Os livros lidos em 2021

Para fechar esse ano tão caótico, trouxe os 21 livros que li em 2021.
O número total com o ano foi pura coincidência da vida mesmo.
Neste ano, foi a primeira vez que li uma quantidade considerável de livros de ficção.

Sempre eu busquei mais livros políticos, biografias e temas ligados a História, mas este ano, não sei bem o motivo, migrei mais para as histórias mesmo – e fiquei muito feliz porque encontrei livros maravilhosos. Nesta lista, tem de tudo um pouco – como você vai poder ver logo abaixo.

Lula, volume 1 (Fernando Morais)
Para além de juízos ou paixões, Lula está entre as maiores figuras políticas da história brasileira. Único presidente do país com origens operárias, e campo magnético de um partido profundamente original em suas raízes, exerceu o poder carismático e a influência de modo mais duradouro que qualquer outro homem público no período republicano, salvo talvez Getúlio Vargas – com quem também compartilha a virulência dos adversários. Desde 2011, Fernando Morais ganhou acesso direto, franco e frequente a Lula. A essas dezenas de horas de depoimentos, somou o faro de repórter e a prosa cativante para compor projeto biográfico que traz um painel do personagem em toda sua grandeza e complexidade. Em narrativa que faz uso de recuos e avanços cronológicos para manter um ritmo eletrizante, neste primeiro volume Morais vai da infância de Lula até o anulamento de suas condenações, em 2021 – passando pelo novo sindicalismo, as greves do ABC, a fundação do PT e a primeira campanha eleitoral. (Texto – Companhia das Letras)
O parque das irmãs magníficas (Camila Sosa Villada)
Quando chegou à cidade de Córdoba para estudar na universidade, a autora argentinaCamila Sosa Villada decidiu ir ao Parque Sarmiento durante a noite. Estava morta de medo, pensando que poderia se concretizar a qualquer momento o brutal veredito que havia escutado de seu pai: “Um dia vão bater nessa porta para me avisar que te encontraram morta, jogada numa vala”. Para ele, esse era o único destino possível para um rapaz que se vestia de mulher. Camila queria ver as famosas travestis do parque, e lá, diante daquelas mulheres e da difícil realidade a que são submetidas, foi imediatamente acolhida e sentiu, pela primeira vez em sua vida, que havia encontrado seu lugar de pertencimento no mundo. O romance O parque da irmãs magníficas é isso tudo: um rito de iniciação, um conto de fadas ou uma história de terror, o retrato de uma identidade de grupo, um manifesto explosivo, uma visita guiada à imaginação da autora. Nestas páginas convergem duas facetas da comunidade trans, facetas que fascinam e repelem sociedades no mundo inteiro: a fúria travesti e a festa que há em ser travesti.
(Texto – Planeta Livros)
Quarto de despejo (Carolina Maria de Jesus)
O diário da catadora de papel Carolina Maria de Jesus deu origem à este livro, que relata o cotidiano triste e cruel da vida na favela. A linguagem simples, mas contundente, comove o leitor pelo realismo e pelo olhar sensível na hora de contar o que viu, viveu e sentiu nos anos em que morou na comunidade do Canindé, em São Paulo, com três filhos. (Texto – Amazon Brasil)
Minha carne. Diário de uma prisão. (Preta Ferreira)
No dia 24 de junho de 2019, Preta Ferreira e seus familiares foram surpreendidos pela manhã por dois homens, uma mulher e um mandado de busca e apreensão. Não seria a primeira nem a última vez que Preta precisaria lidar com o abuso do Estado, e, nesse caso, nas primeiras páginas de seu diário, a artista já mostra a confiança de que o infortúnio duraria, no máximo, alguns dias. No entanto, ao contrário de suas expectativas iniciais, Preta Ferreira ficou presa injustamente até 10 de outubro de 2019. Em Minha carne: diário de uma prisão, estão relatados os longos dias de cárcere, os processos pelos quais passou, as etapas do sistema prisional, os trâmites jurídicos, as emoções que viveu e o que ouviu de outras mulheres com quem compartilhou esse tempo. Com oscilações de humor – como medo, raiva e também inspiração –, Preta escreve e mescla sua rotina e seus pensamentos com poemas e músicas. O tom da obra remete, ainda, a um grito por justiça. (Texto – Editora Boitempo)
Doramar ou a Odisseia (Itamar Vieira Junior)
Quem se deslumbrou com a maestria narrativa de TORTO ARADO, romance que converteu Itamar Vieira Junior em um dos nomes centrais da nossa literatura contemporânea, vai encontrar neste DORAMAR OU A ODISSEIA ainda mais motivos para celebrar a ficção do autor. Num diálogo permanente com nossas questões sociais e a tradição literária brasileira, Itamar enfeixa um conjunto de histórias a um só tempo atuais e calcadas na multiplicidade de culturas que formam o país. Lidas na sequência, atestam a vitalidade de um escritor que encontra uma boa parcela de inspiração em personagens que desafiam os limites que lhes foram impostos e abraçam a existência em toda a sua plenitude. (Texto – Todavia)
Vista chinesa (Tatiana Salem Levy)
Estamos em 2014. Euforia no Brasil e especialmente na cidade do Rio de Janeiro. Copa do Mundo prestes a acontecer, Olimpíadas de 2016 à vista. Tempo de esperança e construção. Júlia é sócia de um escritório de arquitetura que está planejando alguns projetos na futura Vila Olímpica. No dia de uma dessas reuniões com a prefeitura, Júlia sai para correr no Alto da Boa Vista. A certa altura, alguém encosta um cano de revólver na sua cabeça e a leva para uma área baldia. É estuprada. Deixada largada e exangue na mata, ela se arrasta para casa, onde o namorado e alguns familiares a esperam. O rosário de dor é descrito com crueza e qualidade literária poucas vezes vistas em nossa ficção. (Texto – Todavia)

OBS: livro fala sobre estupro de forma bem direta e pode ser gatilho para algumas pessoas
A pediatra (Andréa Del Fuego)
Cecília é o oposto do que se imagina de uma pediatra – uma mulher sem espírito maternal, pouco apreço por crianças e zero paciência para os pais e mães que as acompanham. Porém a medicina era um caminho natural para ela, que seguiu os passos do pai. Apesar de sua frieza com os pacientes, ela tem um consultório bem-sucedido, mas aos poucos se vê perdendo lugar para um pediatra humanista, que trabalha com doulas, parteiras e acompanha até partos domiciliares. Mesmo a obstetra cesarista com quem Cecília sempre colaborou agora parece preferi-lo. Ela fará, então, um mergulho investigativo na vida das mulheres que seguem o caminho do parto natural e da medicina alternativa, práticas que despreza profundamente. Em paralelo, vive uma relação com um homem casado, de cujo filho ela acompanhou o nascimento como neonatologista. E é esse menino que irá despertar sentimentos nunca antes experimentados pela pediatra.
(Texto – Companhia das Letras)
A palavra que resta (Stênio Gardel)
Aos 71 anos, Raimundo decide aprender a ler e a escrever. Nascido e criado na roça, não foi à escola, pois cedo precisou ajudar o pai na lida diária. Mas há muito deixou a família e a vida no sertão para trás. Desse tempo, Raimundo guarda apenas a carta que recebeu de Cícero, há mais de cinquenta anos, quando o amor escondido entre os dois foi descoberto. Cícero partiu sem deixar pistas, a não ser aquela carta que Raimundo não sabe ler – ao menos até agora. Com uma narrativa sensível e magnética, o escritor cearense Stênio Gardel nos leva pelo passado de Raimundo, permeado de conflitos familiares e da dor do ocultamento de sua sexualidade, mas também das novas relações que estabeleceu depois de fugir de casa e cair na estrada, ressignificando seu destino mais de uma vez. (Texto – Companhia das Letras)
Cachorro velho (Teresa Cárdenas)
Por toda a vida, Cachorro Velho foi escravo no engenho de açúcar do patrão. Seu corpo está velho e cansado, sua mente se perde frequentemente em recordações. Às vezes ele até imagina a própria morte, ou pelo menos o que significa estar longe, muito longe. Então, a velha escrava Beira lhe propõe ajudar Aísa, uma menina de dez anos, a fugir. Escrito por uma descendente de escravos, Cachorro Velho é um retrato duro e comovente da desumanidade da escravidão. “O velho não temia o Inferno: tinha vivido nele desde sempre.” A escravidão foi abolida em Cuba em 1886, mas, como em tantos outros lugares, sua nódoa se manifesta no preconceito racial e na discriminação. Ganhador do Casa de las Américas, a mais alta honra literária de Cuba e um dos prêmios mais importantes do mundo de fala hispânica, este livro abalará profundamente os seus leitores. (Texto – Pallas Editora)
O coronel que raptava infâncias (Matheus de Moura)
Dez de setembro de 2016. A atendente do drive-thru de uma lanchonete em Ramos, no subúrbio do Rio de Janeiro, sai da cabine para entregar o lanche ao cliente de um Jetta branco. Quando o vidro escuro é baixado, a jovem vê um homem de cabelo branco ao volante e, no carona, uma menina que aparenta não ter mais que dois anos. A cena seria corriqueira se não fosse insólita: o motorista é Pedro Chavarry Duarte, coronel reformado da Polícia Militar do Rio de Janeiro, que no dia seguinte estaria em todos os telejornais, acusado de estupro de vulnerável. Mas o caso que chocou o estado e o país é, na verdade, apenas o começo do fim da carreira de Chavarry, marcada pela obscuridade de ações que em tese eram pautadas por bandeiras de assistência social. O foco dessa plataforma eram crianças na primeira infância, em geral oriundas de famílias em condições de extrema pobreza. Munido de credenciais que tornavam sua reputação inquestionável, Chavarry encontrava suas vítimas em comunidades carentes: mulheres com filhos muito pequenos. O policial oferecia a elas uma ajuda muito bem-vinda: emprego, assistência financeira e, acima de tudo, cuidava de suas crianças em uma suposta creche. Jamais se descobriu, no entanto, o endereço dessa instituição. Quando Chavarry colocava as crianças em seus carros de luxo alugados, as mães não sabiam para onde elas eram levadas ou o que acontecia durante as muitas horas de ausência. Até a fatídica noite no estacionamento da lanchonete. (Texto – Intrínseca)
A organização: A Odebrecht e o esquema de corrupção que chocou o mundo (Malu Gaspar)
Em 2015, quando a força-tarefa da Lava Jato fulminou o “clube” de empreiteiras que controlava os contratos com a Petrobras, a Odebrecht liderava com folga o ranking das empresas de engenharia nacionais. Delatados por colaboradores da Justiça,  alguns de seus principais executivos foram presos ,  acusados de uma volumosa coleção de crimes. Para tentar sobreviver à hecatombe, a organização — era assim que os controladores e funcionários se referiam à companhia — e seus dirigentes confessaram um longo histórico de práticas escusas que abalou a República e chocou o mundo, envolvendo propinas a centenas de políticos, de prefeitos a presidentes. Emilio e Marcelo Odebrecht, pai e filho, cujo relacionamento sempre fora difícil, romperam publicamente em meio a um duelo de denúncias. Neste livro sobre a glória e a desgraça da Odebrecht, Malu Gaspar desvenda as engrenagens de um sistema de corrupção que parecia inviolável, e lança luz sobre as espúrias relações entre Estado e empresas que condicionaram por muito tempo uma espécie de “capitalismo à brasileira”. (Texto – Companhia das Letras)
Cabeça Branca: A caçada ao maior narcotraficante do Brasil (Allan de Abreu)
Cabeça Branca narra a captura do maior narcotraficante da história do Brasil, com conexões internacionais poderosas, considerado o Pablo Escobar brasileiro, agente circulador de milhões em mercadorias e em dinheiro no curso de três décadas. Apesar de ser considerado, pela Polícia Federal, um dos dez maiores narcotraficantes do mundo, pouco se sabia sobre Cabeça Branca: sujeito discreto, frio, invisível por muitos anos, foi capaz de se reinventar fisicamente — por meio de inúmeras plásticas — para fugir da polícia. Não por acaso, policiais, investigadores e jornalistas se referem a ele como O Fantasma. Luiz Carlos da Rocha, o Cabeça Branca, já se destacava como personagem de Cocaína: a rota caipira, livro de estreia de Allan de Abreu, também publicado pela Editora Record e que se tornou referência incontornável para quem deseja estudar o tráfico de drogas no Brasil (e mesmo na América Latina). Enquanto Cocaína: A rota caipira, obra-prima da reportagem, faz uma radiografia corajosa do mercado de drogas no país, mostrando a ascensão e a queda dos grandes barões do pó e suas habilidades em despistar a polícia, Cabeça Branca foca na história do maior narcotraficante do país e na caçada que, depois de décadas de frustações, finalmente resultaria em sua prisão. É também o retrato de uma era do crime organizado no Brasil. (Texto – Editora Record)
Operação Abafa: predadores sexuais e a indústria do silêncio (Ronan Farrow)
Em 2017, uma investigação de rotina na televisão levou Ronan Farrow a uma história que corria silenciosamente pelos corredores de Hollywood: um dos produtores mais poderosos do cinema americano era um predador sexual, protegido pelo medo de suas vítimas, pelo dinheiro e por uma conspiração de silêncio. Quando Farrow se aproximou da verdade, agentes sombrios, de advogados caros a espiões de elite, montaram uma campanha de intimidação, ameaçando sua carreira, seguindo todos os seus passos e se valendo de uma história de abuso em sua própria família para atacá-lo. OPERAÇÃO ABAFA traz novas e devastadoras revelações sobre uma das mais importantes reportagens da década. (Texto – Todavia)
Janeiro (Sara Gallardo)
No pampa argentino, na metade do século passado, argentinos e imigrantes trabalham na terra e com a terra em pleno verão ardente, sob uma aparente calma. É preciso cultivar os grãos, levar o gado para pastar, ordenhar as vacas, domar cavalos, cuidar dos porcos e da vida alheia. São hábitos diários, assim como remendar calcinhas, ouvir rádio e compartilhar o mate. Por causa disso, a protagonista de Janeiro, uma adolescente de dezesseis anos chamada Nefer, anda muito angustiada. Desde o começo da trama, ela vive o terror de: o que será que vão pensar? Nefer foi estuprada e está grávida. Assim sabemos, de uma vez, do mesmo modo que arrancamos um curativo da pele. E como lidar com uma situação dessas e, ainda por cima, em uma comunidade que não tem e/ou nega acesso à informação, à saúde e a qualquer possibilidade de afeto? Logo chegará o tempo da colheita e, com ela também a barriga prenha, por conta disso, o corpo de Nefer, quase impróprio, só espera mesmo por um milagre. (Texto – Editora Moinhos)
Será que sou feminista? (Alma Guillermoprieto)
Alma Guillermoprieto dedicou grande parte de sua carreira a cobrir conflitos e movimentos sociais por toda a América Latina. Ao longo de sua trajetória retratou em crônicas e reportagens a história de mulheres comuns, sobreviventes dos mais diversos tipos de violência. Neste livro, ela reflete sobre sua própria posição como mulher e se questiona: Será que sou feminista? Sem a pretensão de ter todas as respostas, ela relata suas memórias quando jovem na machista sociedade mexicana e suas referências feministas; relembra encontros com líderes e ativistas; expõe sua visão da estrutura machista, racista e homofóbica que assassinou Marielle Franco; e tece ainda considerações a respeito do movimento #MeToo. Ao mesmo tempo em que evoca experiências pessoais, Guillermoprieto faz uma releitura das lutas históricas das mulheres, destacando avanços tão significativos quanto a pílula anticoncepcional e o direito ao voto, sem nos deixar esquecer do caminho árido que ainda há pela frente. (Texto – Companhia das Letras)
Cai de boca no meu b*c3t@o (Tamiris Coutinho)
Apaixonada por funk, Tamiris resgata as origens do gênero musical, sua evolução ao longo das décadas e sua importância sob os aspectos social, cultural, musical e mercadológico, principalmente no Rio de Janeiro. Toda essa investigação está focada na inserção e consolidação da mulher dentro do gênero musical. E ela vai além, demonstrando que há cada vez mais mulheres em posição de destaque dentro do funk, ocupando os espaços que lhe cabem por direito, modificando suas vidas individualmente e, consequentemente, alterando as relações estruturais da nossa sociedade – pautada no patriarcado e nas suas expressões machistas. O livro é baseado no trabalho de conclusão para o curso de relações públicas da UERJ, que recebeu nota máxima pela banca avaliadora e inúmeros elogios de pessoas importantes do movimento funk. O preconceito em relação ao tema é tão grande que a divulgação do trabalho nas redes sociais gerou ataques de ódio dos mais variados tipos contra a autora, o funk, as mulheres e a universidade pública. Agora, você terá a oportunidade de ler o trabalho de Tamiris e tirar as próprias conclusões. Desde já, aperte o play na trilha sonora que ela fez especialmente para o livro e permita-se levar por essa batida tão brasileira e genuína. (Texto – Editora Claraboia)
Notas sobre o luto (Chimamanda Ngozi Adiche)
Escrito após a morte do pai de Chimamanda Ngozi Adichie em junho de 2020, durante a pandemia de covid-19 que mantinha distante a família Adichie, Notas sobre o luto é um poderoso relato sobre a imensurável dor da perda e as lembranças e resiliência trazidas por ela. Consciente de ser uma entre milhões de pessoas sofrendo naquele momento, a autora se debruça não só sobre as dimensões familiares e culturais do luto, mas também sobre a solidão e a raiva inerentes a ele. Com uma linguagem precisa e detalhes devastadores em cada capítulo, Chimamanda junta a própria experiência com a morte de seu pai às lembranças da vida de um homem forte e honrado, sobrevivente da Guerra de Biafra, professor de longa carreira, marido leal e pai exemplar. Em poucas páginas, Notas sobre o luto é um livro imprescindível, que nos conecta com o mundo atual e investiga uma das experiências mais universais do ser humano. (Texto – Companhia das Letras)
A revolução dos bichos (George Orwell)
Uma fazenda é tomada pelos seus animais, que expulsam os humanos e promovem um novo regime de colaboração e trabalho. Juntos, porcos e galinhas, cavalos e patos criam seus hinos, elaboram seus lemas e buscam o progresso e a justiça. Este é o cenário para uma das sátiras mais influentes da literatura; uma fábula para adultos que registra a transformação de uma revolução gloriosa contra o autoritarismo para mais uma forma tirânica de poder. 
(Texto – Amazon Brasil)
O Brasil dobrou à direita (Jairo Nicolau)
Qual o perfil dos eleitores de Jair Bolsonaro? De que segmento social fazem parte? Qual sua escolaridade, idade, gênero e religião? Em suma: Quem votou em Bolsonaro? Utilizando gráficos e dados comparativos, o cientista político Jairo Nicolau faz uma radiografia do surpreendente desempenho de Jair Bolsonaro e do PSL nas eleições de 2018, que levaram o país a uma radical guinada à direita. Estudioso do processo eleitoral brasileiro, Nicolau apresenta e analisa os números que elegeram um nome até então relativamente inexpressivo no cenário mais amplo da nossa política, esmiuçando pontos centrais como a relação entre tempo de TV, dinheiro e voto; as redes sociais; o voto das mulheres e dos evangélicos; o voto por regiões, estados e cidades. O Brasil dobrou à direita traz uma contribuição decisiva para o debate desapaixonado sobre o fenômeno do bolsonarismo nas urnas e sobre as transformações que mudaram o rumo do Brasil. Um livro fundamental para se entender o que aconteceu e o que pode acontecer nas próximas eleições. (Texto – Companhia das Letras)
Ouvindo Vozes: Como Criar Um Podcast de Sucesso e Ainda Ganhar Dinheiro com Isso (Gus Lanzetta)
Tudo o que você precisa saber para começar seu podcast – e se dar bem! Você sempre quis saber como fazer o que você ama e ainda por cima ficar rico com isso? Então este livro não é para você. O que posso oferecer com o Ouvindo vozes é um guia para a produção de conteúdo no meio mais orgânico, flexível e dinâmico que a internet já possibilitou: o podcast. Nestas páginas, compartilho mais de uma década de experiência (me disseram que é na capa do livro que damos carteirada) para que você não precise cometer os mesmos erros que cometi. Apesar da cultura do “faça você mesmo” do podcast, não há necessidade alguma de sofrimento, e é aí que o livro entra. Com o Ouvindo vozes, você terá todas as ferramentas na mão para criar seu podcast do zero com o máximo de planejamento e o mínimo de problemas, passando pela concepção da ideia, estrutura, planejamento e todo o processo de edição – além, é claro, do caminho para que seu projeto tenha potencial para, ao menos, se pagar. Depois de “Desligue a TV e vá ler um livro”, te apresento o “Leia um livro e depois vá falar na internet”! (Texto – Livraria da Vila)
Podrão Aniquilação (Pablo Carranza)
PLAYLANDIA um  lugar de sonhos e diversões corre grande perigo. Uma praga se espalha, a praga gourmet que ameaça trabalhadores do ramo de pastel e lanche podrão. Seriam eles capazes de superar suas diferenças para juntos encontrarem um novo meio para a prosperidade? E a que custo ? O segredo da maionese brilhosa pode esconder muito mais do que você imagina e quem poderá acabar com os sinistros desaparecimentos ? MONGA  a mulher macaco? Professor Edinho? Bareta o delegado? Descubra em PODRÃO ANIQUILAÇÃO até onde o rastro de destruição pode se espalhar. (Texto – Escoria Comix)