#laraflix em: Notorious R.B.G

Oi gente linda! 

Definitivamente 2020 não está sendo um ano fácil. Meu último post foi em homenagem a Chadwick Boseman e a indicação dessa semana será em homenagem a Ruth Bader Ginsburg (ou se preferir pode chamar de Notorious R.B.G.) que faleceu aos 87 anos em 18 de setembro por complicações de um câncer. 

No Oscar de 2019, um dos indicados na categoria “Melhor Documentário” foi o filme RBG, mas e ai, quem é RBG?

Ruth Bader Ginsburg foi a segunda mulher a compor a Suprema Corte Americana. Indicada em 1993 pelo então presidente Bill Clinton, RBG fez história nos tribunais americanos lutando, principalmente, pela igualdade de gênero.

O documentário, que ganhou o nome de “A Juíza” no Brasil, ao longo de uma hora e meia vai muito além dos fatos da carreira de Ginsburg. É possível enxergar os bastidores, como a relação dela com a família, principalmente com sua neta recém formada na Harvard Law School. Vemos sua trajetória como estudante, esposa e mãe. Me emocionei com a admiração, o respeito e o incentivo que o marido Martin Ginsburg sempre deu a ela. Martin era advogado tributário e se destacava com seu jeito engraçado. 

O filme é construído por imagens, arquivos e entrevistas com familiares e amigos próximos. É apresentado os principais casos que deram destaque e visibilidade a sua carreira. Em um desses casos Ruth, usa a seguinte frase: “I ask no favor for my sex, all I ask of our brethren is that they take their feet off our necks.” Traduzindo: “Não peço nenhum favor pelo meu sexo. Tudo o que peço é que tirem os pés de nossos pescoços”.

À medida que o filme avança para os dias atuais, os desafios que ela enfrenta também mudam. Inicialmente era o desafio de conseguir estudar Direito em uma faculdade com grande número de alunos homens e mulheres só podiam entrar com cotas. Depois a frustração de não conseguir emprego por ser mãe. E, mesmo depois de conseguir sucesso profissional, precisou convencer de que era suficiente para política.

De qualquer ângulo que este documentário cobre, Bader Ginsburg brilha de forma extraordinária.

Já que se trata de um documentário sobre igualdade de gênero e também sobre a luta feminista, quero deixar uma dica número dois pra vocês.

Em um momento do filme RBG, abordam sobre manifestações que aconteceram entre 1966 e 1971 e há alguns anos atrás, assisti na Netflix um documentário chamado “She’s Beautiful When She’s Angry”, é um filme de 2014 e conta a história de mulheres que lideraram a luta feminista por direitos sociais e pela igualdade em cargos e salários.

Então, encerro aqui fazendo esse convite para que assistam a ambos filmes. Afinal, é história, é conhecimento, é real. Não podemos parar de lutar e nossa luta não pode ser minimizada ou chamada de vitimismo.