saída de Sergio Moro
a) Quase 7 em cada 10 acreditam que terá um impacto negativo. 18% disseram que não terá impacto para o país e 10% falaram que o impacto será positivo (esses dois últimos são os grupos bolsonaristas);

b) para 69%, a percepção é que o novo ministro da Justiça e Segurança Pública terá uma atuação com interferência do presidente – apenas 19% disseram que será uma atuação independente;

O presidente é culpado por 10% dos casos e mortes no Brasil por Covid-19

É isso o que diz um estudo do economista Tiago Cavalcanti, professor da Universidade de Cambridge, e um dos autores do estudo “Mais do que palavras: discurso de líderes e comportamento de risco durante a pandemia”, divulgado nesta segunda-feira, em parceria com Nicolás Ajzenman e Daniel Da Mata, da Fundação Getúlio Vargas-SP. 

Segundo as informações, dois eventos teriam sido os responsáveis por levar um movimento adicional nas ruas: a manifestação de 15 de março em Brasília e o pronunciamento em cadeia nacional em 24 do mesmo mês quando o presidente disse se tratar de uma “gripezinha”.

“Considerando-se o potencial de infecção de cada indivíduo portador do vírus, estes dois atos podem ter sido responsáveis, sozinhos, por pelo menos 500 novos casos por dia. Trata-se de 10 mil infectados num horizonte de apenas 10 dias. Ou seja, cerca de 10% do número de brasileiros oficialmente registrados como portadores da Covid-19 até ontem (domingo)” diz a reportagem do IG que você pode ler aqui.

Cidades bolsonaristas têm maior taxa de contágio pela Covid-19

O estudo foi feito pelas universidades da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, e de Bocconi, na Itália.

De acordo com as informações, As cidades que registram maior aprovação ao governo de Jair Bolsonaro tiveram um aumento na taxa de contágio da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, 18,9% maior do que aquelas que demonstram menor apoio ao presidente, em março.

Foram analisados os impactos em 225 cidades depois das atitudes do presidente em 15 de março, quando ele subestimou a pandemia.

Nos municípios com menor concentração de eleitores de Bolsonaro, os protestos que ocorreram em 15 de março fizeram com que a curva de contágio da Covid-19 aumentasse 24,7% em comparação com os locais que não tiveram atos a favor de Bolsonaro.

Já nos locais que registraram atos e onde ele também teve maioria popular, a taxa de contágio foi bem maior: 43,3% mais rápida do que nas cidades onde o presidente não teve a maioria dos votos e que não sediaram os atos.

Leia aqui a matéria d’O Globo veiculada pelo jornal O Vale.

Conteúdo extras

1 – A CNN Brasil divulgou a íntegra do depoimento do ex-ministro Sérgio Moro. Leia e tire as suas conclusões. O presidente reagiu e disse que avalia divulgar áudios e mensagens de conversas com o Moro. Saiu no Folha de S.Paulo.

2 – Um grupo chamado “300 do Brasil” está se tornando um grupo paramilitar do Bolsonarismo. Quem está no comando é a olavista e ex-assessora da ministra Damares, Sara Winter. Eles tentaram acampar na porta do Congresso e foram os responsáveis pelas manifestações antidemocráticas em Brasília. O discurso é de extermínio da esquerda, do Congresso e do STF. Se havia alguma dúvida do caráter nazifascista, os “300 do Brasil” mostram bem como está o Bolsonarismo. O Diário Centro do Mundo explicou.

3 – O Project Syndicateé um organização internacional de mídia divulgou um texto duro chamado “A política fascista da pandemia” e colocou o Brasil como destaque. Os jornalistas dizem que Bolsonaro é um líder nacionalista de extrema-direita que faz uma política facista da doença.
4 – Os problemas da saúde mental pós-pandemia. Leitura obrigatória no Washington Post.

5 – Os dados de infectados por bairros em Mogi das Cruzes. Trabalho independente da minha amiga Jamile Santana no Painel Jornalismo

6 – Relato dos 30 dias, em primeira pessoa, de uma médica em Nova York. É um diário de como é ser linha de frente em um dos locais que mais morre gente em todo o planeta. No The Lilly.

7 – O coronavírus mudou o que comemos. Estudos nos EUA mostram as tendências de compra. Matéria bem interessante no El Pais