Bienal do Livro 2022

Neste final de semana, junto com a Jé – minha namorada – estive na Bienal do Livro, um dos eventos mais incríveis e lindos desta vida. Lembro de ir quando eu era criança junto com meus pais. Talvez meu amor pelos livros tenha começado por aí.

O evento está muito, mas muito cheio. Demoramos cerca de 1h para entrar depois de percorrer uma fila gigantesca e inúmeros entra e sai por grades. Algo louco mesmo. Se liga algumas fotos que fiz.

Queria destacar algumas coisas que notei e achei interessante.

O evento não é barato. O ingresso custou R$ 33/pessoa. O estacionamento estava R$ 60. Um lanche beeeeem do normal com batata chips murcha estava R$ 45 (se liga na foto logo abaixo). Muitos dos estantes não estavam com grandes descontos. Editoras como a Companhia das Letras e a Todavia, por exemplo, praticamente estavam sem descontos – havia uma coisa ou outra. Na Todavia, eu paguei R$ 50 no “O Único Avião no Céu” (no site da editora tá R$ 109). No geral, não tinha mesmo aquele descontásso. 

O rolê é de jovem. Fiquei impressionado com a quantidade de pessoas jovens na Bienal. Ouso dizer que a grande maioria tinha entre 15 e 25 anos. A geração Z tava em peso meeeeesmo. Foi uma supresa feliz. Jéssica até comentou: “Pelo menos os jovens estão gastando com livro e não com Corote”. É isso! Uma mulecada em grandes grupos, com estilos diferentes, se debatendo por alguns autores que não tenho ideias de quem são. Editoras como a Rocco, Globo Livros e Intrínseca tinham filas enormes de garotos e garotas. Uma parada que me chamou muito a atenção foi que, em vários stands, havia prateleiras com recados falando que determinados livros eram “famosos no Tiktok”. Achei fantástica essa ligação das redes com o off. É a geração Z ditando o ritmo.

A criançada tá com a bola toda. Achei legal demais a quantidade de stands para as crianças. E esqueça apenas aqueles livros bobos e tal. Tinha de tudo. Queria destacar a Editora Mostarda que estava com uma variedade enorme de livros com a temática racial – e vários livros em braile. Achei fantástico.

A literatura religiosa. Assim como o Brasil, a Bienal também tinha suas várias frentes religiosas demonstradas. Vários stands com literatura de matrizes africanas, por exemplo; outras tantas com literatura espírita – muito forte há tempos no Brasil. Mas vale destacar os vários espaços destinados para a religião evangélica: eram alguns e bem grandes. 

A diversidade era o tom do espaço. Tinha, realmente, de tudo. Mas vale destacar a presença de editoras e livrarias destinadas especificamente para o público LGBTQIAP+, com as bandeiras penduras nas paredes. Eram várias e com autores lançando suas produções. Dentro de vários stands, também havia espaços específicos para os livros feministas e antirracistas, como essas fotos da Companhia das Letras. 

Os outlets literários. Para mim, as compras valeram em uns stands que eram uma espécie de brechó literários: eram dezenas e dezenas de livros empilhados e enfileirados e com preços bizarramente bizarros apenas por terem alguns probleminhas (capa amassada, um pouco sujo na base, um dobrado mais). Nada que atrapalhe a leitura. O “Diários da presidência 1997-1998 volume 2” do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso está cerca de R$ 92 no site da Companhia das Letras. Eu paguei R$ 20! O “Na Fissura”, da mesma editora, está R$ 97 – eu paguei R$ 15. “O Cerco”, um livro sobre o ex-presidente Trump, está R$ 62 na Amazon. Eu paguei R$ 15. Se você for, vale muito cavucar esses montes de livros.

Livros que eu e a Jé compramos <3

🇦🇷 Ministro da Economia argentino cede a pressão kirchnerista e renuncia. (El País)

🇵🇪 Presidente peruano, Pedro Castillo, abandona seu partido Peru Livre. (Brasil de Fato)

🇨🇱 Presidente chileno fiz que a reforma tributária vai permitir um desenvolvimento mais justo e uma sociedade com equidade territorial. (La Tercera)

🇨🇱  Morre a última falante de Yagán, recém-extinta língua indígena chilena.
(Revista Galileu)

🇧🇴 Bolívia critica Bolsonaro por oferecer asilo a ex-presidente Áñez no Brasil. (g1)

🇪🇨 Terminam protestos no Equador depois de acordo com o governo. (Primicias)
 🇻🇪 Venezuela denuncia Colômbia por planejar ataques contra a sua rede elétrica. (TeleSUR)
🇨🇴 Pelo menos 51 mortos em rebelião na Colômbia. (BBC)
 🇲🇽 As mulheres dos EUA que viajam ao México para conseguir fazer aborto. (BBC Brasil) 🇺🇸 Nos EUA, as eleições intermediárias podem determinar o acesso ao aborto em alguns estados. (TIME)

🇺🇸 Ohio tem protesto após morte de homem negro por policiais. (Poder360)

🇨🇭 Primeiro casal do mesmo sexo se casa na Suíça. (Exame)

🏴󠁧󠁢󠁳󠁣󠁴󠁿 Premiê escocesa propõe novo plebiscito para independência em 2023. (g1)

🇩🇰 Tiroteio em shopping na Dinamarca deixa mortos. (g1)
🇺🇦 89% dos ucranianos rejeitam cessão de terras para alcançar a paz com a Rússia.
(The Wall Street Journal)

🇵🇭 No último dia no poder, governo das Filipinas manda fechar site de jornalista vencedora do Nobel da Paz. (g1)

🇵🇸 Jovem palestino é baleado por soldados israelenses em Jenin e morre. (Al Jazeera)

🇦🇪 Amazon restringe produtos LGBTQIA+ nos Emirados Árabes Unidos. (CNBC)

🇺🇿 Uzbequistão relata vítimas após protestos; oposição diz que há pelo menos cinco mortos. (Terra)

🇹🇳 Presidente da Tunísia apresenta projeto de Constituição que lhe confere amplos poderes. (Yahoo Notícias)

#MandaDicas

Bolsonaro deve acionar pânico moral contra LGBTs em eleições. É coerente que maioria dos eleitores do presidente não reconheça a homofobia como um fenômeno social que estrutura a sociedade brasileira e cria desigualdades, disse ao Poder360 Cleyton Feitosa, mestre em direitos humanos e autor do livro “Políticas Públicas LGBT e Construção Democrática no Brasil”“Essa gestão foi eleita numa plataforma homofóbica. Desde o surgimento de Jair Bolsonaro, muito antes dele ser candidato em 2018, ele já vinha dando declarações homofóbicas e LGBTfóbicas e se opunha no Congresso, quando era congressista, a agenda de avanço de direitos da população LGBT”, lembrou. (Texto – PoderDataCast)
A aliança esquerda-liberais é possível? A extrema-direita é coesa em sua luta contra o aborto, contra a defesa ambiental, contra direitos civis e humanos em geral. A esquerda, enquanto isso, é fragmentada. Bolsonaro pode perder, mas seu grupo seguirá forte. Talvez seja hora de pensar em formas mais criativas de aliança. (Texto – Ponto de Partida)
#35 – A bruxa do Guarujá. A história de Fabiane Maria de Jesus, agredida até a morte após ser confundida com uma sequestradora, é contada pela filha no 1º episódio da 4ª temporada do Vozes, que volta depois de quase dois anos. Marcella Lourenzetto narra os passos que levaram à tragédia, as consequências na vida dos envolvidos, os processos na Justiça e ainda propõe uma reflexão sobre os impactos das notícias falsas. (Texto – Vozes: Histórias e Reflexões)
Verônica Torres (Tainá Müller) trabalha como escrivã na Delegacia de Homicídios de São Paulo e tem uma rotina bastante entediante. Após presenciar um suicídio, ela precisa lutar contra os traumas de seu passado e acaba tomando uma arriscada decisão: usar toda a sua habilidade investigativa para ajudar duas mulheres desconhecidas. A primeira é uma jovem que se vê enganada por um golpista na internet. Já a segunda, Janete (Camila Morgado), é a esposa submissa de Brandão (Eduardo Moscovis), um policial de alta patente que a maltrata e leva uma vida dupla. (Texto – Adoro Cinema)

Leituras complementares

Política nacional

Por 4 votos a 1, TJ-SP mantém condenação a Bolsonaro por ofensas a repórter da Folha. (Folha de S.Paulo)
Flávio Bolsonaro diz que é impossível conter reação de apoiadores a resultado de eleições. (Estadão)

Zambelli deverá indenizar deputadas do PSOL após associá-las a genocídio. (UOL)

Comando da Caixa sabia de assédio e acobertou casos até com promoções. (g1)

Testemunha conta que colegas se escondiam no banheiro e pulavam por cima de mesas para se esconder do assédio de Pedro Guimarães. (g1)

Governo Bolsonaro teve 8 presidentes nas 3 principais estatais. (Poder360)

Polícia Federal vai investigar superfaturamento em propaganda do governo federal.
(CNN Brasil)

Por que o governo esconde o caso do espião russo preso no Brasil. (Metrópoles)

Para driblar lei eleitoral, governo cria contas alternativas nas redes. (Núcleo Jornalismo)

Sociedade

30% da população recebia menos de R$ 500 por mês em 2021. (Poder360)

Discurso eleitoral contra comunismo não está mais tendo efeito na América Latina.
(BBC Brasil)

Latino-americanos são preocupados com violência armada e crime. (Ipsos)

Programa ‘Ser Mamãe em Miami’ registra aumento de 20% na procura de famílias brasileiras. (CBN)
População LGBTQIA+ no Brasil investe para comprar casa própria. Público também é mais conectado e recorre mais a meios digitais tanto para investir quanto para buscar por informações (Infomoney)

Os adultos LGBTQIAP+ são mais vulneráveis às doenças cardíacas. (O Globo)

73% dizem que educação sexual deve estar no currículo escolar. (g1)

Ter corpo padrão é um privilégio de classe. (AzMina

Uso da internet aumenta em áreas rurais no país. (EY)

Guru dos negacionistas, Vladimir Zelenko morre aos 48 anos. (DCM)

Tecnologia

Anitta chega ao Free Fire: “Intenção é promover mulheres nos jogos on-line”.
(CNN Brasil)
Amazon limitará compras de pílulas anticoncepcionais. (Engadget)

Empresas de tecnologia podem entregar dados relacionados ao aborto. (Axios)
 Snapchat adiciona assinatura paga com mais recursos para usuários avançados.
(The Verge)

Como o Google Street View virou um memorial de pessoas que já morreram. (Estadão)

Meta permite anúncios com desinformação sobre câncera. (Núcleo Jornalismo)

Dark Stores: o segredo da Rappi para fazer entregas em 10 minutos. (Exame)

Segurança pública

Apesar de queda em mortes violentas, Brasil é oitavo país mais letal do mundo. (O Globo)

Sob governo Bolsonaro, pessoas com licença para armas de fogo disparam e crescem 473%. (Folha de S.Paulo)

Estupro: 61% das vítimas têm menos de 13 anos. (Poder360)

Condições precárias de presídios do país foram mais letais do que Covid-19.
(Revista Galileu)

Um produto que não sofreu com a inflação. Ou: como montar uma milícia privada. Ou ainda: como armar o PCC. (Leandro Demori)

Economia

Banco Central ddmite oficialmente estouro da meta de inflação em 2022. (Agência Brasil)

Dívida pública sobe 2,46% em dois meses e chega a R$ 5,7 trilhões em maio. (g1)

Senado aprova PEC do estado de emergência, que prevê 41 bi para ‘bondades’ em ano eleitoral. (Carta Capital)

País bate recorde de pedidos de demissão em 12 meses. (InfoMoney)

Comunicação

TikTok deixa pecha de dancinha e vira pilar da comunicação eleitoral. (Folha de S.Paulo)

Por que as marcas são obcecadas em construir comunidades. Marcas e criadores querem que os clientes sejam fãs ativos e engajados — e que gastem mais dinheiro. (VOX)

#SucessoDaSemana

No Shopee, alguém tem divulgado uma toalha do presidente Bolsonaro, mas entrega uma do ex-presidente Lula. Os bolsominios estão ficando bem bravos.

#GráficoDaSemana

#CapaDaSemana

Ketanji Brown Jackson tomou posse na Suprema Corte dos EUA e tornou-se a primeira mulher negra neste posto.