#016 – Parte 3: Será o começo do fim de Bolsonaro?

Começo pedindo desculpas.
Disse que enviaria ontem, mas a vida corrida e cheia de compromissos me fez atrasar em um dia. Peço perdão <3

“E daí? Lamento. Quer que eu faça o que?”.
Foi assim que o presidente respondeu aos jornalistas que perguntaram sobre as mortes recentes do Covi-19. Ultrapassamos a China em número de mortos (5.104) e batemos o recorde em 24 horas: 474 óbitos. Mas é assim que a maior autoridade do país se comporta. Não há palavras para isso.

Hoje vamos falar de uma outra pesquisa que mostra o atual momento do governo Bolsonaro em várias frentes.

PESQUISA ATLAS

1 – 64,4% desaprovam o desempenho do presidente. Um terço aprova – eis a fatia que ainda segura Bolsonaro no poder

a) a maior aprovação está no Centro-Oeste (44%) e a menor no Nordeste (25%);

b) as mulheres desaprovam mais do que os homens: 69% contra 59%, respectivamente;

c) há um empate técnico na aprovação e desaprovação dos evangélicos: 47% e 48%, respectivamente – essa é uma das principais constatações;

d) sete em cada dez católicos desaprovam o governo;

e) entre 16-24 anos, 35% aprovam o governo, o maior índice entre as faixas etárias. A maior desaprovação está entre 45-59 anos: 71%.

f) na faixa de renda, a maior desaprovação está em quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 100 mil e a maior aprovação entre R$ 3 mil e R$ 5 mil (aqui a tão falada classe média).

2 – Quase 50% avalia o governo como “ruim/péssimo” e 20% diz ser “ótimo/bom”

a) 57% do Nordeste avalia como “ruim/péssimo”, maior índice. Está no Centro-Oeste a maior fatia de “ótimo/bom”: 34%;

b) as mulheres são mais críticas: 55% dizem que o governo é “ruim/péssimo” (os homens são 43%);

c) há, novamente, um empate técnico entre os evangélicos: 33% acham que o governo “ruim/péssimo” e 29% disseram ser “ótimo/bom”;

d) os mais velhos são mais críticos ao governo: 56% dos que têm entre 45-59 anos dizem ser um governo “ruim/péssimo”. Já entre quem tem 16-24, o índice cai para 40%;

e) quanto mais velho, maior o índice de pessoas que acham “ruim/péssimo”.

3- Pouco mais da metade do país é favor do impeachment: 54,1% – e 36,6% são contrários
a) 58% dos nordestinos são a favor (o maior índice) e 48% dos cidadãos são contra (a maior desaprovação);

b) as mulheres são mais a favor do que os homens: 58% e 49%, respectivamente;

c) católicos são mais a favor do que evangélicos: 59% e 39%, respectivamente;

 d) Quase sete em cada dez agnósticos ou ateus são a favor e cerca de 60% das outras religiões;

e) Seis em cada dez brasileiros entre 45-59 são a favor e 41% entre 16-24 são contra;

f) 58% acredita que haverá impeachment ou renúncia e quase 30% acredita que o presidente vai concluir o mandato;

4 – Demissão do ex-ministro Sérgio Moro

a) 68% discorda com a demissão do diretor da Polícia Federal Maurício Valeixo;

b) sete em cada dez concordaram com as críticas de Moro ao presidente;

c) quase 60% acha que Moro tem razão na disputa com o Bolsonaro. Apenas 15% diz que o presidente tem razão;

d) 66% diz que a saída de Moro piora a sua avaliação em relação ao presidente. Apenas 4,2% disseram que melhora;

5 – Imagem dos políticos e dos ministros

a) quem tem a imagem mais positiva é o ex-ministro da Saúde Luiz Mandetta: 63%, vindo na sequência o também ex-ministro Sérgio Moro (57%), o atual ministro da Economia Paulo Guedes (40%) e o presidente Jair Bolsonaro (30%);

b) por outro lado, quem tem a maior imagem negativa é o presidente Jair Bolsonaro, com 65%. Depois aparece o ex-presidente Lula (60%), o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad (56%) e, empatados com 55% cada, vêm o ex-candidato à presidência Ciro Gomes e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia;

c) da atual Esplanada dos Ministérios, quem tem a melhor imagem, como já vimos, é Paulo Guedes, com 40% de positivos. Depois aparecem os ministros Marcos Pontes da Ciência e Tecnologia (36%), Augusto Heleno, atual chefe do Gabinete de Segurança Institucional (29%) e Damares Alves da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (27%). Aqui podemos ver uma característica forte do Bolsonarismo: o Militarismo e a ala ideológica;

d) temos também os ministros com maiores índices negativos. O primeiro deles é o da Educação, Abraham Weintraub (48%), seguido pela ministra Damares Alves (46%), pelo do Meio Ambiente, Ricardo Salles (43%) e por Onyx Lorenzoni, da Cidadania, também com 43%. Destaque: os mais desaprovados são da área Olavista;