#016 – Parte 2: Será o começo do fim de Bolsonaro?

O governo federal não dá descanso, turminha.
Passa dia e vem dia e as coisas não param de acontecer.
É Carluxo sendo apontado como o responsável pelo tão falado “Gabinete do Ódio”. É o STF abrindo processo de investigação do presidente. Temos novo ministro da Justiça e Segurança Pública e chefão da Polícia Federal – ambos mega íntimos do clã Bolsonaro.

Temos tweet de arrependimento da deputada Joice Hasselmann e pedido de impeachment de Bolsonaro feito pelo MBL. Sim, é isso mesmo que você leu!

Mas vamos em frente, pessoal.
Hoje trago uma pesquisa recente do Datafolha sobre o momento do país. Amanhã trago outra pesquisa. Aguardem!

1. Processo de impeachment

O país está dividido. 48% acreditam que o Congresso não deveria abrir, enquanto 45% apoiam o começo do processo.

54% entre 16 e 24 anos e metade dos moradores do Nordeste acreditam que deveria ser aberto.

Por outro lado, 68% dos moradores do Sul e 56% entre quem tem mais de 60 anos são contrários.

2. Renúncia do presidente

Aqui também há uma divisão clara das opiniões:
Em 27 de abril, 50% acham que ele não deveria renunciar e no começo do mês eram 59%. 

Ontem, 46% disseram que ele deveria renunciar; já no começo do mês, 37% tinham essa opinião.

Para os brasileiros entre 16-24 anos, 53% acham que ele tem que renunciar. Para os que tem acima de 60 anos, 55% acreditam que o presidente não deve fazer isso.

Na renda, quem ganha entre 5 e 10 salários mínimos, 51% crê que o presidente tem que sair, ao passo que 60% entre os mais ricos acha que ele tem que permanecer.

3. Avaliação do desempenho do presidente durante a pandemia

De março até agora, cresceu a percepção de que o presidente está desempenhando um papel “ruim/péssimo” e, por consequência, caiu os que acham que ele está “ótimo/bom”.

No começo de março, cerca de 33% diziam que o desempenho de Bolsonaro era “ruim/péssimo”. Nessa segunda-feira chegou em 45%.

Lá em março, cerca de 35% diziam que a atuação era “ótimo/boa”. Agora caiu para cerca de 27%.

33% entre os mais ricos avaliam como “ótimo/bom” e 56% entre quem tem ensino superior diz estar “ruim/péssimo”.

4. Avaliação do governo Bolsonaro
 Aqui há um fator bem interessante: cresceu, de agosto do ano passado até abril desse ano, a avaliação positiva.

Em agosto, 29% diziam que o governo era “ótimo/bom”. Agora são 33%.

Os que disseram ser “ruim/péssimo” foram 38%. Destaque para a queda em dezembro do no passado e a retomada de lá para cá.

5. Capacidade do presidente em liderar o país

Aqui houve uma mudança de comportamento do brasileiro: no começo de abril, ele achava que o presidente tinha essa capacidade; agora parece que as coisas mudaram.

Nos primeiros dias do mês, 52% disseram que ele tem capacidade e 44% que não. Agora, no fim, 49% argumentou que não e 45% que sim.

53% dos aposentados e 57% dos moradores do Centro-Oeste e Norte disseram que ele tem capacidade.

Por outro lado, 60% dos funcionários públicos e 52% dos nordestinos falaram que não.

6. Confiança nas declarações de Bolsonaro
 De agosto do ano passado para abril desse ano, o presidente manteve o seu núcleo duro que sempre confia nele: 19% no ano passado e 21% agora.

Interessante demais a queda considerável de pessoas que nunca confiam nele: em agosto, 44%, contra 38% agora. Também subiu os que “não sabem”: 1% no ano passado e 5% agora.

32% dos brasileiros acima de 60 anos e 29% dos empresários sempre confiam.

Já entre os estudantes (49%) e quem tem ensino superior (46%), nunca confiam.

7. A saída do ex-ministro Sérgio Moro

8. Como será o combate à corrupção depois das mudanças no ministério da Justiça e Segurança Pública?
 Para 43%, vai piorar.
26% acredita que vai ficar igual.
Outros 21% creem que irá melhorar – o núcleo duro do bolsonarismo.

9. Como ficará a segurança no país depois das mudanças no ministério da Justiça e Segurança Pública?
Há um empate: 36% acham que “irá ficar igual” e outros 36% que “irá piorar”. Temos ainda 20% que acredita que agora “irá melhorar”.

10. Avaliação do desempenho do Ministério da Saúde durante a pandemia
 O gráfico mostra bem o pico de aprovação do ex-ministro Mandetta – no começo de abril – quando ele ganhou destaque por atuar contra o Covid-19. 

O índice de “ótimo/bom” chegou a 76% e o de “ruim/péssimo” em 5%. Interessante ainda a curva para baixo do “regular” chegando ao menor valor no começo de abril: 18%.

Mas tudo mudou após a sua demissão e a aprovação despencou para 55% e a reprovação mais que dobrou, chegando a 13%.